“O problema dos partidos do regime é que não acreditam em nada, o problema do Chega é que acredita em tudo.” André Ventura acredita que é possível ser de direita e de esquerda ao mesmo tempo; acredita que é possível descer a idade da reforma e, simultaneamente, descer os impostos; acredita que é possível ter mais despesas com menos receitas, ou com receitas imaginárias. (Miguel Pinheiro, OBSR)
Se em tempos António Costa convenceu os portugueses de que as vacas conseguem voar, então muito provavelmente André Ventura conseguirá convencê-los de que dois mais dois são cinco. A dada altura, se calhar, estamos por tudo e passamos a aceitar que, como se costuma dizer, pior não fica.
Olhando para a distribuição de votos no Reino Unido, e olhando para a distribuição de votos em Portugal, se calhar tem razão ao apresentar essas convicções aos eleitores.
Stephen Daisley escreveu na Spectator a melhor definição destas incoerências: “O problema dos trabalhistas é que não acreditam em nada, o problema do Reform é que acredita em tudo.” Em Portugal, a adaptação seria assim: o problema do Chega é que acredita em tudo.” partidos do regime é que não acreditam em nada, o problema do Chega é que acredita em tudo.”

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