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sexta-feira, 18 de abril de 2014

A Narrativa : A Opinião De Sócrates

Nem "polémicas", nem mudanças de dia e horário trazem mais audiências: ao surgir Sócrates no ecrã da RTP 1, desaparecem 217 mil espectadores.

Eduardo Cintra Torres,CM (hoje)

É Um Facto - corresponde à acção que vai ser narrada
Num Tempo  Próprio - aconteceu de facto
Naquele Lugar - descrição de onde aconteceu o facto
As Personagens Conhecidas  - participante e observadores da acção
A Causa Evidente - razão pela qual aconteceu o facto
O Modo Demais Conhecido - de que forma aconteceu o facto
As Consequências São Evidentes  - Resultado do desenrolar da acção que provoca um determinado desfecho.

Lembre-se ...

« Lembre-se, é fácil esquecer para quem tem memória. Difícil esquecer para quem tem coração... »

Gabriel Garcia Marquez 

quinta-feira, 17 de abril de 2014

O Que Faz Impressão No Discurso De Passos ...

... É que consegue ao mesmo tempo fazer a promessa de "desonerar" num prazo que já não é o seu - um "sound-byte" - e anunciar com palavras mastigadas que os cortes serão definitivos. Aquilo que prometeu que nunca faria - e que o desgraçado secretário de Estado anunciou em off para ser depois desmentido pelo primeiro- -ministro, que se dizia à espera de um grupo de trabalho sobre pensões que era afinal totalmente desnecessário. O governo decidiu tudo sozinho e o grupo de trabalho serviu de verbo de encher e de humilhação aos seus membros. 

Ana Sá Lopes, J i

Nota: Para além de tudo o mais, uma pergunta - será que o grupo de trabalho trabalhou graciosamente? ...  

Todos Temos Luz e Trevas ...

O mundo não se divide em pessoas boas e más. Todos temos Luz e Trevas dentro de nós. O que importa é o lado com o qual decidimos agir. Isso é o que realmente somos.

Sirius Black

quarta-feira, 16 de abril de 2014

A Justiça Que Temos ...

Duarte Lima foi libertado. Já não está em prisão domiciliária e o juiz mandou retirar a pulseira electrónica por considerar que o perigo de fuga está diminuído.

De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça. De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e [quase] a ter vergonha de ser honesto.

Rui Barbosa 

terça-feira, 15 de abril de 2014

Desconfiamos ...

Suspeitamos que há sempre alguém a preparar-se para nos dar "o golpe" e nada como prevenir. Esta desconfiança socialmente patológica está na origem de uma enorme quantidade de entraves na economia que nos amarram ao sub-desenvolvimento e nos impedem, no limite, de ser mais prósperos e felizes.
Paulo Ferreira, Económico   
E não é que temos mesmo razão para desconfiar? - Mas que é triste, - é. Nunca pensei ter de alterar a minha maneira de ser - confiar até prova em contrário e trocar por - desconfiar até prova em contrário.E, sim, desde que Sócrates chegou, tudo o vento levou.

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Já?

já tentaste praticar o bem
fazendo mal?
já tentaste praticar o mal
fazendo bem?
já tentaste praticar o bem
fazendo bem?
já tentaste praticar o mal
fazendo mal?
já tentaste praticar o bem
não fazendo nada?
já tentaste praticar o mal
fazendo tudo?
já tentaste praticar tudo
não fazendo nada?
e o contrário, já tentaste?
já?
seja qual for a tua resposta,
não sei que te diga.

Alberto Pimenta   

Esta É A Frase ...

Tanto nos mercados como na vida é cada vez mais perceptível a existência da manipulação. A informação, os preços, as emoções, os caminhos são cada vez mais incertos e difíceis de perceber.

Pedro Lino, "Manipulados ou maniatados ?"  

domingo, 13 de abril de 2014

Leituras ...

Depois de um período de revisitação a alguns livros que no passado me tinham emocionado ou estimulado a curiosidade, voltei ao romance histórico.
O " Império Dos Dragões" repousava há tempo na mesa de cabeceira, foi por ele que recomecei - uma boa surpresa.
Este romance é uma viagem que leva o leitor da Anatólia até à China, acompanhando o grande protagonista que é Metelo, Marco Metelo Áquila, legado da Segunda Legião Augusta.
O livro proporciona ao leitor uma viagem mais longínqua que a do próprio Alexandre, transportando cada um dos participantes destas páginas, a uma viagem entre as planícies canículas dos desertos Persas, passando pelas florestas da Índia, montanhas gélidas dos Himalaias, até ao incompreensível coração da China.
Gostei bastante. O autor, Manfredi, historiador, arqueólogo e investigador, mais uma vez proporciona-nos uma narrativa muito criativa e entusiasmante.