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domingo, 7 de novembro de 2021

Notícias Ao Fim Da Tarde

A Frase

O grande desafio político é o da contenção. É o princípio das democracias liberais: limitar o poder político para que ninguém, por via do Estado ou das grandes empresas, condicione a vida dos cidadãos.
(André Abrantes Amaral, OBSR)

Quem Sou Eu ?

 
Quem sou eu?
A alegria de quem me ama, 
a tristeza de quem me odeia e 
a ocupação de quem me inveja!

(Desconhecido)  

sábado, 6 de novembro de 2021

Notícias Ao Fim Da Tarde (act.)

Passou De Fininho O Facto De Marcelo Não Ter Demitido O Governo, Mantendo-o Em Plenas Funções (e não em gestão)

Passou de fininho o facto de Marcelo não ter demitido o governo, mantendo-o em plenas funções (e não em gestão) até 30 de janeiro. Serão dois meses sem leis da AR mas a produzir decretos-leis, despachos, portarias sem a fiscalização do Parlamento; a fechar contratos públicos, alterações em estruturas do Estado, nomeações para cargos… Vai ser preciso ler o Diário da República todos os dias. Com muita atenção.    

(Pedro Santos Guerreiro, É (também) disso que falaram neste episódio d’ O Mistério das Finanças. Com António Costa)

É Pena Que Não Seja Matematicamente Possível Que Todos Percam.

Chegámos assim a este interregno longo e processual, de fingimento burocrático disfarçado de democracia, durante o qual se prepara o novo governo. Sem esquecer que estes episódios nos deixaram um sarilho: a escolha no dia das eleições. Isto é, o voto!

O PCP merece ser batido. Prefere, acima de tudo, tornar difícil a democracia, a Europa e a recuperação económica. Receia aflitivamente ficar amarrado ao PS e, a exemplo de quase todos os PC do mundo, desaparecer. Hesita entre morrer mudando de natureza ou morrer sem nada mudar.

O Bloco merece ser punido. Jogou mal e perdeu. Ficou apavorado. Teme perder o que tanto custou a ganhar, um eleitorado demasiado grande para as suas qualidades e as suas capacidades. Convenceu-se de que a esquerda do PS era a sua aliada. Ainda não percebeu que a sua aparente superioridade é uma inferioridade.

O PS merece ser castigado. Mudou de propósito, primeiro queria acordo orçamental, depois queria eleições. Sonha agitadamente com maioria absoluta. Na ausência de adversários à altura, convenceu-se da sua força e do seu saber. O seu governo aguentou mas não cumpriu. Nem desenvolveu. Um belo exemplo de enriquecimento sem justa causa.

O PSD merece ser ignorado. Perde-se à deriva, desperdiça talentos e experiência, vive em êxtase permanente, não tem autoridade, perdeu crenças e convicções, não tinha eira, agora não tem beira. Querer tudo, do corporativismo à social-democracia, do Estado à sociedade liberal, era a sua riqueza. Não querer nada é a sua pobreza.

O CDS merece ser esquecido. Deixou definitivamente de perceber a sua missão, já não sabe qual é o seu lugar, perdeu o sentido de posição e delapidou a herança. Não é protagonista, nem figurante. Nunca conseguiu sequer aproximar-se do que de mais importante tinha a fazer: trazer a democracia cristã para Portugal.

O CHEGA merece ser desprezado. Vive do nada. Mestre na agitação empolada, apraz-se no seu vazio, que transformou em virtude. Percebeu que a sua força residia no pavor alheio, no receio infundado com que os outros partidos olham para si. Não adianta. É tempo perdido.

É pena que não seja matematicamente possível que todos percam. (ler aqui texto completo)

(António Barreto, Público, via Jacarandá)

Uma Espécie De Aposta Da Minha Parte


É a possibilidade que me faz continuar, não a certeza, uma espécie de aposta da minha parte. E embora você possa me chamar de sonhador, de tolo ou de qualquer outra coisa, acredito que tudo é possível.

(Noah Calhoun) 

sexta-feira, 5 de novembro de 2021

Notícias Ao Fim Da Tarde

A Frase

 Eis, pois, que o país, submergindo a uma repentina crise de liquidez, abre e fecha a boca qual peixe de aquacultura, espantado ainda com o que alguns classificam como uma aposta de génio do primeiro-ministro que, de uma assentada, teria esfrangalhado o CDS, deixado a oposição à esquerda a volutear à nora e o PSD a escadeirar-se — brandindo uns o “interesse nacional” de Rui Rio e outros os “brocardos latinos” de Rangel.            (Ana Cristina Leonardo, Público)        

 —, quase um royal flush, diríamos, não fora a melhor mão do póquer ainda ter de ir a eleições e os portugueses tenderem a ser jogadores cautelosos ao contrário dos americanos do Oeste, apostadores sem freio, se assim se pode concluir deste episódio lembrado por Bill Bryson no livro Made in America: “Mark Twain conta a história de um homem do Oeste que vinha dar à viúva de Jo Toole a notícia da sua morte: ‘O Joe Toole vive aqui?’ e, quando a viúva respondeu que sim, ele disse: ‘Quanto aposta que não?’”.

Nenhum Homem É Uma Ilha


"Nenhum homem é uma ilha, isolado em si mesmo; todos são parte do continente, uma parte de um todo. Se um torrão de terra for levado pelas águas até o mar, a Europa ficará diminuída, como se fosse um promontório, como se fosse o solar de teus amigos ou o teu próprio; a morte de qualquer homem me diminui, porque sou parte do género humano. E por isso não pergunte por quem os sinos dobram; eles dobram por vós."

(John Donne)