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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

Notícias Ao Fim Da Tarde

Esta É A Frase (31)

Se a política não muda em Portugal, abre-se o espaço para a banalidade da “baixa política”. Os portugueses parecem não se interessarem pelos problemas substantivos do país porque já não têm ilusões sobre os partidos e o Estado. Este é o paradoxo de um país em calamidade, onde a realidade é substituída pela excitação do escândalo e pelo prazer da política espectáculo. Esta é a base da procissão populista. 

(Carlos Marques de Almeida, ECO)

Politicamente no período pós-presidenciais, o Governo surge incerto e inseguro. Perdido na mudança contínua dos posicionamentos políticos à direita, o PSD não consegue definir o seu lugar na economia do espectro político português. Com a esquerda radical em escombros, com a direita efervescente nas suas várias expressões ideológicas, com o PS reforçado com um novo Presidente da República, os pressupostos do equilíbrio político alteram-se. Tudo aponta para uma necessidade de mudança na estratégia e no perfil da acção do Governo. Se o país quer regressar aos ciclos políticos normais, o Governo tem de se reinventar face à tenaz da Iniciativa Liberal e do Chega, à direita, e à refundação do PS que certamente irá acontecer. Quando se observa o Governo, falta política, falta força política, falta estratégia política. O Executivo é uma sombra à deriva sobre um país vazio de esperança.

Novo Dia !


Você está a bordo de um novo dia.

Diga: bom dia, dia!

Bom dia, vida!
Bom dia, sensibilidade!
Bom dia, fé!
Bom dia, coragem!
Bom dia, talento!
Bom dia, trabalho!
Bom dia, alegria!
Bom dia, felicidade!
Bom dia pra você!

Tem muita coisa boa para você aproveitar.
Há sensações que vem de dentro e que precisam ser colocadas para fora.
Há sensações que vem de fora que precisam ser interiorizadas.

Que tenha um dia iluminado!

domingo, 15 de fevereiro de 2026

Notícias Ao Fim Da Tarde


Esta É A Frase (30)

 Marcelo não percebeu que a geringonça deixou feridas que não foram saradas e contou que, com a sua popularidade, se ia impor ao um PS minoritário depois da pandemia. Podia ter tudo e ficou sem nada. (André Abrantes Amaral, OBSR

Marcelo Rebelo (...) apesar da sagacidade e da inteligência leu mal os sinais, (...) ao achar que a festa e a proximidade bastavam para que a maioria dos portugueses esquecesse os sacrifícios do período da troika. Ignorou (ou não deu importância ao facto) que a jogada de António Costa para ser primeiro-ministro, apesar de constitucionalmente legítima, deixou feridas profundas e comportou um custo que o sistema partidário ainda hoje está a pagar.

Quando Portugal necessitava de equilíbrio e de serenidade, Marcelo e Costa deram-nos festa, exaltação e azáfama. Confundiram agitação com acção e, como geralmente acontece nessas situações, pouco ou nada se fez. (...)

Foi neste momento que o segundo mandato de Marcelo se perdeu. De um presidente omnipresente e tutelar, Marcelo viu-se transformado num chefe de estado sem propósito. As selfies e os afectos (feitos para ganhar popularidade e se tornar imprescindível ao governo) perderam razão de ser e, sem brilho, banalizaram-se.

Nem sequer as vitórias de Luís Montenegro sem maioria absoluta lhe serviram de alento. Com experiência suficiente para saber ao que ia, o novo primeiro-ministro teve o cuidado de se proteger do presidente e de o afastar das decisões mais importantes. Tão assim foi que, pela primeira vez na sua vida, Marcelo deve ter sabido pelos jornais o que se decidia em São Bento. Uma ironia com graça que nos faz sorrir com a mesma complacência com que o vemos partir.

Depois Da Chuva ...


 

sábado, 14 de fevereiro de 2026

Notícias Ao Fim Da Tarde

Esta É A Frase (29)

O país, as pessoas e as infraestruturas estão em estado de stress em sequência das tempestades sucessivas.Caso haja dúvida, não, nem sempre foi assim: ao contrário do passado, quando grandes eventos extremos surgiam espaçados no tempo, hoje acumulam-se em ciclos cada vez mais curtos, pressionando infraestruturas e empresas. Mais do que variabilidade banal, é notável uma intensificação mensurável. Neste contexto, a adaptação começa a deixar de ser opcional.   (Éloi Figueiredo, Público)

Adaptar-se não elimina o risco climático, mas reduz a exposição. E, neste cenário, essa capacidade de adaptação começa a separar empresas preparadas daquelas que continuam a operar como se a estabilidade climática ainda fosse um dado adquirido.

Seguradoras ajustam prémios e restringem coberturas; cadeias de abastecimento são redesenhadas com mais redundância e menos eficiência; empresas de energia investem em redes mais resilientes para lidar com precipitação intensa e ondas de calor. A Iberdrola reforçou as suas redes elétricas para resistirem a fenómenos extremos, a Nestlé adaptou e relocalizou hubs logísticos vulneráveis a cheias, e a Sogrape ajustou práticas agrícolas e calendários face a secas e temperaturas mais elevadas.

O Último Esforço


O último esforço da razão é reconhecer que existe 
uma infinidade de coisas que a ultrapassam.

(Blaise Pascal)

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

Notícias Ao Fim Da Tarde