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quinta-feira, 8 de novembro de 2018
É Este O Homem Que Alguma Nata Da Política E Da Cultura Portuguesas Tem A Honra De Apoiar?
Uma Sociedade Doente E Sem Emenda

Eu sei que o Montepio Geral patrocinou concertos a muita gente, mas por amor de Deus: alguém lê jornais? Alguém se deu ao trabalho de comprar o PÚBLICO de domingo passado para ver aquilo que Cristina Ferreira escreveu sobre as ligações entre Tomás Correia e o empresário José Guilherme, que recebeu a astronómica quantia de 28,4 milhões de euros do Montepio (quase toda por liquidar), incluindo um empréstimo de 8,5 milhões de euros a título pessoal no mesmo ano em que José Guilherme ofereceu 8,5 milhões de euros a Ricardo Salgado a título de “liberalidades”? Ninguém ouviu falar disto? É este o homem que alguma nata da política e da cultura portuguesas tem a honra de apoiar? Muito sinceramente, há coisas que ultrapassam o meu entendimento. Eu percebo que as pessoas possam ser amigas de Tomás Correia e que lhe devam simpatias, e até favores. Não percebo que não haja limites para o amiguismo, mesmo quando os amigos andam há décadas a desgraçar o país.
Eu olho para aquela lista e penso: como é possível? A lista chama-se “Comissão de Honra da Lista A” e apoia a recandidatura de Tomás Correia à liderança da Associação Mutualista Montepio Geral.
Tomás Correia foi capaz de constituir uma equipa que integra o inevitável padre Vítor Melícias (presidente da Assembleia Geral), uma administradora da confiança do actual Governo (a socialista Idália Serrão, que faz parte do Conselho Nacional do PS), e um Conselho Geral que percorre todas as capelinhas de acesso ao poder político: Maria de Belém Roseira, Luís Patrão (velho amigo de José Sócrates e Armando Vara e membro da Comissão Permanente do PS), o social-democrata José de Matos Correia, e até a comunista Maria das Dores Meira, presidente da Câmara de Setúbal.
Tomás Correia conseguiu [ainda], no mês de Novembro de 2018, com toda a gente já fartinha de saber o que foi o seu consulado à frente do Montepio, apresentar uma Comissão de Honra com tantas personalidades destacadas da sociedade portuguesa, é coisa para me encher de vergonha alheia.
Olhem-me para esta lista: Manuela Ramalho Eanes, Rui Nabeiro, Vasco Lourenço, Francisco Moita Flores, José Eduardo Martins, Jorge Coelho, Edmundo Martinho (provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa), Carlos Zorrinho, Fernando Seara, aos quais convém adicionar aqueles que, segundo li no jornal i, estiveram na cerimónia de apresentação da candidatura: Camané, Cuca Roseta, Maria do Céu Guerra, Carlos Lopes, João Pedro Pais, Vitorino, Hélder Moutinho, António Manuel Ribeiro (UHF), António-Pedro Vasconcelos, os ex-presidentes do Sporting Godinho Lopes e Sousa Cintra, “entre outras figuras públicas”. (ler aqui artigo completo)
(excertos do artigo de João Miguel Tavares no Público)

Eu sei que o Montepio Geral patrocinou concertos a muita gente, mas por amor de Deus: alguém lê jornais? Alguém se deu ao trabalho de comprar o PÚBLICO de domingo passado para ver aquilo que Cristina Ferreira escreveu sobre as ligações entre Tomás Correia e o empresário José Guilherme, que recebeu a astronómica quantia de 28,4 milhões de euros do Montepio (quase toda por liquidar), incluindo um empréstimo de 8,5 milhões de euros a título pessoal no mesmo ano em que José Guilherme ofereceu 8,5 milhões de euros a Ricardo Salgado a título de “liberalidades”? Ninguém ouviu falar disto? É este o homem que alguma nata da política e da cultura portuguesas tem a honra de apoiar? Muito sinceramente, há coisas que ultrapassam o meu entendimento. Eu percebo que as pessoas possam ser amigas de Tomás Correia e que lhe devam simpatias, e até favores. Não percebo que não haja limites para o amiguismo, mesmo quando os amigos andam há décadas a desgraçar o país.
Eu olho para aquela lista e penso: como é possível? A lista chama-se “Comissão de Honra da Lista A” e apoia a recandidatura de Tomás Correia à liderança da Associação Mutualista Montepio Geral.
Tomás Correia foi capaz de constituir uma equipa que integra o inevitável padre Vítor Melícias (presidente da Assembleia Geral), uma administradora da confiança do actual Governo (a socialista Idália Serrão, que faz parte do Conselho Nacional do PS), e um Conselho Geral que percorre todas as capelinhas de acesso ao poder político: Maria de Belém Roseira, Luís Patrão (velho amigo de José Sócrates e Armando Vara e membro da Comissão Permanente do PS), o social-democrata José de Matos Correia, e até a comunista Maria das Dores Meira, presidente da Câmara de Setúbal.
