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quarta-feira, 1 de julho de 2026

Esta É A Frase (122)

Economistas conceituados terão razão quando afirmam que o Ocidente está à beira do abismo. Quanto menos permeável for às mudanças, maior e mais rápida será a sua quebra de hegemonia, sobretudo na Europa, que não está a saber “divorciar-se” dos EUA, em tempo, de forma a construir o seu rumo.    
(João Abel de Freitas, J Económico)
A China avança, a passos largos, por este caminho da competição tecnológica. Até onde?

Múltiplos cenários dizem-nos que, a prazo, a China sairá vencedora. Aliás, é tema quase assente que o Ocidente, sob a batuta dos EUA, está em perda progressiva de poder no Mundo. Há até quem (especialistas altamente qualificados e de elevado prestígio) aponte datas para o país, líder do Ocidente, deixar de o ser (2035), transformando-se, num país banal, cujo sinal forte seria o dólar passar a ter um peso correspondente à dimensão da economia americana. Muitos desses especialistas dizem que o barco já se move em águas do século da Ásia. Tudo dito e alicerçado em estudos de grandes bancos e companhias de seguros desse mesmo Ocidente.

Para bem da Humanidade, seria bom que se pudesse dizer que, desta competição, o Mundo seria o vencedor. Os resultados seriam mais bem repartidos e chegariam com maior rapidez às pessoas.

Nem sei, se tão cedo teremos, como desafio, um outro tipo de competição de finalidades mais humanas!

O Sul Global, com os BRICS à cabeça, apesar das múltiplas contradições que enfrentam entre si e dentro de si, vão a passo e passo construindo e colocando degraus na escada do poder.

O que poderá resultar, se não se caminhar no sentido de uma competição minimamente cooperante, é que se formem dois ecossistemas tecnológicos, desconectados e de padrões globais, com alicerces diferentes.

Isto levará a uma partição e a um alinhamento dos países em que o Sul Global e os BRICS tenderão a alinhar com a China, até porque as condições de cooperação experimentadas do passado são mais favoráveis ao desenvolvimento dos países, não de imposição de modelos, nem de dependência.

Conjugando estas diversas dinâmicas, com a perda lenta do dólar na participação do mundo financeiro, somos levados a concluir que economistas conceituados, como Jeffrey Sachs e vários prémios Nobel terão razão, quando afirmam que o Ocidente está à beira do abismo e que quanto menos permeável for às mudanças, maior e mais rápida será a sua quebra de hegemonia e maiores os estilhaços, sobretudo na Europa, que não está a saber “divorciar-se” dos EUA, em tempo, de forma a construir o seu rumo. (ler texto na íntegra)

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