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terça-feira, 24 de abril de 2018

Ser É Escolher-se

Para a realidade humana, ser é escolher-se: nada lhe vem de fora, nem tão-pouco de dentro, que possa receber ou aceitar. Está inteiramente abandonada, sem auxílio de nenhuma espécie, à insustentável necessidade de se fazer ser até ao mais ínfimo pormenor. Assim, a liberdade não é um ser: é o ser do homem, quer dizer, o seu nada de ser. (...) O homem não pode ser ora livre, ora escravo; ele é inteiramente e sempre livre, ou não é. 


Jean-Paul Sartre

segunda-feira, 23 de abril de 2018

domingo, 22 de abril de 2018

Notícias Soltas

Esta É A Frase

O caso dos bilhetes dos deputados seria risível, não fosse o tom agressivo utilizado pelos que se aproveitaram. Em vez de se defenderem e de rectificarem, passaram ao ataque com a habitual grandiloquência: é legal, legítimo, eticamente irrepreensível e "tenho a consciência tranquila"! O problema é mesmo esse, terem a consciência tranquila!

António Barreto, DN 

Planeta Terra

No mistério do sem-fim
Equilibra-se um planeta
E, no jardim, um canteiro
No canteiro, uma violeta
E, sobre ela, o dia inteiro
A asa de uma borboleta

Cecília Meireles

sábado, 21 de abril de 2018

Notícias Soltas

Esta É A Frase

Stefan Siegel, fundador da plataforma de moda sustentável Not Just a Label (que liga diretamente os clientes aos designers, que assim recebem diretamente 70% do valor pago pelos produtos), pediu uma revolução na indústria, criticando todo o poder que as marcas dão aos influenciadores digitais oferecendo-lhes roupas e acessórios. 

«Estamos a ensinar às crianças o caminho da adição deixando-as seguir cegamente celebridades no Instagram. Não há orgulho em deixar que uma criança quatro horas à espera numa fila para comprar uns ténis». Stiegel apelou, assim, a um retrocesso neste caminho «destrutivo» de consumismo. «Mudar o mundo deixou de ser uma opção, é uma obrigação», afirmou. «Vamos começar uma revolução?». 

As palmas não se fizeram esperar. Entretanto, a indústria da moda continua a ser a uma das mais poluentes do mundo.

Fonte:J i

A Mão Invisível Do Vento Roça Por Cima Das Ervas

A mão invisível do vento roça por cima das ervas.
Quando se solta, saltam nos intervalos do verde
Papoilas rubras, amarelos malmequeres juntos,
E outras pequenas flores azúis que se não vêem logo.
Não tenho quem ame, ou vida que queira, ou morte que roube.
Por mim, como pelas ervas um vento que só as dobra
Para as deixar voltar àquilo que foram, passa.
Também por mim um desejo inutilmente bafeja
As hastes das intenções, as flores do que imagino,
E tudo volta ao que era sem nada que acontecesse.

Ricardo Reis, Fernando Pessoa