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sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Brincar Com O Fogo


O Presidente da República indigitou Pedro Passos Coelho como primeiro-ministro, porque considerava que a proposta do PS de aliança com o Bloco e o PCP era inconsistente, apelou à responsabilidade dos deputados e alertou para os riscos económicos e financeiros que o País enfrenta.

Os problemas que ainda podemos enfrentar na economia e nas finanças têm sido em geral desvalorizados porque se conta com o apoio do BCE – suprema ironia, a esquerda mais radical depender de Frankfurt. Os juros, diz-se e assim é, não sobem porque Mario Draghi está a garantir que assim acontece. E voltou a fazê-lo esta quinta-feira.

Mas a economia é muito mais do que os juros da dívida pública. O que garante o crescimento é a confiança no futuro, é acreditar que se consegue prever as grandes linhas do futuro. Ninguém consegue ter essas certezas se tem no país um governo apoiado por partidos que são contra um dos pilares essenciais do regime, o euro. Temos estado a brincar com o fogo.

Helena Garrido, CM

Acertar ...

«..às vezes, tem ciência de acertar, de atingir por momentos o ápice da narrativa. O raro instante em que, ao atingir a corda sensível do enredo, não lhe cabe recuar ou abdicar dos ingredientes que, apaixonadamente enlaçados, determinam seu desfecho.»

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Última Hora



Comunicação do PR às 20 h.

Assembleia da República: Fernando Negrão vs Ferro Rodrigues

"Uma Medida Perigosa Na Jovem Democracia " Com Memórias Frescas De Salazar, Escreve O "The Telegraph"

Lisboa desafia a zona euro e vive o seu “momento Muro de Berlim”, escreve o “The Telegraph”. E sublinha o impacto de um eventual Governo maioritário de esquerda nos mercados: “Uma medida perigosa na jovem democracia” com memórias frescas da ditadura de Salazar.
Portugal desafiador destrói a complacência política da zona euro", titula a notícia de abertura desta quinta-feira do site do jornal britânico "The Telegraph", cujo destaque afirma que os "os comunistas e esquerdistas antieuro em Portugal vivem o seu "momento Muro de Berlim".(continuar a ler aqui

Ilusões ...



É barato construir castelos no ar e bem cara a sua destruição.

Mauriac

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

O Tempo Está A Finar-se ...

 E ...

« Se você [ele] deixar os desafios de hoje para o amanhã, eles ganharão uma proporção maior que  a sua [dele] vontade de enfrentá-los.»

terça-feira, 20 de outubro de 2015

Ridículo ? - Sim, - Mas É Verdade.

Em Lisboa, negoceiam com António Costa. Em Bruxelas, eurodeputados do PCP estão a recolher assinaturas - querem inscrever no Orçamento comunitário uma rubrica para financiar saída de Estados da zona euro.

É ridículo : [ mas é verdade ]
''quando o objectivo da União Europeia é a adesão de todos os Estados-membros ao euro, é inconcebível pedir que seja o Orçamento da União a suportar a saída do euro''.

Fonte: Expresso

A Confusão A Fraude Os Erros Cometidos ...

A confusão a fraude os erros cometidos
A transparência perdida — o grito
Que não conseguiu atravessar o opaco
O limiar e o linear perdidos

Deverá tudo passar a ser passado
Como projecto falhado e abandonado
Como papel que se atira ao cesto
Como abismo fracasso não esperança
Ou poderemos enfrentar e superar
Recomeçar a partir da página em branco
Como escrita de poema obstinado?


Sophia de Mello Breyner Andresen

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Viver ...

Por mais que façamos, nunca conheceremos o descanso, a suave quietude das coisas. Caminharemos sempre sobre areia movediça.    


Modiano 

domingo, 18 de outubro de 2015

Digo Não A Esta Jogada De Alto Risco Que Ameaça A Credibilidade Internacional Conquistada A Ferros

Não coloco em causa a habilidade política de António Costa, já a demonstrou em várias ocasiões e em âmbitos distintos. A astúcia ninguém lhe a tira, nem a capacidade inata de persuadir e de gerir sensibilidades. Demonstrou-o na relação com AML no seu primeiro mandato à frente da CML – um exemplo sério e primoroso de “Alta Política”. Ou ainda pela forma como ludibriou os socialistas afastando Seguro da liderança do PS, com o argumento do incontornável garante de uma estrondosa vitória - um magnífico exemplo (também ele primoroso), mas desta feita, da “baixa política”.

Os resultados já os sabemos e em política todas as leituras são possíveis e legítimas. O que não pode ser possível nem legítimo – e para mim não é – é jogar com o futuro de um País. Com que justificação?

Das duas uma, ou António Costa está a jogar nos bastidores, vendendo-se difícil, ameaçando com a grande coligação de esquerda (a maioria negativa que não seria possível), ganhando margem negocial e, claro, o protagonismo necessário à sua sobrevivência política; ou está a dar o dito pelo não dito e está mesmo convicto de que a melhor solução para governar é mesmo a tal maioria negativa, indiferente à esquerda radical em que se suporta e que olha apenas para a oportunidade de, tão e somente, canibalizar o PS. Não concordo com a primeira e aterroriza-me a segunda.

Porque não me revejo no “gambling” político que mina a credibilidade e a confiança. Acredito na frontalidade e na seriedade de argumentos como reforço da democracia e da valorização da política. A jogada de alto risco que tenta à esquerda ameaça a credibilidade internacional conquistada a ferros e deixa antever uma pulverização do PS.

Filipe Baptista,Ji