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segunda-feira, 4 de agosto de 2014

A Trapalhada - Não Há Inocentes. E Culpados?

As ligações que existem entre o BES e a Eurofin, financeira suíça que está a ser investigada pelo Banco de Portugal, estão em destaque no Wall Street Journal. E há três personagens principais: Francisco Machado da Cruz, ex-contabilista da ESI, João Moreira Rato, administrador financeiro do Novo Banco, e João Poppe, sobrinho de Ricardo Salgado. Todos com ligações à Eurofin. (leia aqui)

A Solução Para O 'Velho BES' - Tente Perceber Aqui O Essencial ...

A duas mãos ...
O BES que conhecia mudou de nome. Agora chama-se Novo Banco, mas está lá tudo. Menos os problemas, esses ficam no velho BES. Perceba o essencial desta revolução feita no fim de semana.

Pois ... ainda a procissão vai no adro. Ninguém pode estar descansado num país em que nos garantem o que nunca podiam garantir. Desconfiança é a palavra.


Descrença...

Imensa, a luz proibida
no centro da catedral;
imensa, a voz diluída
além do bem e do mal;
imensa, por toda a vida,
uma descrença total!

David Mourão-Ferreira 

quinta-feira, 31 de julho de 2014

O Caso Da Argentina Pode Vir A Encarecer Eventuais Futuras Restruturações De Dívida Na Zona Euro?

Opinião:

Jeffrey Frankel, economista e professor em Harvard, sugere que o caso estabelece um precedente legal, porque daqui para a frente torna-se possível que um único credor possa pôr em causa uma renegociação colectiva com todos os outros. Isso aumentará a resistência dos investidores na hora de serem chamados a participarem voluntariamente numa reestruturação de dívida.

Veja-se, por exemplo, o caso da Grécia, que em 2012 finalizou um ‘haircut' na sua dívida, conseguindo envolver 83,5% dos credores, menos que a Argentina. Frankel sugere que, se fosse agora, o sucesso da renegociação grega poderia ser diferente.

Além de Frankel, também David Schnautz, analista do Commerzbank, admite a possibilidade de danos colaterais. Mesmo assim, frisa, acredita que a Argentina "é um caso isolado" e que eventuais dificuldades poderão atingir mais a Grécia do que Portugal - para o analista, os gregos "estão na linha de frente" da reestruturação de dívida pública.

Mas a questão - relevante para Portugal, que tem um rácio de dívida próximo de 130% do PIB - não é pacífica entre os especialistas ouvidos pelo Diário Económico. Zsolt Darvas, economista do think tank Bruegel, afasta qualquer implicação argentina para a Europa, onde "existem cláusulas de acção colectiva". É também a existência dessa cláusula que leva Harvinder Sian, analista do Royal Bank of Scotland (RBS) a rejeitar ‘spillovers' na Europa.

"As cláusulas de acção colectiva estabelecem que uma determinada percentagem - por exemplo, dois terços - dos credores pode forçar todos eles a aceitar os ‘haircuts', isso torna mais difícil aos fundos-abutre encostar o país a um canto", diz, lembrando também que a maior parte da dívida europeia foi emitida ao abrigo das regras da Europa e não da lei norte-americana.

Jeffrey Frankel está ciente de que, em termos legais, os países europeus estão melhor protegidos. Mas lembra que os mercados funcionam por estímulos - se um fundo-abutre consegue um resultado destes uma vez "pode fazer outros acreditar que o mesmo pode ser conseguido noutros lados". Por isso, não recua na sua análise: "este caso vai minar acordos de reestruturação no futuro" (ver entrevista ao lado).

A polémica em torno da dívida argentina pode ser resumida da seguinte forma: em 2005, quatro anos após ter declarado bancarrota, o governo de Buenos Aires avançou com uma reestruturação da dívida, que conheceu uma segunda fase em 2010. Entre as duas fases juntas, conseguiu renegociar 92% dos títulos de dívida.

O problema é que os 8% restantes estão na posse de fundos de investimento que exigem o pagamento da dívida na sua forma original. O Tribunal de Nova Iorque - a dívida argentina foi emitida ao abrigo da lei norte-americana - deu razão aos fundos, obrigando Buenos Aires a pagar tudo o que deve (ver texto ao lado). E suspendeu a tranche que o governo tinha transferido para pagar aos credores que aceitaram renegociar a dívida. (Económico)

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Para Quando Sair Deste Imbróglio?

PGR garante que José Sócrates não está a ser investigado. Revista Sábado, amanhã nas bancas, diz que o Ministério Público levantou o segredo bancário e fiscal ao ex-primeiro-ministro.(aqui)

O Tribunal Constitucional aprovou estar quarta-feira à tarde, por maioria, a Contribuição Extraordinária de Solidariedade e o aumento dos descontos para a ADSE.(ler aqui)

A queda de 10,57% dos títulos do BES está na origem da decisão da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, que proibiu temporariamente a venda a descoberto das acções do banco em bolsa (aqui)

Uma pergunta - Quem permitiu que o País se enredasse nesta teia de interesses e vigarices? Alguém tem de ser responsável por colocar os portugueses nas 'ruas da amargura' ao fechar os olhos às trafulhices  dos compadres, amigos e companheiros de route.

