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quarta-feira, 30 de abril de 2014

A Probabilidade De Uma Saída Limpa Converteu-se Em Firme Convicção ...

... Seja por inevitabilidade ou voluntariamente.

Mas, já agora, saiba qual é a opção que poderia oferecer maior protecção ao País? E, qual é a via mais barata para o Estado? Mas, também qual é a opção que a Europa prefere? Leia aqui algumas respostas. 

terça-feira, 29 de abril de 2014

Esta É A frase

A percepção da maior parte das pessoas e das empresas é que a Justiça continua com os problemas de sempre - funciona mal e atrasada. Há uma justificação óbvia para este paradoxo. De facto, o Governo já aprovou um conjunto alargado de nova legislação. Porém, falta que as novas leis sejam cumpridas no dia-a-dia. No papel, todas as reformas estruturais são perfeitas. Porém, muitas nunca são aplicadas devidamente.

Editorial do Económico   


segunda-feira, 28 de abril de 2014

Vila Joya, do Chef Dieter Koschina É O 22º Melhor Do Mundo

O restaurante Vila Joya, do chef Dieter Koschina, no Algarve, é o 22.º melhor do mundo de 2014, de acordo com o ranking da revista britânica "Restaurant". Subiu 15 lugares em relação ao ano passado. É ainda detentor de duas estrelas Michelin.

O Noma, na Dinamarca, recupera o prémio de melhor restaurante do mundo na eleição levada a cabo pela revista britânica "Restaurant". O vencedor do ano passado passou para o segundo lugar e o Vila Joya é o único português da lista. (quer saber mais? - leia aqui)

Imprevisibilidade ..

Mas não há perspicácia, nem constância de atenção capazes de lhe prefigurar os imprevistos. O que acontece hoje excede sempre o que sucedeu ontem. A violência, o facciosismo, a ambição de poder, a crueldade e o exibicionismo não têm limites. Felizmente que a abnegação, a generosidade e o altruísmo também não. E o encanto da vida é precisamente esse: nenhum excesso nela ser previsível. Nem no mal nem no bem. E não me canso de o verificar, de surpresa em surpresa, à luz dos acontecimentos.

Miguel Torga   

domingo, 27 de abril de 2014

Vasco Graça Moura (1942-2014)

       

e muita coisa nele se derrama, 
dita e não dita, pressentida, densas 
aluviões, emaranhada trama 
de obscuras raízes e presenças. 

virão dias, semanas, meses, anos, 
e os ciclos dos astros indiferentes, 
mover-se-ão na mesma os oceanos 
e as placas que sustentam continentes. 

mola do mundo, o coração aviva 
a chama desta lâmpada votiva. 


A Comunicação Distrativa Do PM

Regra bem conhecida para políticos profissionais : só se deve avançar com uma entrevista quando se tem alguma coisa para dizer. (Económico)

Já basta o que basta - o difícil que é escutar o PM sem um bocejar constante, quanto mais manter atenção quando nada de novo tem a dizer.

Pois, tenho para mim que se alguém o tentasse alertar para esta pecha que mantém desde há muito a resposta seria esta:

- É assim (que eu o vejo) o PM, nada a fazer - É inato.

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Depois De Abril ...


Quem te amar, ó liberdade, tem
de amar com paciência.

Sonhou-se tanto contigo sem saber
como saber-te, que é muito grande o
perigo de não ver o sonho antigo nos
braços em que hão-de ter-te.

Quem te amar, ó liberdade, tem
de amar com paciência.

Alguns tão livres te querem que
só desordem restava. Outros tal
ordem preferem que de tanto que
a referem o velho tempo voltava.

Quem te amar, ó liberdade, tem
de amar com paciência.

Tantos, tantos se proclamam teus
amantes confessados, que os que em
verdade te amam mal se ouvem
quando te aclamam, nem por teus
serão contados.

Quem te amar, ó liberdade, tem
de amar com paciência.

Riqueza querem de ti, sem pensar
como fazê-la. Mas muitos que
sempre vi engordando por aí são
quem contínua a tê-la.

