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segunda-feira, 22 de dezembro de 2025

Notícias Ao Fim Da Tarde

Esta É A Frase (274)

A importância das Presidenciais não está em causa. O que está na linha da discussão é o elenco de uma orquestra política em que confluem todo um complexo de candidatos que representam uma democracia que atravessa a crise da meia-idade.  (Carlos Marques de Almeida, ECO)

A política, as ideias políticas, são a grande ausência destes confrontos artificiais onde se confrontaram interesses naturais. A política em Portugal continua a ser o confronto de interesses disfarçado de reflexão ideológica.

Alguns candidatos desconhecem os problemas da meia-idade política porque acabaram de chegar ao Regime em movimento democrático acelerado. Alguns candidatos conhecem as crises da meia-idade política porque as suas carreiras políticas terminaram sem brilho ou distinção e procuram agora uma segunda vida política. Alguns outros candidatos vêm de fora da política e pensam que a política é apenas uma extensão emocional do estatuto de cidadão patriota e bom português. Todos os candidatos se apresentam impulsionados pelo sobressalto cívico e pelo mérito que promove a justiça perfeita e a sociedade bem ordenada ao serviço de todos os portugueses.

Depois dos debates presidenciais fica o país mais pobre. Depois dos debates presidenciais fica o país mais rico. O país fica mais pobre porque as personalidades dos candidatos brilham com a placidez soturna da banalidade. O país fica mais rico porque passa a conhecer melhor a banalidade do mérito democrático nos cargos da República. – A ideia de que as Presidenciais são o momento fundador de um novo ciclo político. O novo ciclo político está entre nós e é bem visível através do confronto entre a fidelidade à democracia de Abril e a definição de uma “nova democracia” para a incerteza do novo século.

Há Muitos Anos O Inverno Era Motivo De Preocupação Para Todos Os Povos, Então ...

Há muitos anos, o Inverno era motivo de preocupação para todos os povos, uma vez que trazia consigo tristeza e muitas privações.

Então, as pessoas apelavam aos deuses para que o tornasse menos rigoroso.
Este apelo, entre os nórdicos era representado por alguém que eles vestiam com trajes de Inverno.

Esta tradição foi seguidas pelos Ingleses que chamavam a esta figura de " Velho Inverno "ou " Pai Natal".
Davam-lhe comida e bebida para que se alegrasse.
Esta figura andava de casa em casa, visitando as pessoas e participando nas festas, mas não distribuía presentes, nem ajudava os desprotegidos.

Mais tarde o Pai Natal foi associado à figura de S. Nicolau confundindo-se indevidamente com ele.

domingo, 21 de dezembro de 2025

Notícias Ao Fim Da Tarde

Esta É A Frase (273)

Donald Trump e Vladimir Putin só reconhecem a linguagem da força. Falam da Europa e da guerra com a mesma linguagem.    (Teresa de Sousa, Público)

A União Europeia, nasceu para garantir a paz entre os seus membros. Depois de duas “guerras civis” europeias desencadeadas pelo nacionalismo alemão, que obrigaram à intervenção americana, a partilha dos recursos que alimentavam as guerras — o carvão e o aço — deveria “condená-las” a viver em paz. O projecto revelou-se um extraordinário sucesso. Durante quase 75 anos, a Europa unida e democrática viveu em paz, graças também ao compromisso americano com a sua protecção. A Aliança Atlântica nasceu em 1949, antes mesmo da Comunidade Europeia.

Os europeus têm uma moeda comum, transformando-a num poderoso fator de unidade. Alargou-se à dimensão do continente quando a sua metade leste se libertou do jugo soviético. Pode contar ao longo de décadas com a liderança americana, o cimento que a manteve unida, para além das velhas tentações nacionalistas. Esse tempo passou.

A Nostalgia

 Nostalgia é um sentimento agridoce de carinho e saudade pelo passado, evocando memórias felizes de pessoas, lugares ou épocas, muitas vezes idealizadas, com um desejo de reviver esses momentos. É uma emoção comum, estimulada por cheiros, músicas ou objetos, que conecta o passado ao presente, fortalecendo a identidade e o bem-estar, mas que pode tornar-se negativa se usada como fuga da realidade.


O que é e como surge ?

Definição: É um sentimentalismo pelo passado, uma mistura de alegria pela lembrança e tristeza pela ausência.
Etimologia: Do grego nóstos (regresso a casa) e álgos (dor), originalmente usado para descrever a dor da saudade da pátria.
Gatilhos: Músicas, cheiros, sabores, fotos, filmes ou ambientes que remetem a momentos significativos, como a infância ou relacionamentos importantes.

Efeitos psicológicos (positivos e negativos) Positivos: Aumenta o sentido de vida, autoestima, otimismo, criatividade, bem-estar e conexão social; ajuda a lidar com a solidão e a instabilidade.
Negativos: Se excessiva, pode levar à melancolia, isolamento e fuga da realidade, impedindo a ação no presente.