Esta É A Frase ...

A dor por que o país passou – e ainda passa – deveria impor algum decoro no discurso político. Foi governar com base em ilusões que nos deixou neste desgoverno. Mas o luto foi curto. Assomam novas caras, mas os truques de campanha são os mesmos.

André Veríssimo,"As tentações de Costa" JNegócios     

terça-feira, 29 de julho de 2014

Notícias Soltas ...

Quadros superiores do BES terão montado um esquema para financiar o Grupo Espírito Santo com dinheiro de clientes do BES, apurou o Expresso. Em causa está a direcção financeira do banco, que operava sob responsabilidade directa de Amílcar Morais Pires. A Eurofin, uma "holding" na Suíça, está no centro das atenções. O caso, que poderá ter implicações criminais, é a razão do aumento dos prejuízos no primeiro semestre do banco.

PT vai ficar como "bad bank" da Oi

Obama acaba de escrever a Putin. Devemos ficar preocupados? (Ler aqui )

A Iminente Destruição Da Arrábida Esteve Na Génese Do Movimento Ambientalista Português

O Dia Nacional da Conservação da Natureza em 2014 foi assinalado ontem com um Dia Aberto no Parque Natural da Arrábida (PNArr). Foi a iminente destruição da Arrábida que esteve na génese do movimento ambientalista português, tendo sido responsável pela criação da Liga para a Protecção da Natureza que viria a contribuir de forma importante para o estabelecimento de várias protegidas, entre as quais o próprio PNArr.

Em 1947 Sebastião da Gama lançou um apelo literário pelo fim da destruição da Mata do Solitário ameaçada pelo abate iminente de árvores com vista à obtenção de madeira para usar num forno de cal.

Ao apelo respondeu Professor Carlos Baeta Neves (Instituto Superior de Agronomia) cuja intervenção foi decisiva para travar a devastação da Mata do Solitário.

Na sequência deste episódio, o Prof. Baeta Neves viria, um ano mais tarde a criar a Liga para a Protecção da Natureza, a primeira organização não-governamental de Ambiente nacional e a associação ambientalista mais antiga da Península Ibérica.

Desde a sua criação e até ao dias de hoje, a LPN tem contribuído de forma decisiva para a conservação do património natural português pelo que, por altura do seu 50º aniversário, em 1998, o governo decidiu instituir o dia 28 de julho, dia da fundação da associação, como Dia Nacional da Conservação da Natureza.

Esta efeméride pretende ser “um momento anual de especial reflexão sobre os problemas da conservação da Natureza em Portugal e no mundo” pode ler-se na Resolução do Conselho de Ministros n.º 73/98, que institui o Dia Nacional da Conservação da Natureza.

Fonte: ICNF 

segunda-feira, 28 de julho de 2014

A Guerra Que Aflige O Mundo

Painel "Guerra e Paz" de Portinari 
A guerra, que aflige com os seus esquadrões o Mundo, 

É o tipo perfeito do erro da filosofia. 

A guerra, como tudo humano, quer alterar. 
Mas a guerra, mais do que tudo, quer alterar e alterar muito 
E alterar depressa. 

Mas a guerra inflige a morte. 
E a morte é o desprezo do Universo por nós. 
Tendo por consequência a morte, a guerra prova que é falsa. 
Sendo falsa, prova que é falso todo o querer-alterar. 

Deixemos o universo exterior e os outros homens onde a Natureza os pôs. 

Tudo é orgulho e inconsciência. 
Tudo é querer mexer-se, fazer coisas, deixar rasto. 
Para o coração e o comandante dos esquadrões 
Regressa aos bocados o universo exterior. 

A química directa da Natureza 
Não deixa lugar vago para o pensamento. 

A humanidade é uma revolta de escravos. 
A humanidade é um governo usurpado pelo povo. 
Existe porque usurpou, mas erra porque usurpar é não ter direito. 

Deixai existir o mundo exterior e a humanidade natural! 
Paz a todas as coisas pré-humanas, mesmo no homem, 
Paz à essência inteiramente exterior do Universo! 

Alberto Caeiro

Atenção! Comercialização De Farinha De Milho Modificado Detectada Em Duas Cadeias De Hipermercados

A Plataforma Transgénicos Fora denunciou esta segunda-feira a comercialização de farinha com milho geneticamente modificado em duas cadeias de hipermercados, apelando aos consumidores para que boicotem este produto.

A Plataforma Transgénicos Fora explicou, em comunicado, que fez, em lojas de dez cadeias de hipermercados de Lisboa e Porto, um levantamento às farinhas de milho provenientes de milho geneticamente modificado, tendo detectado este tipo de produto à venda em duas delas.

Em sete das 10 cadeias visitadas não foi encontrado nas prateleiras qualquer produto com milho transgénico. Numa delas estes produtos foram detectados, mas depois de alertados pela plataforma os responsáveis da loja retiraram «imediatamente de circulação» esses produtos.

As restantes duas vendiam estes produtos e optaram por manter a sua comercialização.(continuar a ler aqui)

Plataforma apela ao boicote.