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quarta-feira, 10 de junho de 2026

Esta É A Frase (108)

Confundir controlo com burocracia constitui, contudo, um erro de diagnóstico. A ausência ou fragilidade destes mecanismos não elimina complexidade; apenas transfere risco. Onde o controlo interno falha, proliferam ineficiências, decisões mal informadas, fragilidades operacionais e perdas de valor público dificilmente reversíveis. Um sistema de controlo interno robusto não atrasa a decisão: qualifica-a, tornando-a mais consciente, fundamentada e alinhada com o interesse público.   (Marta Saldanha, ECO)

Num momento em que o setor empresarial do Estado enfrenta desafios crescentes (financeiros, operacionais e reputacionais), a qualidade da governance assume-se como fator crítico de sucesso. E no centro dessa governance está o controlo interno.

Não como um fim em si mesmo, nem como um exercício formal de conformidade, mas como uma infraestrutura invisível que sustenta decisões, protege valor e garante confiança. Em última análise, a questão relevante, no setor empresarial do Estado, não é saber se existe controlo a mais, mas se existe controlo suficiente – e suficientemente eficaz – para proteger aquilo que é de todos.

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