Pesquisar neste blogue

segunda-feira, 5 de julho de 2021

A Frase

'' Joe Berardo não é o único. Vários foram os empresários que se envolveram nas guerras promovidas por Sócrates de controlo de um banco e empresas, com o dinheiro dos depositantes. E que saíram queimados.    (Helena Garrido, OBSR)

'Modernidade Líquida'

 Escolhi chamar de ‘modernidade líquida’ 
a crescente convicção de que a mudança 
é a única coisa permanente 
e a incerteza a única certeza.

(Zygmunt Bauman)

domingo, 4 de julho de 2021

Notícias Ao Fim Da Tarde

Covid-19: Situação Em Portugal Hoje Domingo

  • 889.088 confirmados (+2.041)
  • 567 pessoas internadas (mais 24) 
  • 128 nos cuidados intensivos (mais seis)
  • 38.124 casos activos (mais 1.386)  
  • 833.852 recuperados (+655)
  • 58.300 em vigilância (mais 1.526) 
  • 17.112 óbitos ( 0)

A área de Lisboa e Vale do Tejo tem 45,4% do total das novas infeções, concentrando 928 novos casos.

A incidência da infeção em Portugal continental está nos 194,2 casos por 100 mil habitantes, sendo que na totalidade do território que é de 189,4, revelam dados oficiais.

O índice de transmissibilidade (Rt) é de 1,16 em todo o território nacional e de 1,17 em Portugal continental.

Por Regiões:

  • A região de Lisboa e Vale do Tejo  (+ 928 ) contabiliza no total 345.038 infensões e 7.275 mortos.
  • Região Norte (+564) totalizando 348.065 casos de infeção e 5.368 mortes
  • Região Centro registaram-se (+171)  122.964 infeções e 3.027 mortos.
  • Alentejo (+ 63) totalizando 31.283 infeções e 973 mortos.
  • Algarve (+252) casos, 25.470 infeções e 365 mortos.
  • Madeira  (+11) casos somando 9.969 infeções e 70 mortes  
  • Açores (+52 ) contabilizando 6.299 casos e 34 mortos 

A Covid-19 já infetou em Portugal pelo menos 405.603 homens e 482.996 mulheres, mostram os dados da DGS, segundo os quais há 489 casos de sexo desconhecido, que se encontram sob investigação, uma vez que esta informação não é fornecida de forma automática.

Do total de vítimas mortais, 8.983 eram homens e 8.129 mulheres.

O maior número de óbitos continua a concentrar-se nos idosos com mais de 80 anos, seguidos da faixa etária entre os 70 e os 79 anos.

Do total de mortes, 11.231 eram pessoas com mais de 80 anos, 3.654 com idades entre os 70 e os 79 anos, e 1.541 tinham entre os 60 e os 69 ano

A Frase

Ao manter o seu Governo como está, António Costa ou expõe uma dificuldade de perceber o que se passa ou uma auto-satisfação pelo que se passa que só ele conseguirá explicar.  

(Manuel Carvalho, Público)

António Costa não o desmentira em Dezembro e confirmou-o agora: até 2022 não tem a mínima intenção de promover remodelações no Governo. Pelo menos durante mais meio ano, o país continuará a ser liderado por ministros alvo de forte contestação, envolvidos em polémicas que os submeteram a um forte desgaste político ou exaustos pelas agruras de 15 meses de pandemia. O primeiro-ministro, porém, prefere garantir “a continuidade das políticas” do que injectar energia e novidade no Governo. 

Amor

A jovem deusa passa
Com véus discretos sobre a virgindade;
Olha e não olha, como a mocidade;
E um jovem deus pressente aquela graça.

Depois, a vide do desejo enlaça
Numa só volta a dupla divindade;
E os jovens deuses abrem-se à verdade,
Sedentos de beber na mesma taça.

É um vinho amargo que lhes cresta a boca;
Um condão vago que os desperta e toca
De humana e dolorosa consciência.

E abraçam-se de novo, já sem asas.
Homens apenas. Vivos como brasas,
A queimar o que resta da inocência.

(Miguel Torga)

sábado, 3 de julho de 2021

Notícias Ao Fim Da Tarde

Ontem E Hoje

Intelectualmente medrosos, inseguros, descrentes da sua própria razão, necessitam estes políticos e estes académicos de apagar o resto do mundo para fazer valer o seu. Precisam de condenar às trevas exteriores todos os que não se reconhecem nas suas ladainhas. Só vivem felizes e só se sentem à vontade se puderem crescer num cemitério de ideias e de liberdade. Não pensam, excluem. Não argumentam, ditam. Não estudam, condenam.

