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terça-feira, 10 de outubro de 2017

O Governo Não Preveniu, Não Acautelou, Não Planeou, E ...


... Vidas E Bens Continuaram Em Perigo.

O MAI adianta também que o dispositivo de combate a incêndios, que integra a fase 'Delta' entre 01 e 31 de Outubro, foi reforçado com mais 820 operacionais, correspondendo a um total de 2.763 operacionais dos corpos de bombeiros voluntários.


A fase Charlie ficou para trás e com a chegada da fase Delta os postos de vigia florestal da GNR foram encerrados, pois os vigilantes apenas tinham contrato para a primeira fase.
Contudo, as altas temperaturas que se tem feito sentir em Outubro têm originado vários incêndios, o que tem obrigado à mobilização de mil operacionais no terreno.
O Ministério da Administração Interna anunciou esta terça-feira a reactivação, a partir de quarta-feira, de 72 postos de vigia da GNR e o alargamento dos contratos dos meios aéreos até ao final do mês de Outubro devido aos incêndios.

Pedro Santana Lopes Já Decidiu

Pedro Santana Lopes já decidiu: será mesmo candidato à liderança do PSD contra Rui Rio. Falta definir o momento e modo do anúncio formal.


A decisão de Santana Lopes implica a sua saída do cargo de provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa. Nem os estatudos da SCML preveem a figura da suspensão de mandato, nem Santana veria como boa a possibilidade de disputar um cargo mantendo-se ligado a outro que é incompatível.

Conselho Nacional do PSD aprovou esta segunda-feira a realização de eleições diretas para escolher o presidente do partido a 13 de janeiro e o Congresso a 16, 17 e 18 de fevereiro.

A Palavra Mágica


Certa palavra dorme na sombra 
de um livro raro. 
Como desencantá-la? 
É a senha da vida 
a senha do mundo. 
Vou procurá-la. 

Vou procurá-la a vida inteira 
no mundo todo. 
Se tarda o encontro, se não a encontro, 
não desanimo, 
procuro sempre. 

Procuro sempre, e minha procura 
ficará sendo 
minha palavra. 

Carlos Drummond de Andrade

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Notícias Soltas (act.)



Esta É A Frase

Daqui a dias passam quatro meses sobre a horrível tragédia de Pedrógão Grande, um acontecimento que chocou o País e que deixará sequelas duradouras na comunidade nacional. O trabalho que o CM e a CMTV hoje apresentam prova que está tudo por fazer no que diz respeito à reparação, moral e material, devida às famílias das vítimas e a quem viveu e sofreu aquele inferno de perto. Agrava-se a indignidade de um Estado que tornou possível uma tragédia desta dimensão. E pelos vistos ninguém aprendeu, como provam as denúncias de que os meios de combate aos fogos foram reduzidos num mês como este que estamos a viver.

Carlos Rodrigues, CM 

Liderança

Não é tarefa fácil dirigir os homens; empurrá-los, pelo contrário, é muito simples.


Rabindranath Tagore  

domingo, 8 de outubro de 2017

Notícias Soltas

Em Portugal Relatórios Técnicos, Livros E Artigos Científicos Sobre Incêndios Florestais São Aparentemente "Queimados"

Tal como na obra Fahrenheit 451, em Portugal relatórios técnicos, livros e artigos científicos sobre incêndios florestais são aparentemente “queimados” e menosprezados no processo de decisão política.

Em 1981 a FAO e o Banco Mundial de novo recomendavam a existência de um sistema profissional de prevenção e combate a fogos, aproveitando as competências técnicas que existiam acumuladas em mais de 100 anos de experiência.

Sem conhecimentos técnicos e apesar das melhores intenções, o sistema evoluiu numa perversa aliança entre municípios e bombeiros, tutelada e financiada pelo Estado, reforçando a cada ano o combate (meios materiais e pagamento de deslocações e de equipas de bombeiros voluntários), em detrimento da prevenção.

Com gestão ou sem gestão, com montado de sobro ou carvalhal, com eucalipto, pinho ou áreas protegidas, tudo arde, à medida que a proteção civil vai relegando para a 4.ª prioridade a defesa dos espaços florestais.

Como no filme de Truffaut (baseado no romance de RaComo y Bradbury), estamos alienados e ninguém se importa que o conhecimento impresso nos livros seja queimado a 451º Fahrenheit, a temperatura a que arde o papel? É esta a sociedade do conhecimento?

Esperemos que (...) haja lideranças que, partindo do conhecimento técnico e científico, saibam ler o tempo e os verdadeiros desafios do país e consigam superar as resistências e os interesses do curto prazo, que desde há décadas impedem a defesa das florestas e a salvaguarda das pessoas e lançam para uma inexorável degradação mais de 2/3 do nosso território. Esperemos que a discussão das grandes opções do Plano e do correspondente orçamento de Estado, dê já um sinal de mudança e compromisso com a transformação que urge iniciar.

(ler artigo completo)

Estatística E Política

De: António Barreto
As "noites eleitorais" são momentos altos da vida democrática. Muitos dos comentários que ouvimos nessa noite parecem saídos directamente de um episódio de humor. Sem rir, um trata o sapo de gato e o outro de rato. Na verdade, trata-se de uma mistura hilariante entre a arte mais fingida, a política, e a ciência mais exacta, a estatística. Quem ganha e quem perde, naquela noite, é do domínio da poesia. Ou da ficção.

Apesar de grandes derrotas (Porto, Oeiras) e de vitórias medíocres (Lisboa), o PS foi o grande vencedor. António Costa não escondia a sua aflita alegria. Derrotar aliados é mais problemático do que vencer adversários.

Malgrado as poucas perdas (número de câmaras), o PSD ficou de rastos e pagou, com humilhação, quatro anos de troika e dois de miopia. Com serenidade, Passos Coelho não disfarçou a sua incompreensão.

Não obstante os miseráveis resultados locais e nacionais, o Bloco de Esquerda, um grande derrotado, apresentou-se como vencedor sorridente, recheado de superioridade e embrulhado em certezas.

Derrota pior, quase tão dolorosa quanto a do PSD, foi a do PCP. Perdeu alicerces, bastiões e fortalezas (Beja, Almada, Barreiro). Com inusitado nervosismo, Jerónimo de Sousa ameaçou os eleitores ("Hão-de arrepender-se!").

Vitória magra em números (votos e câmaras), mas grande em símbolo (Assunção Cristas em Lisboa) foi a do CDS, que tem agora de saber distinguir o fortuito do essencial.(continuar a ler)

O Mundo Muda Quando ...

O mundo muda quando dois se olham e se reconhecem...
Amar, é despir-se de nomes.

Octávio Paz