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quarta-feira, 24 de abril de 2019

Elegância É ...



"Elegância é a arte de não se fazer notar, aliada ao cuidado subtil de se deixar distinguir." 

Paul Valéry 

terça-feira, 23 de abril de 2019

Notícias Ao Fim Da Tarde

*Centeno vê sinais “encorajadores” para a economia no primeiro trimestre. Confia na subida do rating e na descida dos juros da dívida

Portugal Se Quiser Empatar, Estagnado, Já Perdeu

Portugal só ganhou quando se abriu ao exterior, na expansão e nas duas fases da integração europeia, nas décadas de 1960 e de 1980. Se quiser empatar, estagnado, já perdeu. (Joaquim Aguiar)


A FRASE...

"Se Portugal joga para o empate, perde."
 (Rui Tavares, Público, 19 de Abril de 2019)

A Análise de Joaquim Aguiar, J Negócios

Há quem esteja na política porque tem uma ideia para a sociedade que se candidata a dirigir. Mais importante do que perguntar-lhe qual é essa ideia, será perguntar-lhe por que modos pretende mobilizar recursos e vontades para responder aos problemas da sua época, porque será a sucessão de problemas e a alteração das condições que irão determinar a validade dessa ideia que tem para o país. Todo o mundo é feito de mudança, mas o que espanta é que não continue a mudar como mudava. Ter uma ideia em política só vale se tiver a capacidade para distinguir o possível do impossível perante a mudança das circunstâncias.

Há quem esteja na política porque tem interesses a defender, servindo-se das ideias para ocultar as suas intenções efectivas. Esses não reconhecem as mudanças nem estão dispostos a aceitá-las quando a realidade efectiva das coisas as tornam evidentes. Se perdem o contrato que celebraram com os seus protectores, não sabem se voltarão a encontrar quem os sustente. Reforçam a expressão das suas convicções até as tornarem dogmas, dividem em vez de mobilizarem, iludem em lugar de orientarem. Refugiam-se no distributivismo do interior para evitarem a competição com o exterior, promovem os monopólios do Estado para não se sujeitarem à comparação da eficiência e eficácia em mercado competitivo.

Uns jogam para ganhar, para promover a mudança ou para responder à mudança, e podem continuar mesmo quando perdem, porque não perdem sempre. Outros jogam para empatar, para continuar o que existe, e vão ser eliminados porque nunca ganham. Uns e outros vão ser confrontados com a mudança mais profunda desde a década de 1940, agora que chega ao fim a época da ordem mundial coordenada pelos Estados Unidos: uma sociedade dividida por confrontos polarizados não pode ser um centro hegemónico mundial. Entre Gorbachev e Trump, o mundo conhecido acabou. Portugal perdeu sempre que se refugiou no interior, distribuindo o ouro do Brasil e as transferências da Europa, expulsando os judeus. Portugal só ganhou quando se abriu ao exterior, na expansão e nas duas fases da integração europeia, nas décadas de 1960 e de 1980. Se quiser empatar, estagnado, já perdeu.

No Mundo, Só Comigo, Me Deixaram ...

No mundo, só comigo, me deixaram
        Os deuses que dispõem.
Não posso contra eles: o que deram
        Aceito sem mais nada.
    Assim o trigo baixa ao vento, e, quando
        O vento cessa, ergue-se.

              Ricardo Reis

segunda-feira, 22 de abril de 2019

Notícias Ao Fim Da Tarde

*Spreads da casa em queda. Mas qual o banco que acerta nas taxas mínimas?


Dia Da Terra: Hoje Sabemos Algo Muito Claro - Ou Mudamos Radicalmente ,Ou Podemos Sofrer Um Ponto De Não retorno

Segundo os dados da Agência de Protecção Ambiental dos Estados Unidos (EPA, na sigla em inglês), as emissões globais aumentaram cerca de 90% desde 1970. Cinco décadas inteiras de luta, protestos, petições, marchas, leis, relatórios, tratados e acordos, e os resultados estão bem à vista de todos. Em meio século, as emissões continuaram a empilhar-se umas atrás das outras, as grandes multinacionais continuaram a sentir-se à vontade para envenenar o planeta enquanto os governos do mundo olham discretamente para o lado.

Agora, o paradigma parece começar a sofrer alguns abalos. Lentamente, traça-se o caminho para descarbonizar e mudar o rumo da catástrofe ambiental. Mas estes são planos que deveriam ter sido feitos quando a semente plantada era ainda um pequeno rebento e a crise climática tinha ainda muita margem de manobra. Hoje, a semente lançada pelo primeiro Dia da Terra, há 50 anos, é já uma árvore corpulenta de respeitados movimentos ambientalistas. E sabemos algo de muito claro: ou mudamos radicalmente agora, ou sofreremos um ponto de não retorno daqui a 12 anos.

Fonte:Matilde Alvim, Público

Espelho E Alma ...

'Homem livre, tu sempre amarás o mar!
O mar é teu espelho,
tu contemplas tua alma...'

CB