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domingo, 16 de janeiro de 2011

A Demagogia Dos Cheques-ensino

Como afirma, Nuno Serra, no Público de hoje, importa assinalar a forma leviana, demagógica e superficial com que tem sido discutida a proposta do cheque-ensino. Pergunta, e com razão - se todos os alunos de uma localidade, munidos do respectivo vale entregue pelo Estado, pretendessem frequentar a melhor escola que têm  ao seu dispor, como ficaria a tão aclamada "liberdade de escolha"? Quem acabaria de escolher quem? O mais provável era seleccionarem os melhores alunos - sistema dual, que, em certa medida, o sistema público, tem impedido e que seria agravado.
Nuno Serra, tem toda a razão.

E, não é preciso imaginar, basta constatar o que se passa no início de cada ano escolar com as matriculas dos alunos nas melhores escolas. A afluência é muita, as regras estabelecidas dão prioridade aos alunos residentes na área de localização da escola, depois, aos que têm irmãos nessa escola, e por último às competências do aluno. E, é preciso muito rigor na comprovação da residência porque há casos em que a informação não corresponde à real, só para tentar ficar na escola que pretendem.
E, sim já foram feitas outras experiências que se revelaram um desastre. Por exemplo seleccionarem as matrículas de acordo com as competências dos alunos. Foi a maior confusão, e 'choveram' protestos - Porquê? Porque alunos muito novos eram colocados em escolas distantes, irmãos em escolas diferentes, o que dificultada muito a gestão de tempo dos pais, enfim um pandemónio. Não agravem mais a situação em que o ensino se encontra. É preciso primeiro pensar, e bem, nas consequências de cada alteração.É preciso melhorar, mas, de uma forma lógica e não demagógica.

Em Busca Do Sentido

Há que provocar a visão igualadora, isto é, aquela que é capaz de ver os lados e os seu opostos, conciliando-os com a percepção de unidade, já que, embora o pêndulo oscile de um lado para o outro, a vareta que o sustenta é uma. Para além do sentido  e do sem-sentido aparente, está o Sentido.

Ramiro Calle

sábado, 15 de janeiro de 2011

Meteorologistas Divididos Sobre Ligação entre as Chuvadas do Brasil e Temporais na Austrália

Meteorologistas do Brasil e de organizações internacionais estão divididos sobre uma possível ligação entre as chuvas que afectaram o Sudeste brasileiro e os temporais que provocaram enchentes na Austrália e Sri Lanka.
Apesar de concordarem sobre o motivo directo das chuvas no Sudeste – a concentração de massas de ar húmidas, comum nesta época do ano – eles discordam sobre se as chuvas podem ser conectadas directamente ao fenómeno climático La Niña, aceite como causa das chuvas torrenciais na Austrália e no Sri Lanka.

Mais De Meio Século Depois Continua Parado No Tempo

Mais de meio século depois dos primeiros olhares contemplativos, as mesmas janelas que projectaram o Restaurante Panorâmico de Monsanto ao pódio dos miradouros da capital encontram-se encerradas. O espaço deixou de receber visitas para perecer às mãos autárquicas. Desta vez é a deriva municipal, que já licenciou o recinto como escritório, empresa de filmagens, discoteca, bingo e armazém, e, em 2009, a Câmara anunciou a reconversão em Centro Estratégico de Prevenção e Socorro. Mas, dois anos decorridos, tudo está na mesma.Ou seja nada foi feito. Tudo está parado no tempo, até quando, até à ruína ?

Fonte: Sol

Um Esforço Tremendo Vai Cair Sobre Todos Nós ...

... E, Não, Não Nos Habituamos A Pagar Eternamente Os Erros Dos Outros.

«Não se trata de uma crise do euro». É sim «uma crise ligada às finanças públicas de um certo número de países da Zona Euro», disse Trichet, numa entrevista ao diário alemão «Bild» publicada este sábado, citada pela Reuters.

«Este não é o momento de ser complacente. Deixem-me repetir: o BCE espera que os governos da Zona do Euro façam um esforço tremendo para reduzir a sua dívida». Eles precisam de «recuperar o controlo».

Sem enumerar países, o presidente do BCE não quis deixar de sublinhar que a necessidade de recuperar o controlo das finanças públicas é especialmente necessária no caso dos Estados «que têm vivido acima de suas possibilidades». São vários os economistas que incluem Portugal neste grupo.

Fonte: Agência Financeira

Praia Da Saúde Vai Ser Devolvida Aos Setubalenses

Um centro náutico, um quiosque, nova arborização, relva, iluminação pública e mobiliário urbano, idêntico ao que já existe na zona adjacente do Parque Urbano de Abarquel, são algumas das infra-estruturas previstas no projecto de requalificação, que deverá estar concluído em Novembro de 2011.
A Câmara Municipal de Setúbal adjudicou a primeira fase do projecto de requalificação urbana da Praia da Saúde à empresa Vibeiras, por 1,126 milhões de euros.


