A liberdade de informação, bem como a liberdade de expressão, separa uma ditadura de uma democracia, mas não é garantia de coisa nenhuma. Tomada à letra, a liberdade de informação ou de expressão, em que tudo é permitido, não assume nenhum compromisso com a verdade. Informar não é dizer o que pensamos sobre um facto, nem há verdadeira opinião baseada em factos falsos.
Paulo Baldaia,DN
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domingo, 25 de janeiro de 2015
sábado, 24 de janeiro de 2015
Esparsa ...
Não vejo o rosto a ninguém,
cuidais que sou, e não sou.
Sombras que não vão nem vêm,
parece que avante vão.
Entre o doente e o são
mente cada passo a espia;
no meio do claro dia
andais entre lobo e cão.
Sá de Miranda
cuidais que sou, e não sou.
Sombras que não vão nem vêm,
parece que avante vão.
Entre o doente e o são
mente cada passo a espia;
no meio do claro dia
andais entre lobo e cão.
Sá de Miranda
sexta-feira, 23 de janeiro de 2015
quinta-feira, 22 de janeiro de 2015
O QE É A Medida Certa No Momento Certo?
O "Quantitative Easing" uma medida tomada pelo BCE, tentando responder com uma política monetária mais agressiva à situação de baixa conjuntura em que se encontra a Economia da Área do Euro.Trata-se de um medida recomendada pelos "manuais" de política económica, em que, na frente monetária, o Banco Central é "convidado" não apenas a baixar o preço do dinheiro (o que o BCE já faz) como a injectar dinheiro na economia (comprando instrumentos de dívida, em mercado secundário).
Não tenho dificuldade em aceitar que se diga ser "a medida certa na altura certa", mas devo alertar para o facto de, ainda de acordo com os mesmos "manuais" de política económica, ser devida muita prudência no que se refere à eficácia destas medidas de política monetária ("podemos levar o cavalo à fonte, mas não podemos obrigá-lo a beber", costumam afirmar os keynesianos mais advertidos, asserção que me permitiria reformular para "podemos levar a água, leia-se o dinheiro, à boca do cavalo, mas não podemos obrigá-lo a beber").
Opinião do Daniel Bessa no JEconómico
quarta-feira, 21 de janeiro de 2015
Aqui Há Gato ...
terça-feira, 20 de janeiro de 2015
Ainda A Procissão Não Se Formou Dentro Da 'Igreja' E Já O Corrupio Causa Algum Enjoo ...
Ainda a procissão nem sequer se formou dentro da igreja e já o corrupio vigente causa algum enjoo.
Claro que a política também tem este lado – o do jogo e da intriga –, não nos indignemos excessivamente, por essa Europa fora é capaz de ser parecido. A única diferença é que entre nós é ainda mais “igual”: somos poucos e os mesmos desde há muito. (O socialista Henrique Neto dizia esta semana que, dos candidatos que aí estão, “nenhum lhe serve porque é preciso limpar a casa”. A mais de um ano de distância não se pode, de facto, estar já mais enjoado.)
Maia João Avillez, Observador
Claro que a política também tem este lado – o do jogo e da intriga –, não nos indignemos excessivamente, por essa Europa fora é capaz de ser parecido. A única diferença é que entre nós é ainda mais “igual”: somos poucos e os mesmos desde há muito. (O socialista Henrique Neto dizia esta semana que, dos candidatos que aí estão, “nenhum lhe serve porque é preciso limpar a casa”. A mais de um ano de distância não se pode, de facto, estar já mais enjoado.)Maia João Avillez, Observador
O Absurdo Da Eternidade ...
quarta-feira, 14 de janeiro de 2015
Tudo É Fugaz ...
Considera com frequência a rapidez com que se passam e desaparecem os seres e os acontecimentos. A substância, como um rio, está em perpétuo fluir, as forças em perpétuas mudanças, as cuasas a modificarem-se de mil maneiras; apenas há aí uma coisa estável; e abre-se-nos aos pés o abismo infinito do passado e do futuro onde tudo se some. Como não há-de ser louco o homem que, neste meio, se incha ou se encrespa ou se lamenta, como se qualquer coisa o tivesse perturbado durante um tempo que se visse, um tempo considerável? Marco Aurélio
terça-feira, 13 de janeiro de 2015
Beneficiários Da ADSE Descriminados Negativamente Face A Utentes Do SNS ...
Se o normal é dizer que os beneficiários da ADSE têm mais regalias que os restantes utentes do Serviço Nacional de Saúde (SNS) no acesso aos cuidados de saúde, a verdade é que há situações em que ter ADSE só prejudica.A Entidade Reguladora da Saúde (ERS) tem recebido várias exposições e pedidos de informação por parte de beneficiários da ADSE, que se têm sentido descriminados. Num parecer divulgado esta terça-feira, o Regulador da Saúde defende que não haja qualquer diferença de tratamento e que um beneficiário da ADSE “possa optar pelas regras de acesso aplicáveis aos demais utentes beneficiários do SNS”.
A ERS avança mesmo com exemplos: uma utente com incapacidade permanente global de 64% que se deslocou ao seu centro de saúde para solicitar a isenção de taxas moderadoras e foi informada que a isenção não abrangeria exames complementares e de diagnóstico, por ser beneficiária da ADSE. Se não tivesse ADSE a isenção seria total. Outra queixa chegou de uma beneficiária da ADSE que foi a uma clínica privada para a realização de um Holter, conforme requisição médica previamente obtida no centro de saúde, e a quem foi recusado o exame, pelo facto da dita unidade de saúde não possuir convenção com a ADSE, mas apenas com o SNS.
Questionada pelo Observador fonte oficial do Ministério da Saúde respondeu que “não é suposto haver diferenças de tratamento no SNS, muito menos entre quem é e quem não é da ADSE. Se há caso ou casos pontuais será averiguado, com certeza”.
Os funcionários públicos, e pensionistas do Estado, descontam, desde Junho do ano passado, 3,5% do salário ou pensão para este subsistema.
É bom que seja averiguado - mas, com toda a certeza !
Preparemo-nos Para A Incerteza Forma Superior De Aflição
Teria sem sombra de hesitação ido para a rua, para todas as ruas, comungando do mesmo luto e da mesma raiva, enrolada na bandeira da “diferença” da minha civilização: quando certas caricaturas ou atitudes versando a religião católica me incomodam não agarro numa arma e quando delas discordo, não a disparo. Usufruindo da minha própria liberdade de expressão limito-me a sinalizar – ou não – desconforto ou discordância. Mas a barbárie é mais lesta, dispara, exclui e aniquila. Preparemo-nos para a incerteza, forma superior de aflição. E da manifestação de ontem em Paris retenhamos o que deve ser retido: a extrema “eficácia” política do atentado contra o Charlie Hebdo, teve resposta -hipócrita porventura em algum sentido – mas igualmente eficaz. Mas, sim, preparemo-nos para a incerteza.
Fonte:Maria João Avillez, ' O certo e o incerto' Observador
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