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quinta-feira, 23 de abril de 2026

Assim Acontece

A UGT numa encruzilhada difícil: preservar a coerência interna ou manter influência num processo legislativo que, com ou sem ela, avançará.    (Filipe Alves, DN)

O resultado provável é, pois, a lei ser aprovada graças a um entendimento entre o Governo e o Chega. O Presidente assegurará o escrutínio constitucional, mas não deverá travar o processo. O Governo avançará com a reforma e o Chega poderá reclamar o mérito de a ter “suavizado”. E os sindicatos? Ficarão, mais uma vez, a ver o centro de decisão deslocar-se para fora da Concertação Social.~

Com tanos tribunais, entidades, comissões e mecanismos, com tanto filtro para a transparência colocado um sobre o outro, já não se vê para o outro lado; só sombras.  (Alexandre Borges, OBSR)

Voltamos ao paradoxo da era IA: quanto mais avançamos na automação, mais dependemos de capacidades fundamentalmente humanas. Numa sociedade saturada de conteúdo, o julgamento humano ganha centralidade. E o futuro da comunicação assentará na confiança. Afinal, dizem que é a base de qualquer relação.     (Henrique Costa Santos, ECO)

Inteligência Artificial (IA) integra hoje o quotidiano das equipas de comunicação. Os ganhos são incontestáveis. Da produção de conteúdos à análise de dados, da personalização de mensagens ao planeamento estratégico ganhámos velocidade, escala e eficiência. 

Contudo, a generalização desta capacidade de planear, produzir e veicular informação a esta escala tem como efeito colateral uma inundação de informação. Esta saturação de conteúdo dilui a diferenciação e aumenta o ruído. Ora, se, por um lado, nunca foi tão fácil comunicar, torna-se cada vez mais difícil confiar naquilo que lemos, vemos e ouvimos.

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