Quem te amar, ó liberdade, tem
de amar com paciência.

E a paz? Contaram contigo para assiná-la num instante. Mas quem é

mais teu amigo sabia-a duro castigo
que só o tempo garante.

Quem te amar, ó liberdade, tem
de amar com paciência.

Jorge de Sena

Nostalgia ...

Cai a chuva abandonada
à minha melancolia,
a melancolia do nada
que é tudo o que em nós se cria.

Memória estranha de outrora
não a sei e está presente. 


Vergílio Ferreira  

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Um Livro Misterioso Escrito Num Idioma Indecifrável

Um livro escrito em um idioma que não existe e ilustrado com plantas e criaturas nunca vistas é um dos grandes mistérios da Bibilioteca Beinecke de Manuscritos e Livros Raros da Universidade de Yale, nos Estados Unidos.
O livro é conhecido como Manuscrito de Voynich, uma homenagem ao comerciante de livros usados Wilfrid Voynich, polonês naturalizado britânico que teria descoberto o misterioso livro na Itália, em 1912.

Desde então, o texto se transformou em obsessão de vários especialistas e gerou muitas teorias, algumas científicas e outras mais absurdas.
"A minha favorita é a que fala que (o livro) é um diário ilustrado de um adolescente extraterrestre que o esqueceu na Terra antes de partir", disse em tom de piada o curador da Biblioteca Beinecke, Ray Clements.
O manuscrito é, na verdade, um livro pequeno, do tamanho de uma das reedições de clássicos da literatura que geralmente são impressos pela editora Penguin.
A capa é frágil, feita de couro desbotado, da cor de marfim desgastado.
Ao todo são 240 páginas ilustradas. Os desenhos parecem coisas descritas em visões alucinógenas, plantas estranhas, símbolos astrológicos, criaturas em forma de medusas e o que parece ser uma lagosta.
Numa das imagens pode ver-se um grupo de mulheres nuas de pele muito pálida, que deslizam pelo que parece ser um tobogã de água.

O texto está escrito com tinta  marrom e faz recordar a descrições do idioma dos elfos, criação do escritor inglês J.R.R. Tolkien, autor de livros como O Hobbit e O Senhor dos Anéis.

Voynich, (nasceu em 1865), afirmava que encontrou o manuscrito num seminário jesuíta, nos arredores de Roma, chamado Villa Madragone.
No manuscrito estava anexado o que parecia ser uma carta escrita em 1665 por Johannes Marcus Marci, um físico do Sacro Império Romano.
A carta dizia que o livro chegou a pertencer a Rodolfo 2º, imperador do Sacro Império Romano (1576-1612) e que provavelmente seria obra do alquimista inglês Roger Bacon.
Outros dois possíveis autores que estariam envolvidos com o manuscrito seriam John Dee, mago e astrólogo da rainha Elizabeth 1ª, e um dos seguidores de Dee, Eward Kelley.

Voynich referiu-se ao livro como "o manuscrito com a mensagem codificada de Roger Bacon".

É possível que o próprio Wilfrid Voynich tenha falsificado o livro.
Mas, até que sejam feitas análises e exames das tintas e pigmentos do manuscrito, o mistério deste livro continuará seduzindo actuais e futuros " Voynicologistas"

Até agora só se conseguiu determinar que o couro data do século 15.

Fonte:BBC Brasil

Não Estou Pensando Em Nada

Não estou pensando em nada
E essa coisa central, que é coisa nenhuma,
É-me agradável como o ar da noite,
Fresco em contraste com o verão quente do dia,

Não estou pensando em nada, e que bom!

Pensar em nada
É ter a alma própria e inteira.
Pensar em nada
É viver intimamente
O fluxo e o refluxo da vida...
Não estou pensando em nada.
E como se me tivesse encostado mal.
Uma dor nas costas, ou num lado das costas,
Há um amargo de boca na minha alma:
É que, no fim de contas,
Não estou pensando em nada,
Mas realmente em nada,
Em nada... 


Álvaro de Campos