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| De António Barreto |
Depois da inquietação, chegámos à incerteza. (continuar a ler aqui)
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| De António Barreto |
Tu estás aí e eu, aqui, também estou aí. Existimos no mesmo sítio sem esforço. Aquilo que somos mistura-se. Os nossos corpos só podem ser vistos pelos nossos olhos. Os outros olham para os nossos corpos com a mesma falta de verdade com que os espelhos nos reflectem. Tu és aquilo que sei sobre a ternura. Tu és tudo aquilo que sei. Mesmo quando não estavas lá, mesmo quando eu não estava lá, aprendíamos o suficiente para o instante em que nos encontrámos.
O Presidente da República indigitou Pedro Passos Coelho como primeiro-ministro, porque considerava que a proposta do PS de aliança com o Bloco e o PCP era inconsistente, apelou à responsabilidade dos deputados e alertou para os riscos económicos e financeiros que o País enfrenta.
Lisboa desafia a zona euro e vive o seu “momento Muro de Berlim”, escreve o “The Telegraph”. E sublinha o impacto de um eventual Governo maioritário de esquerda nos mercados: “Uma medida perigosa na jovem democracia” com memórias frescas da ditadura de Salazar.
Em Lisboa, negoceiam com António Costa. Em Bruxelas, eurodeputados do PCP estão a recolher assinaturas - querem inscrever no Orçamento comunitário uma rubrica para financiar saída de Estados da zona euro.