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sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Paciência. Muita Paciência ...

Pensando em conseguir de uma só vez todos os ovos de ouro que a galinha poderia lhe dar, ele a matou e a abriu apenas para descobrir que não havia nada dentro dela.

Esopo  

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Recordar Qual É O Contexto Orçamental E Económico Que o Próximo Governo Enfrenta

Uma retoma que continuará a ser moderada e sujeita a vários riscos (algo para que o FMI alertou há pouco tempo), um exercício orçamental de 2016 que exigirá a manutenção de significativas medidas de austeridade (ou a reposição apenas gradual de rendimentos), a necessidade de agir nas finanças públicas e deixar de ir meramente à boleia da receita fiscal (e da retoma, como fez o Governo este ano), etc. etc.

Não é um caderno de encargos idêntico ao dos últimos quatro anos - mas não deixa de ser uma lista pesada de desafios, que ilustra a exigência colocada sobre o próximo governo (que, algures no tempo, deixará de poder contar com a anestesia do mercado de dívida soberana por parte do Banco Central Europeu). Estes avisos ocorrem numa altura em que o PS tenta comprometer PCP e Bloco com um acordo mínimo em matéria orçamental, que seja apresentável como alternativa em Belém.

Com tal cenário económico e financeiro - e a avaliar pela relutância mostrada pelo PCP
para chegar a esse tipo de acordo - é duvidoso que esse acordo se concretize. Mais relevante ainda: é altamente duvidoso que um governo minoritário do PS com apoio à esquerda consiga manter esse apoio à luz dos desafios e riscos que se adivinham. Fora do jogo partidário é o contexto que nos pode ajudar a perceber como acabará esta luta política.

O Conselho das Finanças Publicas, liderado por Teodora Cardoso (JE)

Afinidades Eternas ...

Não é possível cortar para sempre com tudo o que nos liga a pessoas que pensam verdadeiramente como nós. Acabamos sempre por voltar a estar de acordo nalgum ponto. Com os que pensam de maneira deveras contrária à nossa é baldado o esforço para manter algum acordo, porque acaba sempre por se desfazer.

Von Goethe  

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Notícias Soltas ...

O Olhar Do 'Usurpador' Diz Tudo

O olhar diz tudo: manhosice, descaramento, auto-satisfação
Mesmo sabendo que na política há mais surpresas do que na vida, o mal está feito: António Costa não terá, face ao país ou face a mim mesma, segunda oportunidade para se redimir deste assalto ao poder.

De longe o mais extraordinário que está a acontecer em Portugal é que é tudo verdade: não é um sonho, uma ficção, uma mentira, um equívoco, uma ambiguidade, um pesadelo do qual se acorda com indizível alívio apesar do estômago colado às costas e da garganta seca.

Talvez ninguém tenha sintetizado tão certeiramente a frenética, envenenada valsa de António Costa, como Viriato Soromenho Marques quando sobre ele escreve (DN) que “ (…) correndo ainda o risco de ser visto como o único caso da III República de um secretário-geral que, em vez de se tornar primeiro-ministro depois de ganhar as eleições, quer ser primeiro-ministro para se manter como secretário-geral, mesmo depois de as ter perdido”.

Ao contrário, o espaço à direita do PS, sairá, não se duvide, ileso de tudo isto. Enganado mas incólume. Se vierem a desaguar na oposição, PSD e CDS serão implacáveis. Mais unidos que nunca, quando falam do país sabem o que dizem e do que falam. Estão serenos como um lago suíço e, ao contrário de António Costa, não estão desesperados, nem têm pressa. Sabem que o tempo corre a seu favor. Têm agido com responsabilidade e inteligência política. Não foi devido a eles que as bolsas já hoje se inquietaram e ainda a procissão não saiu da igreja.

Continuar a ler o artigo O USURPADOR,  de Maria João Avellez , OBS

A Verdade ...



"A verdade é filha do tempo, não da autoridade."

terça-feira, 13 de outubro de 2015

E, Ao 8º Dia Foi Assim ...

  • A estratégia de António Costa de romper com o regime começa a ter custos. A diferença entre a taxa de juro da dívida pública portuguesa e alemã aumentou, a bolsa caiu, quando subiu no resto da Europa, e a cotação dos bancos afundou numa correlação quase perfeita com as declarações do líder do PS à saída da reunião com o Bloco de Esquerda. 
Helena Garrido, JNegócios

Como será daqui a um mês? - ninguém sabe. Porquê? - Porque a democracia tal como a conhecíamos foi suspensa, e ninguém nos avisou que alguém nas nossas costas, tinha mudado tudo por conveniência e iniciativa própria. E agora? - Agora estamos todos dependentes dos ventos e das marés - logo tudo imprevisível. 

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Mentem Todos. Não Reporão Coisa Nenhuma.

Afirma o economista Daniel Bessa, ser impossível repor, a curto prazo, o nível de rendimentos que os portugueses tinham antes da chegada da troika.Essa conversa de repor não dá”, começa por criticar no programa da Renascença Conversas Cruzadas.
“Não repõe a coligação, como não repõe o PS como não repõe o Bloco nem o PC”, sublinha. “E quanto mais disser que repõe, mais mente. Mentem todos, mentem todos, não reporão coisa nenhuma e quanto mais disserem que repõe, mais mentem”, remata.
Depois das eleições legislativas de 4 de Outubro, decorrem agora reuniões entre os vários partidos para acertar uma fórmula governativa, não sendo de excluir uma coligação à esquerda.
Independentemente da solução, o antigo ministro da Economia não tem dúvidas em dizer que vai ser impossível repor salários e pensões para valores anteriores aos da intervenção externa.
Daniel Bessa Disse - Está Dito. E você? - Fie-se na virgem e não corra, -  com eles; e depois queixe~se.

domingo, 11 de outubro de 2015

"O Rei Vai Nu "

O desespero é mau conselheiro em todas as circunstâncias. No caso de Costa, em que o desespero ainda por cima se conjuga com o vexame pessoal, a primeiríssima prioridade do ex-Messias é salvar a sua pele, custe o que custar, doa a quem doer, pague quem pagar. País, partido, eleitores e simpatizantes foram banidos do perímetro das suas preocupações, no interior do qual ele esbraveja como um náufrago para se salvar.

Está disposto a tudo, a renegar tudo, a arrasar tudo, desde que ele se erga dos escombros – e escombros já há – e possa anunciar: venci todos, ganhei tudo! Da plateia do seu palco imaginário, o PCP e o Bloco soltarão uma sonora gargalhada.

O triunfo anunciado por Costa repousa por inteiro nas mãos deles. No momento propício e oportuno para cada um destes dois adversários entre si, cada um deles lhe puxará o tapete para que todos possam ver que “o rei vai nu”. (Continuar a ler aqui)

Sobre O Caminho

Nada

nem o branco fogo do trigo
nem as agulhas cravadas na pupila dos pássaros
te dirão a palavra

Não interrogues não perguntes
entre a razão e a turbulência da neve
não há diferença

Não colecciones dejectos o teu destino és tu

Despe-te
não há outro caminho

Eugénio de Andrade