Como a nostalgia nos afeta

Conexão: Cria uma ponte entre quem fomos, quem somos e quem seremos, dando um "fio condutor" à nossa história.
Cérebro: Envolve áreas de memória, emoção e recompensa, ativando a autorreflexão e atuando como um "amortecedor" contra ameaças psicológicas.
Idealização: As memórias nostálgicas tendem a ser mais positivas do que foram na realidade, filtrando os aspetos negativos.

Usando a nostalgia de forma saudável
No dia a dia: Busque-a em momentos difíceis para encontrar conforto, mas com moderação.
Fortalecimento: Use-a para fortalecer laços, relembrando experiências partilhadas.
Cuidado: Evite viver no passado, focando-se em atividades que lhe tragam felicidade no presente.

Na animação Divertida Mente 2 :
Nostalgia é uma nova personagem em Divertida Mente 2, uma emoção doce e idosa que representa a saudade de momentos passados, contrastando com a Ansiedade, e surge quando Riley revisita suas memórias de infância, trazendo um abraço quente de lembranças felizes e melancólicas, sendo uma voz sábia que valoriza o passado para ajudar a equilibrar o futuro,

sábado, 20 de dezembro de 2025

Notícias Ao Fim Da Tarde

A Economia Resiste E Prospera, Mas O Diabo É O Contexto

 O ano que está a acabar até correu razoavelmente a Portugal: a economia cresce, o emprego mantém-se robusto, as empresas incorporaram a necessidade existencial de exportar. Uma boa notícia, mas o contexto é o diabo.     (André Macedo, J Económico)

Num mundo fechado sobre si próprio, refém do superficial, a desglobalização veio para ficar e os mercados encolhem. No futuro, negociaremos com a China ou com os EUA? A inteligência artificial, que ameaça lançar o caos nas bolsas, contagiando a economia real, traz consigo outra ameaça estrutural. As profissões mais qualificadas estão em risco de vida. A classe média, fundada na confiança iluminista do conhecimento e do progresso, está na linha de fuzilamento. Milhares de empregos estão em risco de extinção ao virar da esquina. 

É o triunfo das massas virado do avesso: a utopia terminou em distopia, virou proletarização global sob os desmandos de um punhado de inimputáveis de riqueza cósmica. Tecno-feudalismo, chamou-lhe Varoufakis – quem melhor do que ele, comunista chique, para batizar este momento da história em que tudo parecer arder. Arderá?

A economia resiste e prospera, ajudada pelo PRR, é certo, mas de que os outros também beneficiam. Há mais negócio. As empresas estão mais competitivas. Temos quase pleno emprego, mas sem impacto inflacionista que releve. Um oásis.     (Ricardo Santos Ferreira, J Económico)

O mundo mantém-se incerto, volátil e arriscado, mas a economia resiste ao choque geopolítico. Anémica, na União Europeia, é certo, surpreendente nos Estados Unidos, que nunca mergulharam na recessão, mais pujante na Ásia, apesar da China.

Não tendo estes problemas, encontramos outros, porque quem devia não mediu o impacto social e nos serviços públicos da imigração súbita, porque continuamos sem fazer ideia de como devemos gerir os serviços de saúde ou as entradas no país, com muitos duelos de palavras e pouca ação concreta. Mesmo assim, um oásis. Um bom ponto de partida para o novo ano.

Benefícios De Estacionamento Para Carros Elétricos

O pré-anúncio “preparativo” da iminente revisão dos benefícios de estacionamento para carros elétricos em Lisboa, ilustram um padrão que penaliza cidadãos, as suas famílias e distorce as expetativas públicas, na busca desesperante de mais e mais receita por parte das entidades estatais.  (Luís Miguel Henrique, J Negócios)

É mais do que sabido que a instabilidade legislativa em Portugal corrói a confiança das pessoas, bem como a das empresas e Carlos Moedas sabe-o muito bem. 

O Natal, Tempo De Simplicidade E Profundidade


 O Natal, tempo de simplicidade e profundidade, é um bom tempo para considerar as escolhas que fazemos, os valores que nos alicerçam e recriar a esperança.

Não é por acaso que todos os anos terminam e começam em torno deste acontecimento que atravessa os séculos e nos devolve ao essencial. O Natal irrompe nos últimos dias do ano como um sinal silencioso de que o transcendente habita o quotidiano e de que a esperança mais do que um conceito é uma presença. Uma esperança que não é uma espera, não é passiva, mas uma esperança que é dinâmica e participativa. É correr riscos, abandonar a segurança e enfrentar o desconhecido a partir da fragilidade humana. É procurar novas soluções com inteligência e coração. É arregaçar as mangas e colaborar. É tornar o futuro mais nosso e sorrir porque gostamos do que estamos, em conjunto, a construir!  

(Maria de Fátima Carioca, J Negócios) 

Que este seja um bom Natal!