Porque a verdade é que a transição energética e tecnológica colocou a Europa perante um enorme paradoxo industrial. A União Europeia quer liderar a descarbonização, acelerar a eletrificação automóvel, reduzir dependências estratégicas e preservar competitividade industrial. O problema é que grande parte da cadeia de valor associada a essa transformação é hoje dominada precisamente pela China
Mas existe também outro risco, talvez ainda mais imediato: o de a Europa perder competitividade por excesso de lentidão, burocracia ou incapacidade de adaptação à nova realidade global
A nova batalha industrial europeia já começou. E a grande ironia deste momento é que uma parte importante da reindustrialização europeia poderá acabar por chegar… vinda da própria China.
(Roberto Gaspar, J Económico)

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