Na verdade, os vulneráveis e inseguros democratas que assim pensam consideram pura e simplesmente que o regime salazarista não deve ser estudado, deve ser condenado. Que tudo quanto aconteceu nas décadas de ditadura foi péssimo e deve ser denunciado. Que os que hoje têm uma atitude diferente são salazaristas ou mesmo fascistas. E sobretudo que todos os que com eles não concordam a propósito da política e das questões actuais, são da direita ou da extrema-direita, salazaristas e quase fascistas.(...)

As proezas económicas e sociais do regime salazarista são reais, umas, duvidosas outras e inexistentes outras ainda. Todas elas ficam evidentemente ligadas à política daqueles tempos.

É possível confirmar, em traços grossos, a existência de algumas fases ou de uns tantos períodos da evolução económica e social com características diferentes.

Uma segunda parte revelou forças e energias até então insuspeitas. O crescimento económico foi real.*

Em quase todos estes casos do universo social, o crescimento e os melhoramentos verificados após o 25 de Abril foram mais rápidos, mais justos, mais significativos e mais universais. O que não invalida o reconhecimento dos anos anteriores.
Intelectualmente medrosos, inseguros, descrentes da sua própria razão, necessitam estes políticos e estes académicos de apagar o resto do mundo para fazer valer o seu. Precisam de condenar às trevas exteriores todos os que não se reconhecem nas suas ladainhas. Só vivem felizes e só se sentem à vontade se puderem crescer num cemitério de ideias e de liberdade. Não pensam, excluem. Não argumentam, ditam. Não estudam, condenam.


*Sim, a economia portuguesa, medida pelo produto, pelo rendimento nacional e pelo produto por habitante, cresceu, na “década larga” de 1960 a 1974, a médias inéditas e não repetidas da ordem dos 6% a 7% por ano.

Sim, esta década foi a de maior crescimento económico que se conhece com algum rigor, talvez mesmo a de maior crescimento do produto por habitante da história do país.

Sim, no fim desta década, Portugal encontrava-se praticamente em pleno emprego, tanto no mundo rural como nas cidades, enquanto o principal problema de muitas empresas e de vários sectores produtivos era o de falta de força de trabalho, até porque faltavam homens que se encontravam na emigração ou nas guerras de África.

Sim, foi nesta altura que a indústria portuguesa mais cresceu na história do país, tendo havido anos em que esse crescimento anual ultrapassou os 15%.

Sim, nessa década foram dados os primeiros passos importantes no sentido de criar um primeiro e tímido embrião do Estado social, ou algo que se parecesse com isso, de modo que o número de beneficiários da segurança social e da caixa de pensões, assim como o de pensionistas, aumentou como nunca antes.

Sim, nessa década o analfabetismo infantil foi praticamente erradicado, apesar de o analfabetismo adulto se ter mantido a níveis únicos na Europa.

Sim, as condições de saúde da população começaram a melhorar de modo visível, apesar de muito lentamente e mau grado os indicadores sanitários estarem ainda muito longe dos verificados nos países europeus.

Esta É A Frase

 "Portugal está habituado a viver na porta giratória entre Deus e o Diabo, entre a riqueza de alguns e a miséria de muitos, tudo a bem da Nação, da ostentação e da vaidade.

(Carlos Marques de Almeida, ECO)

Há momentos em que o vazio do País brilha como um diamante ao sol. O Primeiro-Ministro está de quarentena; o Ministro dos Negócios Estrangeiros dá uma entrevista a despedir-se do Governo e outra a garantir que vai ficar no Governo até ao fim dos tempos; o Ministro da Administração Interna esgota o dicionário e as palavras com trânsitos contra o tempo político nas auto-estradas de Portugal; sabe-se também que existe um Ministro do Mar náufrago desde que tomou posse. Enfim, o tema da “remodelação” contribui de novo para o ruído da política nacional, quando Portugal tem o mais perfeito Governo da Europa. Disfuncional, descoordenado, esgotado politicamente, mas o mais perfeito Governo da Europa. Ou não fosse o iluminado Primeiro-Ministro a nova grande esperança do Projecto Europeu.

Na Vida Devemos Ter Raizes, e ...

 
Na vida, nós devemos ter raízes, e não âncoras. 
Raiz alimenta, âncora imobiliza. 
Quem tem âncoras vive apenas a nostalgia e não a saudade. 
Nostalgia é uma lembrança que dói, 
saudade é uma lembrança que alegra.

(Mario Sergio Cortella)