Tomás Correia conseguiu [ainda], no mês de Novembro de 2018, com toda a gente já fartinha de saber o que foi o seu consulado à frente do Montepio, apresentar uma Comissão de Honra com tantas personalidades destacadas da sociedade portuguesa, é coisa para me encher de vergonha alheia.
Olhem-me para esta lista: Manuela Ramalho Eanes, Rui Nabeiro, Vasco Lourenço, Francisco Moita Flores, José Eduardo Martins, Jorge Coelho, Edmundo Martinho (provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa), Carlos Zorrinho, Fernando Seara, aos quais convém adicionar aqueles que, segundo li no jornal i, estiveram na cerimónia de apresentação da candidatura: Camané, Cuca Roseta, Maria do Céu Guerra, Carlos Lopes, João Pedro Pais, Vitorino, Hélder Moutinho, António Manuel Ribeiro (UHF), António-Pedro Vasconcelos, os ex-presidentes do Sporting Godinho Lopes e Sousa Cintra, “entre outras figuras públicas”. (ler aqui artigo completo)
(excertos do artigo de João Miguel Tavares no Público)
A Sinceridade Absoluta Não Existe
Uma coisa é certa: a sinceridade absoluta não existe, pois ela acabaria nos sendo tão nociva quanto a falsidade. Devemos, portanto, ser verdadeiros em relação àquilo que nos impele a lutar pelo que queremos de forma ética, que nos sustenta durante os naufrágios emocionais, que nos torna capazes de recomeçar, de acreditar, de apoiar, que nos força a enfrentar corajosamente as injustiças ao nosso redor e os fantasmas dentro de nós. Somente a sinceridade nos deixa prontos para amar e ser amados, para compartilhamos nossas vidas e experenciarmos o prazer e a felicidade a que todos temos direito.
Marcel Camargo
Marcel Camargo
quarta-feira, 7 de novembro de 2018
A Estacaria Que Segura A Baixa Pombalina
As estacas sobre as quais foi reconstruída a Lisboa após o terramoto de 1755 foram peças centrais de uma exposição inaugurada em finais de 2015. Uma oportunidade para perceber como funciona este sistema que sustenta os edifícios da baixa lisboeta.
Na exposição, que esteve patente durante vários meses na sede do Banco de Portugal em Lisboa, era possível ver um conjunto de estacas que estiveram enterradas no solo de Lisboa desde o século XVIII até aos nossos dias.
Tratou-se de uma oportunidade rara para ver este tipo de estrutura idealizada para ajudar os edifícios a resistir a novos sismos. Sobre as estacas foi construída uma grelha de troncos que sustenta as fundações, tudo em madeira de pinho verde para resistir à passagem do tempo.
Nesta reportagem pode acompanhar as declarações de Artur Rocha, curador e arqueólogo responsável pela exposição, e Diogo Macedo, do Banco de Portugal.
Fonte: RTP
Esta É A Frase
«É fácil escrever rapidamente uma lei, um decreto-lei ou um regulamento. Mas o fácil e barato sai, bastas vezes, muito caro. Tão caro que pode mesmo ter, apesar de poder não ser essa a intenção de quem legislou, os efeitos inversos daqueles que se pretendia obter.»
Efetivamente é possível legislar de forma tão errada que os objetivos políticos que se visa prosseguir são cilindrados, nomeadamente, pelo retorno perverso resultante desse texto.
António Delicado, OBSR
Dorme A Noite Encostada Nas Colinas
Dorme a noite encostada nas colinas.
Como um sonho de paz e esquecimento
Desponta a lua. Adormeceu o vento,
Adormeceram vales e campinas...
Desponta a lua. Adormeceu o vento,
Adormeceram vales e campinas...
Mas a mim, cheia de atracções divinas,
Dá-me a noite rebate ao pensamento.
Sinto em volta de mim, tropel nevoento,
Os Destinos e as Almas peregrinas!
Insondável problema!... Apavorado
Recúa o pensamento!... E já prostrado
E estúpido á força de fadiga,
Fito inconsciente as sombras visionárias,
Enquanto pelas praias solitárias
Ecoa, ó mar, a tua voz antiga.
Antero de Quental
terça-feira, 6 de novembro de 2018
Esta É A Frase
Com Tancos, o Marcelo Rebelo de Sousa das últimas semanas não é o Marcelo Presidente, é o Marcelo criador de factos políticos, que de tanto fazer cenários por vezes parecer dar nós em si próprioMartim Silva, Expresso
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