A primeira coisa a fazer é compreender onde estamos e para onde vamos. Ora, sobre isso nem há qualquer discussão séria, quanto mais acordo, A capa da revista The Economist há duas semanas mostrava os líderes europeus a caminho do abismo e tinha como título "Os sonâmbulos". Ora aí têm!
Henrique Monteiro, Expresso
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sexta-feira, 7 de junho de 2013
quinta-feira, 6 de junho de 2013
Ninguém Cuidou, Agora Dizem Que Doí ...
"As dificuldades dramáticas dos portugueses tocam-me", admitiu o veterano europeísta e socialista europeu. A história do bom aluno faz-lhe doer o coração.Delors
E por onde andavam esta e outras sumidades enquanto Portugal e outros países Europeus se endividavam?
Tudo foi consentido e aplaudido até chegarmos ao grau zero.
Se a nossa situação faz doer o coração de Delord, imaginem Exs. como está o coração dos portugueses.
Hipocrisia ou ignorância?
Futuro ...
Quando penso no futuro, fecho os olhos para não o entrever, estremeço, e com a memória entrego-me aos dias passados.
Foscolo
Foscolo
quarta-feira, 5 de junho de 2013
O Falhanço E A Pouca Vergonha
A notícia já se espalhou pela imprensa económica: num documento interno, que deverá tornar público amanhã, o Fundo Monetário Internacional confessa ter subestimado as consequências que teriam para a economia grega as doses de austeridade que o prescreveu. Durante três anos. O documento é interno e confidencial, mas já foi revelado pelo The Wall Street Journal. (continuar a ler)E, não, não é a Grécia, é toda a UE. Erraram? - Mudem de uma vez por todas, se não for já demasiado tarde.
segunda-feira, 3 de junho de 2013
Esta É A Frase ..
« Como é que se pode preparar o futuro sem discutir ideias? De facto, evento atrás de evento, a única coisa que ficamos a saber é que, nessa nova esquerda, terão de caber socialistas, comunistas, trotskistas, capitães de Abril e Sampaio da Nóvoa. A aproximação tenta-se, pelos vistos, pela convivência e não pelas ideias políticas.»Alexandre Homem Cristo,Ji
Na verdade, como afirma AHC, uma nova política de esquerda só depende do PS, e só será de facto nova se o PS, no seu debate interno, decidir romper com os interesses instalados que, por constituírem a sua base eleitoral, continua a proteger. Uma aproximação do PS à esquerda, a acontecer, deve ser no campo dos valores e não no campo partidário, porque um e outro não são a mesma coisa. Todo o resto da discussão é paisagem, muitos excessos retóricos e os protagonistas de sempre.
domingo, 2 de junho de 2013
A Reputação Da Cozinha Francesa Está Em Jogo. Mas, Não Só ...
«É inaceitável que estabelecimentos que apenas esquentam pratos sejam chamados de restaurantes. É uma maneira de enganar o consumidor.»
Daniel Fasquelle, deputado,Paris
A reputação da cozinha francesa está em jogo. Pelo menos é o que afirmam 'chefs' e
políticos após uma recente revelação que apanhou muita gente de surpresa,
principalmente os turistas: a comida servida em vários restaurantes de Paris e
outras cidades vem de pratos industrializados esquentados no fogão ou mesmo em
micro-ondas.
Atenção! Não é só em França. Por cá também está a começar a tornar-se num hábito. Portugal tem um cozinha com sabores muito próprios e sobretudo prima pela qualidade e frescura dos alimentos. Pena é, se enveredarmos por um caminho diferente. O facto é que já desisti de frequentar certos restaurantes exactamente porque me pareceu que utilizavam a manobra do 'requentado'. Está difícil para os restaurantes manterem as portas abertas?- Está. Mas, muitas vezes é uma questão de gestão. É preferível reduzir um pouco a quantidade e não a qualidade, só assim podemos preservar um dos importantes cartões de visita que detemos. O Que Lá Vai Lá Vai. Mas ...
O que lá vai lá vai e não é falar disto que nos ajuda agora (e aqui omitem-se outras causas globais). Porém, é bom sabermos que nada aconteceu por acaso. Nem sequer por distracção. Foram opções políticas e económicas que uns tomaram e que outros - lamento dizê-lo - não tiveram a oportunidade ou a força de denunciar e contrariar.
O pântano, simplificadamente, foi esta espécie de paz podre em que vivemos uma década, com o povo a chamar maluco a pessoas como Medina Carreira e a exigir mais e mais estradas, aeroportos, comboios, crédito e o que mais viesse.
Teremos aprendido? Não me parece.
Henrique Monteiro,Expresso
sábado, 1 de junho de 2013
Palavras ...
Levam as frases sentido
que uma cadência lhes dá:
sentido do não-vivido
a que fica reduzido
o que, escolhido, não há.
Do imo do poder ser,
onde o não-sido se arrasta,
ouvi cadências crescer:
vaga música de ter,
na vida, quanto não basta -
quanto um sentido se entenda,
que nem verdade ou mentira.
(Que o que dele se aprenda
é como cobarde venda
para que a luz nos não fira.
Luz sem luz, brilho da treva
que tudo no fundo é;
e a certeza que se eleva
do fundo da própria treva,
de exacta que seja, é.)
Levam justiça consigo
as palavras que dissermos.
Por quanto sentido antigo,
nelas ficou por castigo
o futuro que tivermos.
Levam as frases sentido
que uma cadência lhes dá.
É justo, injusto - o escolhido?
Como quereis que, vivido,
ele não seja o que será?
Jorge de Sena
Assim Se Fala Verdade Por Linhas Tortas ...
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