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sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

O QE É A Medida Certa No Momento Certo?

O "Quantitative Easing" uma medida tomada pelo BCE, tentando responder com uma política monetária mais agressiva à situação de baixa conjuntura em que se encontra a Economia da Área do Euro.

Trata-se de um medida recomendada pelos "manuais" de política económica, em que, na frente monetária, o Banco Central é "convidado" não apenas a baixar o preço do dinheiro (o que o BCE já faz) como a injectar dinheiro na economia (comprando instrumentos de dívida, em mercado secundário).

Não tenho dificuldade em aceitar que se diga ser "a medida certa na altura certa", mas devo alertar para o facto de, ainda de acordo com os mesmos "manuais" de política económica, ser devida muita prudência no que se refere à eficácia destas medidas de política monetária ("podemos levar o cavalo à fonte, mas não podemos obrigá-lo a beber", costumam afirmar os keynesianos mais advertidos, asserção que me permitiria reformular para "podemos levar a água, leia-se o dinheiro, à boca do cavalo, mas não podemos obrigá-lo a beber").

Opinião do Daniel Bessa no JEconómico

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Aqui Há Gato ...

Tantos e tantas aves canoras há volta do Pinóquio !

Sebatinas de verdade ou consequência?

Aqui há gato - só pode ...


terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Ainda A Procissão Não Se Formou Dentro Da 'Igreja' E Já O Corrupio Causa Algum Enjoo ...

Ainda a procissão nem sequer se formou dentro da igreja e já o corrupio vigente causa algum enjoo.
Claro que a política também tem este lado – o do jogo e da intriga –, não nos indignemos excessivamente, por essa Europa fora é capaz de ser parecido. A única diferença é que entre nós é ainda mais “igual”: somos poucos e os mesmos desde há muito. (O socialista Henrique Neto dizia esta semana que, dos candidatos que aí estão, “nenhum lhe serve porque é preciso limpar a casa”. A mais de um ano de distância não se pode, de facto, estar já mais enjoado.)

Maia João Avillez, Observador   

O Absurdo Da Eternidade ...

Há dentro de nós a exigência absoluta de sermos eternos e a certeza de o não sermos. O absurdo é a centelha do contacto destes dois opostos.

Vergíleo Ferreira 


quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Tudo É Fugaz ...

Considera com frequência a rapidez com que se passam e desaparecem os seres e os acontecimentos. A substância, como um rio, está em perpétuo fluir, as forças em perpétuas mudanças, as cuasas a modificarem-se de mil maneiras; apenas há aí uma coisa estável; e abre-se-nos aos pés o abismo infinito do passado e do futuro onde tudo se some. Como não há-de ser louco o homem que, neste meio, se incha ou se encrespa ou se lamenta, como se qualquer coisa o tivesse perturbado durante um tempo que se visse, um tempo considerável?

Marco Aurélio  

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Beneficiários Da ADSE Descriminados Negativamente Face A Utentes Do SNS ...

Se o normal é dizer que os beneficiários da ADSE têm mais regalias que os restantes utentes do Serviço Nacional de Saúde (SNS) no acesso aos cuidados de saúde, a verdade é que há situações em que ter ADSE só prejudica.

A Entidade Reguladora da Saúde (ERS) tem recebido várias exposições e pedidos de informação por parte de beneficiários da ADSE, que se têm sentido descriminados. Num parecer divulgado esta terça-feira, o Regulador da Saúde defende que não haja qualquer diferença de tratamento e que um beneficiário da ADSE “possa optar pelas regras de acesso aplicáveis aos demais utentes beneficiários do SNS”.

A ERS avança mesmo com exemplos: uma utente com incapacidade permanente global de 64% que se deslocou ao seu centro de saúde para solicitar a isenção de taxas moderadoras e foi informada que a isenção não abrangeria exames complementares e de diagnóstico, por ser beneficiária da ADSE. Se não tivesse ADSE a isenção seria total. Outra queixa chegou de uma beneficiária da ADSE que foi a uma clínica privada para a realização de um Holter, conforme requisição médica previamente obtida no centro de saúde, e a quem foi recusado o exame, pelo facto da dita unidade de saúde não possuir convenção com a ADSE, mas apenas com o SNS.

Questionada pelo Observador fonte oficial do Ministério da Saúde respondeu que “não é suposto haver diferenças de tratamento no SNS, muito menos entre quem é e quem não é da ADSE. Se há caso ou casos pontuais será averiguado, com certeza”.

Os funcionários públicos, e pensionistas do Estado, descontam, desde Junho do ano passado, 3,5% do salário ou pensão para este subsistema.

É bom que seja averiguado - mas, com toda a certeza !    

Preparemo-nos Para A Incerteza Forma Superior De Aflição

Teria sem sombra de hesitação ido para a rua, para todas as ruas, comungando do mesmo luto e da mesma raiva, enrolada na bandeira da “diferença” da minha civilização: quando certas caricaturas ou atitudes versando a religião católica me incomodam não agarro numa arma e quando delas discordo, não a disparo. Usufruindo da minha própria liberdade de expressão limito-me a sinalizar – ou não – desconforto ou discordância. Mas a barbárie é mais lesta, dispara, exclui e aniquila. Preparemo-nos para a incerteza, forma superior de aflição. E da manifestação de ontem em Paris retenhamos o que deve ser retido: a extrema “eficácia” política do atentado contra o Charlie Hebdo, teve resposta -hipócrita porventura em algum sentido – mas igualmente eficaz. Mas, sim, preparemo-nos para a incerteza.

Fonte:Maria João Avillez, ' O certo e o incerto' Observador 

Exagero ...

Hoje, no café, aqui-del-rei que eu exagero, aqui-del-rei que conto uma anedota e a anedota sai da 

minha boca transfigurada. Aqui-del-rei que descrevo um indivíduo e ponho bigodes de polícia onde 

havia somente uma discreta penugem. É certo, exagero. Começo a pintar um botão, e é capaz de me 

sair o cosmos. Mas pergunto: — Pondo como condição que não haja mentira em absoluto no que diz, 

quem é mais de aqui-del-rei: quem acrescenta, enriquece, aumenta e vivifica as coisas, ou quem as 

diminui, amesquinha, empobrece, achata e reduz a nada?

Miguel Torga  

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Esta É A Frase ...

Foram 200 metros de marcha. Foram 20 minutos expostos, envolvidos por um cordão de segurança. Os líderes mundiais que se juntaram a François Hollande em Paris foram corajosos. Mas só podem ter sentido na pele a insegurança de uma séria ameaça de guerra civil na Europa. Paris foi a capital do mundo, Paris foi a imagem da vontade de milhões de pessoas unir quem é diferente. Mas Paris foi também o retrato da insegurança. Já vivemos em liberdade condicionada.

Helena Garrido, JNegócios