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terça-feira, 5 de março de 2019

É Carnaval ...

É carnaval!?
Caem as máscaras
Emergem os sonhos
Cessa a agonia...

Vejo Pierrots e Columbinas...
Experimento a embriagues
Das utopias.

Encontro-me num mundo
De Palhaços e Arlequins...

O céu tocou a terra
E os anjos fizeram-se arautos da
Sobriedade...

Caio por terra. Meus olhos turvam, meus
músculos retesam-se.
De repente, num lampejo de
Razão estou de volta
A realidade;
Esvaio-me em prantos e penso:
Ano que vem tem mais

FG

segunda-feira, 4 de março de 2019

Notícias Ao Fim Da Tarde

*Proteção Civil alerta para o agravamento das condições meteorológicas nas próximas 48 horas
*Angola. Portugal apresentou pedido de desculpas pelo caso Jamaica
*Papa Francisco anuncia abertura de arquivos históricos do tempo do Holocaust
*Morreu Jô Caneças. A socialite tinha 66 anos e não resistiu ao cancro

O Juiz Da Moca E Da Mordaça Não Passa De Uma Gota De Água Neste Oceano

Mas a sua pretensão de intocável revela uma cultura cortesã em Portugal que é pura e simplesmente incompatível com uma democracia plena. 

«Este juiz não tem lugar na magistratura. Mas se os seus acórdãos acordarem o país para o terrorismo silencioso da violência doméstica; e se a sua reação à crítica servir para acabarmos de vez com os privilégios de estatuto entranhados no nosso país, o magistrado da moca e da mordaça merecerá ao menos uma palmadinha nas costas quando finalmente o encaminharem para a porta da rua.»

João Paulo Batalha, OBSR 

Acorda Segunda-feira


Acorda Segunda-feira é sua
É folia tem Carnaval nas ruas
Guarda a alma nas estrelas esconde a chave na Lua

      Olavo  Bilac, (SMG)

domingo, 3 de março de 2019

Notícias Ao Fim Da Tarde

*Mário Centeno disponível para ir ao parlamento falar sobre o Novo Banco

A Regionalização É A Resposta Errada

«A regionalização é a resposta errada. Trata-se de diversão burocrática e tecnocrática, na tentativa de encobrir as reais reformas difíceis e decisivas. A regionalização furtiva é ainda pior, pois pretende o mesmo, com menos clareza, sem referendo, sem participação popular.»

AntónioBarreto, Público

É um velho hábito, uma solução para grandes e difíceis indecisões. “Não sabes o que fazer? Regionaliza!” Há algumas semanas, uns ministros ainda fizeram um ensaio e anunciaram iniciativas de regionalização. Rapidamente embrulharam a matéria. Afinal, não seria regionalização, era mais descentralização

O debate eleitoral sobre a regionalização agrada aos pequenos partidos porque incomoda os grandes. Estes preferem adiar. Ou descentralizar à socapa. Ou desconcentrar, coisa que ninguém sabe bem o que é. (continuar a ler)

Gargalhada

Homem vulgar! Homem de coração mesquinho!
Eu te quero ensinar a arte sublime de rir.
Dobra essa orelha grosseira, e escuta
o ritmo e o som da minha gargalhada:

Ah! Ah! Ah! Ah!
Ah! Ah! Ah! Ah! 

Não vês?
É preciso jogar por escadas de mármores baixelas de ouro.
Rebentar colares, partir espelhos, quebrar cristais, 
vergar a lâmina das espadas e despedaçar estátuas, 
destruir as lâmpadas, abater cúpulas, 
e atirar para longe os pandeiros e as liras...

O riso magnífico é um trecho dessa música desvairada.

Mas é preciso ter baixelas de ouro, 
compreendes?
— e colares, e espelhos, e espadas e estátuas.
E as lâmpadas, Deus do céu!
E os pandeiros ágeis e as liras sonoras e trémulas...

Escuta bem:

Ah! Ah! Ah! Ah!
Ah! Ah! Ah! Ah! 

Só de três lugares nasceu até hoje essa música heróica:
do céu que venta, 
do mar que dança, 
e de mim.


Cecília Meireles

sábado, 2 de março de 2019

Notícias Ao Fim Da Tarde (act.)

Confiança Zero

As próximas eleições para o Parlamento Europeu decorrem sob o duplo signo de uma crise profunda na União Europeia, de que o Brexit e a ascensão dos populismos é apenas a ponta do "iceberg". 

No caso de Portugal, que este ano acolhe três eleições - as europeias, as regionais dos Açores e Madeira e as legislativas -, o ciclo eleitoral decorre perante um descrédito cada vez mais acentuado no funcionamento do sistema político. As eleições para o Parlamento Europeu estão marcadas para 26 de Maio e neste momento ninguém pode garantir se o Reino Unido nessa altura ainda estará dentro da União ou se o Brexit já se terá então concretizado. Melhor dizendo, ninguém neste momento pode garantir que não haverá adiamento, que não haja segundo referendo, que a Europa não engula uma tonelada de sapos e não volte atrás em tudo o que jurou sobre o Brexit. 

Enfim, o panorama geral é o de que nada está certo e que mais uma vez os políticos meteram os pés pelas mãos ao induzirem os cidadãos em erro e ao não conseguirem encontrar uma solução para a situação que eles próprios fabricaram. Na realidade, o perigoso "poker" jogado por Cameron, quando convocou o referendo sobre o Brexit, transformou-se num pesadelo que assusta o sistema financeiro, cria graves problemas às economias do Reino Unido e de uma série de países da Europa e voltou a colocar na ordem do dia a questão da Irlanda - com a hipótese, até há pouco impensável - de ressurgir uma nova fronteira de arame farpado entre o norte e o sul da ilha, com todo o provável retomar e agudizar de conflitos que isso trará. 

Mas, passando para o caso português, uma sondagem, realizada a pedido da União Europeia, conhecida esta semana, indica que apenas 17% dos portugueses confiam nos partidos, somente 37% no Parlamento e só 43% manifestam confiança no Governo. Trocado por miúdos, a maioria não acredita em nada disto. É um balanço terrível do funcionamento do sistema, que cada vez se parece mais com um barco desgovernado que partiu amarras e saiu desarvorado sem destino. 

Manuel Falcão, J Negócios

Este ... Carnaval.





O mundo está um Carnaval
Ovelhas vestidas de Lobo e Lobos vestidos de Ovelha.