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sábado, 28 de outubro de 2017

Notícias Soltas (act.)





Quando Se Entra Na Zona Cinzenta Entre O Público E O Privado, Sabemos Estar Sobre Gelo Fino

O juiz entendeu como criminalmente relevantes as escutas hoje reveladas pelo CM. Embora ainda não as conhecermos, na sua plenitude, cabe-nos explicar as já conhecidas. 

A acção passa-se no Brasil, na metrópole deselegante e fria de S. Paulo – capital financeira do país. 

Brasil, palco do maior golpe de Sócrates, que, com a bênção de Lula, mandou vender o controlo da PT na saudável Vivo e determinou a compra de um paquiderme das telecomunicações – a OI, impossível de modernizar -, até então na esfera patrimonial daqueles que ficaram para a memória do Brasil como o ‘Telegang’. Quase quatro mil milhões de euros portugueses foram enterrados nessa operação. Achar que homens com o perfil de Sócrates e Lula nada beneficiaram com esta nossa ruína nacional é não entender os contornos desta gente. Para a convencionada comissão de dez por cento, tabela comum para os maiores negócios de corrupção, como diria um político, mole mas honesto, chamado Guterres, ‘é fazer as contas’. E destes mais de trezentos milhões de euros, as justiças, brasileira e portuguesa, ainda não encontraram rasto. 

Octávio Ribeiro, CM

Realidade


Há entre quem sou e estou
Uma diferença de verbo
Que corresponde à realidade.

Álvaro de Campos (Heterónimo de Fernando Pessoa)

sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Notícias Soltas (act.)

Um Ponto Da Situação Muito Rápido Que Pode Virar O Sistema Do Avesso

Façamos só um ponto da situação muito rápido de forma a que se perceba o que vem a seguir: no nosso sistema semipresidencial, até agora de pendor parlamentar, o primeiro-ministro de um partido com maioria absoluta é dono e senhor da governação porque domina o parlamento e cala o Presidente. Reunidas estas condições, não há chefe político com mais poder num Estado democrático. Nem o primeiro-ministro britânico, porque, nesse caso, os deputados que o sustentam são eleitos por círculos uninominais e não em listas fechadas pelos líderes dos partidos. No entanto, caso essa maioria monopartidária não exista e caso o primeiro-ministro esteja debilitado, como está Costa, e o Presidente seja interventivo e popular, como é Marcelo, o pendor parlamentar do sistema, pelo qual Sá Carneiro lutou contra Eanes, pode estar em risco.
É verdade que depois da revisão constitucional de 1982, o Presidente perdeu poderes constitucionais. Essa foi, aliás, a vitória póstuma de Sá Carneiro. Mas não deixa de ser verdadeiro que o Presidente pode, caso tenha preponderância sobre o governo, como parece ser o caso atual, influenciar esse mesmo governo. Marcelo pode bem vir a ser o primeiro Presidente chefe de governo do regime, modificando o sistema político dentro dos limites permitidos pelas regras constitucionais. Assim, é importante que elogiemos a atuação de Marcelo em outubro, mas que não o endeusemos. Como o próprio lembrou, ele é pessoa; uma pessoa que é um político que tem uma ambição e que pode virar o sistema do avesso.
(Excertos do artigo de André Abrantes Amaral, Ji)

Um Dos Maiores Prazeres Da Vida ...

"Um dos maiores prazeres da vida consiste em fazer o que os outros lhe dizem que você não pode." 

Walter Bagehot 

quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Notícias Soltas



Começou A Trovoada Entre Belém E São Bento

Ainda não acabou a 'Saga' do ex-ministro e já outra desponta.  
Ora leiam as últimas:
Tão amigos que eles eram. Ingenuidade de Marcelo? Ou esperteza de Costa em acção?

Extraordinário Que Aqueles Que Dizem Defender O Estado Sejam Os Que Mais O Põem Em Causa

O Governo não virou a página da austeridade, escondeu a austeridade pondo em risco os serviços públicos. A tragédia dos incêndios pôs a nu essa estratégia de cortes.


Os dados organizados pela UTAO (...) mostram bem a dimensão dos cortes realizados na despesa que estavam mascarados sob a forma de cativações. O ano de 2016 bateu o recorde nesse tipo poupanças, ultrapassando folgadamente o que se fez na era da troika. 


Nada disto seria grave se estes cortes de despesa tivessem seguido uma estratégia de reforma do Estado ou se estivéssemos a sair de uma fase de prosperidade. Nada disso se verificou. Estes cortes são feitos depois de uma era de elevada contenção financeira dos serviços públicos e com o único objectivo de conseguir o apoio do PCP e do Bloco de Esquerda – que se recusariam a assinar uma estratégia de austeridade que não fosse disfarçada.


Este Governo dotou a protecção civil com menos recursos financeiros do que aqueles que tiveram na era da troika (...) Nunca saberemos o peso que teve a falta de recursos financeiros no que se passou nos incêndios deste Verão.


As já décadas de acompanhamento do Orçamento do Estado permitem concluir que é praticamente impossível que o PCP e mesmo o Bloco ignorassem a estratégia que o Governo estava a seguir.(...) Quiseram também eles que a austeridade fosse escondida, como querem que se mantenha escondida toda a estratégia europeia do Governo nas matérias a que oficialmente se opõem.


A política da austeridade escondida altamente ameaçadora dos serviços públicos foi prosseguida pelo Governo mas teve a cumplicidade do PCP e do Bloco de Esquerda. Podem hoje competir pelo pódio de quem defendeu mais a reposição dos rendimentos mas todos estão a ser responsáveis pelo risco a que expuseram os serviços públicos. É aliás extraordinário que aqueles que dizem defender o Estado sejam os que mais o põem em causa.

(excertos do artigo de Helena Garrido,hoje no OBSR 


Quando Se Olha Tempo De Mais Para O Abismo


Quando se olha muito tempo para o abismo, o abismo olha para você.

Friedrich Nietzsche

Não devemos nos gastar com sentimentos degradativos, como o ódio, a inveja e a vingança... Quanto mais tempo passamos olhando nos olhos dessas emoções, mais e mais somos consumidos por elas.