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quarta-feira, 27 de abril de 2016

Notícias Soltas ...

Cata ... Cata ... Catavento !


Vou Cantando!
Vou Sorrindo!
Vou Pulando!
Vou Dizendo...
Cata... Cata... Catavento!
Cata... Cata... Catavento!

Gérson Alves

Esta É A Frase ...

Portugal tem sido uma cobaia das novas regras para bancos falhados. Estimular a procura com dívida é como "cavar um buraco para sair do buraco".

Vítor Bento, OBS   

Passei O Dia Ouvindo O Que O Mar Dizia ...


Chorámos, rimos, cantámos.

Fallou-me do seu destino,
Do seu fado...

Depois, para se alegrar,
Ergueu-se, e bailando, e rindo,
Poz-se a cantar
Um canto molhádo e lindo.

O seu halito perfuma,
E o seu perfume faz mal!

Deserto de aguas sem fim.

Ó sepultura da minha raça
Quando me guardas a mim?...

Elle afastou-se calado;
Eu afastei-me mais triste,
Mais doente, mais cansado...

Ao longe o Sol na agonia
De rôxo as aguas tingia.

«Voz do mar, mysteriosa;
Voz do amôr e da verdade!
- Ó voz moribunda e dôce
Da minha grande Saudade!
Voz amarga de quem fica,
Trémula voz de quem parte...»
. . . . . . . . . . . . . . . .

E os poetas a cantar
São echos da voz do mar!

António Botto

terça-feira, 26 de abril de 2016

Défice Aumenta Face A 2015 ...

... 108 milhões

O défice orçamental português no primeiro trimestre fixou-se nos 824 milhões de euros, refere uma nota do Ministério das Finanças. Esse valor representa um agravamento de 108 milhões face ao mesmo período de 2015.

A degradação do saldo das Administrações Públicas veio de um crescimento de 0,2% da receita e de 0,8% da despesa. Segundo o Governo, este segundo movimento deveu-se ao "pagamento, pela primeira vez em 2016, de juros referentes à emissão de obrigações de Fevereiro de 2015", acrescentando que a despesa primária caiu 206 milhões.

Quanto à receita, registou-se um aumento das contribuições sociais em paralelo com uma diminuição da receita fiscal. Quanto ao segundo indicador, o Ministério das Finanças aponta que ele está influenciado pelos reembolsos. ( notícia em actualização)

O "Essencial" Neste Momento ...

"Unamo-nos no essencial", pediu o presidente. Mas enquanto a nossa respiração financeira depender da máquina europeia, estaremos “unidos no essencial”: a austeridade.

É esse, talvez, o “essencial”: neste momento, Portugal não tem meios, nem para ser liberal, nem para ser socialista. Os liberais não podem cortar impostos a fim de libertar os cidadãos dos constrangimentos fiscais, nem os socialistas podem “investir” a fim de acumular recursos no Estado. No Portugal de hoje, qualquer arrebatamento liberal ou qualquer obstinação socialista gerariam imediatamente um défice orçamental que seria impossível de financiar nos mercados internacionais. Por isso, vimos, entre 2011 e 2015, um governo acusado de “liberal” a proceder a um “enorme aumento de impostos”, e vemos agora outro governo, orgulhoso do seu “socialismo”, a preparar discretamente “cativações” para o que der e vier. Enquanto a nossa respiração financeira depender da máquina europeia, estaremos todos muito “unidos no essencial”: a austeridade.

Excertos do artigo de Rui Ramos, Observador  

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Um passo a mais para nos perdermos e reencontramo-nos.

Francis Ponge 

segunda-feira, 25 de abril de 2016

Esta É A Frase ...

 "Muito se finge neste país para passar a ideia de que tudo está normal!"

Paula Teixeira da Cruz 

Verdade ...


A porta da verdade estava aberta, 
mas só deixava passar
meia pessoa de cada vez.

Assim não era possível atingir toda a verdade,
porque a meia pessoa que entrava
só trazia o perfil de meia verdade.

E sua segunda metade
voltava igualmente com meio perfil.
E os dois meios perfis não coincidiam.

Arrebentaram a porta. Derrubaram a porta.
Chegaram a um lugar luminoso
onde a verdade esplendia seus fogos. 

diferentes uma da outra.

Chegou-se a discutir qual a metade mais bela.
As duas eram totalmente belas.
Mas carecia optar. Cada um optou conforme
seu capricho, sua ilusão, sua miopia.

Era dividida em duas metades,

Carlos Drummond de Andrade

domingo, 24 de abril de 2016

Raramente, na História Recente de Portugal, Se Chegou A Um Ponto Como Este De Mentira e Calúnia!

O que se passa com os dirigentes políticos portugueses? Raramente, na história recente de Portugal, se chegou a um ponto como este, de mentira e calúnia! 

Nem durante a revolução de 1975! O que se disse e fez a propósito do BPN, do BPP, do BCP, do BES, do BANIF e agora do BPI, ultrapassa o conhecido e o tolerável. Foram acusados de mentirosos um presidente da República, três primeiros-ministros, outros tantos ministros das Finanças, o governador do Banco de Portugal e o vice-presidente do Banco Central Europeu, além de comissários europeus, de banqueiros e bancários. Quanto a deputados, estamos conversados: parlamentares de todos os grupos acusaram e foram acusados de mentirosos.

O problema não é só de boas maneiras. É também de informação aos cidadãos e de punição dos mentirosos. Mas temos a infeliz certeza de que a política castiga mal a mentira. Tem sido possível mentir na praça pública e ficar impune. Pior: é possível mentir numa comissão de inquérito e nada acontecer.

O perjúrio em Portugal é tolerado. Ou mesmo louvado. Um conhecido advogado afirmou um dia em público que o "dever de qualquer advogado era o de mentir para defender o seu cliente". Ninguém, na magistratura, na Ordem, no Parlamento ou na universidade reagiu. Na política, não se pensa muito diferente. O êxito político justifica tudo. Desculpa a mentira e o perjúrio.

A impunidade é, entre nós, uma regra de comportamento. Um modo de vida. Com os conhecidos desastres dos bancos, ficam impunes os desmandos dos políticos e dos banqueiros.
Mas a mentira mata! Sobretudo as vítimas. Os cidadãos

Excertos do artigo de António Barreto, hoje no DN