Pesquisar neste blogue
terça-feira, 24 de setembro de 2019
Esta É A Frase
«Este Governo não é um caso de sucesso. Portugal cresceu muito menos do que deveria. E o que cresceu não foi graças ao Governo, foi apesar do Governo.»Nuno Santos Fernandes
Parece o tão famoso milagre das rosas, ou agora dos rosas. Mas, infelizmente, é só um truque de ilusionismo de terceira categoria.
Em cima de uma conjuntura que não podia ser mais favorável e suportado nas poucas reformas implementadas durante a Troika, António Costa usou toda a margem orçamental para satisfazer clientelas, enquanto o seu ilusionista Centeno mantinha supostas contas certas por via de cativações brutais.
Ou seja, em cima de um enorme aumento de impostos, tivemos um ainda maior aumento de impostos acompanhado pelo estrangulamento dos serviços e investimento públicos a uma escala brutal. Mas como é possível que a ilusão se mantenha? Como é que ninguém grita que o rei vai nu?
Muito simplesmente porque António Costa ao satisfazer as clientelas mais vocais e activas, comprou o seu silêncio. Com o PCP/CGTP e o Bloco no bolso, tem as ruas e os canais de comunicação social desimpedidos de barulho incómodo. Com duas ou três flores anestesiou funcionários públicos e pensionistas. E a quem não comprou o silêncio, amordaçou, como se vê com os enfermeiros, os condutores de pesados ou com jornalistas que incomodam. Como alguém uma vez declarou: quem se mete com o PS, leva. E simultaneamente apresenta supostas contas certas a Bruxelas, que na verdade também simula, pois deseja a conveniência em exibir um caso de sucesso para poder atribuir à sua intervenção.
Este Governo não é um caso de sucesso. Portugal cresceu muito menos do que deveria. E o que cresceu não foi graças ao Governo, foi apesar do Governo. Continuamos a deslizar assustadoramente para a cauda da Europa com crescimentos muito abaixo dos países com quem nos podemos comparar – desde 2016 já fomos ultrapassados pela Estónia, pela Lituânia e pela Eslováquia.(continuar a ler)
Liberdade É ...
A liberdade é um vinho de excelência. Não faz sentido que não o compartilhes. A sedução de ambos ajuda-nos a viver, é o perfume da pele, a pele do vento, o segredo com que a flor atrai a abelha. As árvores amam-se, e até mesmo as pedras partilham o amor entre si. O verde perde-se de amor pelo azul.
Joaquim Pessoa
segunda-feira, 23 de setembro de 2019
Esta É A Frase
Para o PCP e o BE as pessoas que mais possibilidades têm de poupar são fortemente penalizadas no seu património e no rendimento das suas poupanças. Inevitavelmente a poupança irá diminuir ainda mais.Em Portugal o consumo privado representa 65% do PIB, enquanto na média dos 28 países da União Europeia representa apenas 57%. Esta situação significa que em comparação com os países da União Europeia, os portugueses estão a gastar a mais, em consumo privado, 16 mil milhões de euros, que deveriam estar a ser aplicados em poupança e em investimento.
Tem sido frequentemente referido pelo actual Governo que o aumento das despesas públicas e do consumo constitui o veículo correcto para se aumentar o PIB e os rendimentos das famílias. É, contudo, uma visão errada pois o aumento do consumo é ineficiente a criar riqueza e a aumentar a produção nacional, uma vez que 40% do seu valor perde-se em importações que irão aumentar o PIB de outros países. O aumento do consumo pode ser útil do ponto de vista eleitoral para o partido do Governo, pois proporciona um aparente aumento de bem-estar, mas em pouco contribui para o crescimento da economia. (continuar a ler)
O Mundo Não Parou ...
O mundo não parou, o relógio continua rodando
Vai começar o outono, 23 de setembro de 2019
Estação das flores em folhas, pra gente acreditar
Que a felicidade está onde queremos vê-la
E pode estar em tudo, até em dias tristes
Por que o outono é assim, como a vida
Nem sempre há flores, mas olhe para o céu...
O céu de outono, nos finais de tarde, é inesquecível
domingo, 22 de setembro de 2019
Um Dia Pouco Haverá Na Europa Para Supervisionar Em Matéria De Mercados Financeiros
«Um dia pouco haverá na Europa para supervisionar em matéria de mercados financeiros, pois a pesada regulação será dissuasora para a realização de negócios neste domínio.»
Durante o mês de agosto, o jornal “Financial Times” publicou um artigo de Robin Wigglesworth onde aborda a problemática da japonização da economia europeia. A atual conjuntura de baixas taxas de juro está a arrastar a economia da zona euro para uma situação de refém da política monetária acomodatícia do Banco Central Europeu.
O termo “japonização” é usado para ilustrar os quase 30 anos em que a economia nipónica se debate para combater a deflação e o crescimento anémico, enquanto a política monetária distribui estímulos extraordinários, mas de eficácia reduzida.
Para os investidores de longo prazo, como os fundos de pensões e seguradoras, trata-se de um desafio difícil de suportar por muito tempo. A forte valorização do mercado acionista vai equilibrando as responsabilidades futuras. Contudo, a subida das ações assenta mais no aumento da procura, devido às baixas taxas de juro das obrigações e depósitos, do que nos resultados da atividade económica.
Para os bancos, que estão cada vez mais mergulhados em normas regulatórias no que respeita ao mercado de capitais, por oposição ao que se passa nos Estados Unidos, as taxas de juro negativas apresentam-se, também, como um enorme desafio. A dicotomia – regulação versus supervisão – é cada vez mais estreita na Europa. Um dia pouco haverá para supervisionar em matéria de mercados financeiros, pois a pesada regulação será dissuasora para a realização de negócios neste domínio.
A competitividade das empresas americanas, ou inglesas, acontece não só pela maior flexibilidade regulatória de que beneficiam, mas sobretudo pela enorme diferença de liberdade no acesso ao investidor final. Na Europa, colocou-se o investidor dentro de uma redoma de vidro. Nos Estados Unidos, o investidor permanece em liberdade, sob a atenta supervisão das entidades competentes que não proíbem o negócio, mas sancionam severamente os infratores quando a ética é beliscada.
Mário Draghi abordou esta diferença de competitividade na última reunião de setembro, em que o BCE voltou a descer os juros. Disse que as empresas europeias dependem muito mais do financiamento bancário para crescerem, quando comparadas com as congéneres norte-americanas.
Os estímulos dados pelo BCE à economia podem não estar ainda esgotados. No entanto, se os governos não encetarem uma política fiscal de aumento do investimento público para estimular a economia, poderemos acabar como o Japão, em que o banco central é um dos principais compradores de ações no mercado acionista japonês.
Miguel Gomes Silva, JE
Chove Muito, Chove Excessivamente ...
Chove muito, chove excessivamente...
Chove e de vez em quando faz um vento frio...
Estou triste, muito triste, como se o dia fosse eu.
Num dia no meu futuro em que chova assim também
E eu, à janela de repente me lembre do dia de hoje,
Pensarei eu «ah nesse tempo eu era mais feliz»
Ou pensarei «ah, que tempo triste foi aquele»!
Ah, meu Deus, eu que pensarei deste dia nesse dia
E o que serei, de que forma; o que me será o passado que é hoje só presente?...
O ar está mais desagasalhado, mais frio, mais triste
E há uma grande dúvida de chumbo no meu coração...
Álvaro de Campos
sábado, 21 de setembro de 2019
Subscrever:
Mensagens (Atom)




