Não acredito que neste tempo exista o perigo de uma ditadura em Portugal ou que um novo Salazar esteja para surgir, mas não tenho dúvidas de que a asfixia da sociedade pelo Estado continuará a aumentar e que será cada vez mais difícil aos portugueses intervirem na vida pública. Mais poder para os partidos, mais ditadura de opinião e mais poder do Estado sobre a sociedade vão ser realidades da próxima legislatura se a geringonça continuar a governar. Os portugueses que se cuidem. Henrique Neto, Ji
Filosofar é como tentar descobrir o segredo de um cofre: cada pequeno ajuste no mecanismo parece levar a nada. Apenas quando tudo entra no lugar a porta se abre.
Os pacientes com cancro de pele não melanoma logo poderão contar com uma nova tecnologia para o tratamento não invasivo desse tipo de tumor cutâneo - o mais frequente no Brasil e no mundo.
Um grupo de pesquisadores do Instituto de Física da USP de São Carlos desenvolveu um aparelho para o diagnóstico e o tratamento óptico - usando luz - do câncer de pele não melanoma com resultados promissores, principalmente na eliminação de tumores iniciais.
Os resultados dos ensaios clínicos mostraram que o tratamento foi capaz de eliminar 95% dos tumores, sem efeitos colaterais, causando apenas leve vermelhidão no local e sem a formação de cicatriz.
"O dispositivo foi desenvolvido no Brasil, com tecnologia totalmente nacional", destaca a professora Cristina Kurachi, uma das autoras da técnica.
Terapia fotodinâmica
O equipamento, fabricado pela empresa emergente MM Optics, fundada pelos pesquisadores, é composto por um aparelho capaz de reconhecer e verificar a extensão de lesões tumorais por fluorescência óptica em minutos.
Após a identificação da lesão, é aplicada no local uma pomada à base de metilaminolevulinato (MAL) - um derivado do ácido 5-aminolevulínico (ALA) -, desenvolvida por outra empresa emergente, a PDT-Pharma, também oriundo do meio académico. Após duas horas de contacto com a pele, o composto é absorvido e dá origem, no interior das mitocôndrias das células tumorais, à protoporfirina - pigmento fotossensibilizante "primo" da clorofila.
Após remover a pomada da lesão, a região é irradiada por 20 minutos com um dispositivo contendo uma fonte de luz LED vermelha. A luz ativa a protoporfirina e desencadeia uma série de reações nas células tumorais, gerando espécies reativas de oxigénio capazes de eliminar as lesões. Já os tecidos sadios são preservados.
Após o procedimento, são geradas imagens de fluorescência - também por meio do equipamento - para assegurar a irradiação total das lesões.
O tratamento ocorre em duas sessões, com intervalo de uma semana entre elas. Após 30 dias, as lesões são reavaliadas e submetidas a uma biopsia para confirmar se os tumores foram eliminados.
O procedimento está em processo de avaliação para ser implementado no Sistema Único de Saúde (SUS).
A catedral de Hereford tem um património único: um mapa que mostra como na época medieval se podia representar o Mundo em termos espirituais e geográficos. O mapa tem o nome do autor, Richard of Haldingham of Lafford" que o terá criado no século 13, o que faz com que tenha sobrevivido mais de 700 anos.
"É o maior mapa medieval do mundo que sobreviveu", disse a historiadora e bibliotecária da Catedral de Hereford, Rosemary Firman, à BBC.
Este mapa-mundo foi desenhado numa única folha de pergaminho, mede 1,58 x 1,33 metros, e o desenho geográfico está dentro de um círculo de 1,3 metros e mostra o pensamento da Igreja do tempo medieval com Jerusalém no centro do mundo - centro da vida, mas também da espitualidade. À sua volta forma desenhados outros edifícios, animais, seres que nunca existiram.
E apesar de neste mapa-mundo estarem rotas de peregrinação e de trocas comerciais, "ele nunca foi concebido como mapa de navegação", defende a historiadora Rosemary Firman.
Sobrepostos aos continentes estão representações dos povos e das espécies que existiam. São cerca de 500 desenhos onde se incluem 420 vilas e cidades, 15 eventos bíblicos, 33 plantas, animais, pássaros e criaturas com representações estranhas. Há ainda 32 imagens de povos do mundo e oito de mitologia clássica.
O mapa, que não se sabe com rigor como chegou a esta catedral mas sobreviveu à Reforma e a Guerra Civil, fornece uma imagem "não muito elogiosa" dos judeus e de outros povos, "raças que causavam suspeição ou das quais nada sabiam", acrescenta outra historiadora de Hereford, Sarah Arrowsmith."Representam a convenção a época", diz.
Christopher de Hamel, uma autoridade líder em manuscritos medievais citada pela televisão inglesa BBC, disse sobre o mapa que este não tem "paralelo". É o mais importante e mais célebre mapa medieval em qualquer forma, é o manuscrito inglês ilustrado mais notável de qualquer tipo, e certamente o maior manuscrito pictórico existente no século XIII".
Património da Humanidade, o Mapa Mundi é apenas um dos tesouros da Catedral de Hereford.