A intervenção, em fase de arranque, que pretende transformar a Praia da Saúde numa nova área urbana de lazer, reflecte “o desejo e as necessidades dos setubalenses e visitantes”, salientou a autarca sadina acrescentando que “a obra tem de ficar pronta até ao final do ano”.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Presidenciais

Sócrates faz um derradeiro apelo: Chamou ao Rato todos os presidentes distritais e ordenou-lhes empenho na campanha de Alegre. (Sócrates comunicou ainda , que será candidato a líder no próximo congresso do PS, e a convicção de ganhar é tanta que anunciou já uma convenção ' Novas Fronteiras para depois do conclave)

Passos: Em roadshow contra abstenção:  irá a Paris reunir com as estruturas do PSD na Europa e apelar para a mobilização na votação no dia 23.

O Zodíaco Mudou Leia Aqui A Razão E Os Novos Signos

A confusão foi lançada por um artigo publicado no Minneapolis Star Tribune, que explicava que os antigos astrónomos da Babilónia basearam os signos na constelação na qual o Sol se encontrava no dia do nascimento. Só que, ao longo dos milénios, a força gravitacional da Lua terá feito a Terra oscilar no seu eixo, criando um salto de um mês no alinhamento das estrelas, lê-se na entrevista de um astrónomo do Minnesota Planetarium Society ao Star Tribune.

Mas há mais: é que o artigo menciona também um 13º signo, que ficaria entre Escorpião e Sagitário, mas que vários astrónomos têm desvalorizado, dizendo que se refere a uma 13ª constelação (Ophiuchus), que teria sido posta de parte pelos babilónios, por quererem apenas 12 signos.

Para os curiosos, fica o calendário, segundo a nova perspetiva:


Capricórnio: De 20 Janeiro a 16 Fevereiro
Aquário: De 16 Fevereiro a 11 Março
Peixes: De 11 Março a 18 Abril
Carneiro: De 18 Abril a 13 Maio
Touro: De 13 Maio a 21 Junho
Gémeos: De 21 Junho a 20 Julho
Caranguejo: De 20 Julho a 10 Agosto
Leão: De 10 Agosto a 16 Setembro
Virgem: De  16 Setembro a 30 Outubro
Balança: De 30 de Outubro a 23 Novembro
Escorpião: De 23 a 29 Novembro
Serpentário (Ophiuchus): De 29 Novembro a 17 Dezembro
Sagitário: De 17 Dezembro a 20 Janeiro

Fonte: Visão

Caminhamos Alegremente a Tocar o 'Hino da Alegria' para o Nosso Funeral

Houve uma época em que empenhámos a pimenta. Houve um tempo em que empenhámos o ouro. Agora estamos a vender o futuro. Já não sobra nada, porque nenhuma Cassandra dos nossos tempos teve capacidade de persuasão para evitar o destino trágico a que nos conduz a maior dívida externa desde 1890. A asfixia é lenta e vamos comemorando o pagamento de, apenas, um pouco menos de 7% de juros.

A felicidade estampada no rosto de alguns dirigentes portugueses é, por isso, uma comédia. 

A questão não é de saliva, como enunciou o sublime Augusto Santos Silva. A liberdade, como evocou o poeta Alegre, não é Cavaco ir com a corda no pescoço até Bruxelas. O drama não é shakespereano: Portugal já não pode escolher entre ser ou não ser.

Estamos dependentes do que outros, na Europa ou na China, decidem. Portugal arrisca ser uma sala de aluguer e expia os pecados da sua classe política. Cuja acção não se distingue da sua inacção. 

Com juros destes caminhamos alegremente, com a filarmónica do Governo a tocar o "Hino à Alegria", para o nosso funeral. Ou para o futuro incumprimento da dívida. Não sabemos para onde vamos mas sabemos, apenas, que não deveríamos estar aqui. Até Cassandra, neste momento, teria arrepios de tentar adivinhar o futuro. O leilão deixou-nos na mesma: no meio de uma ponte que ameaça desmoronar-se. Deu mais tempo à Europa para tentar arranjar um fundo para precaver o futuro problema espanhol. Mas, para Portugal, o relógio está a ficar sem pilhas.


(Fonte: Fernando Sobral,J.Negócios)

Salários

«Baixar salários não deve ser uma opção a adoptar por nenhum país europeu.» - Diz Almunia

Hello, Mister Sócrates - pare, olhe e sobretudo ESCUTE.