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terça-feira, 22 de dezembro de 2015
A Factura Está Em Andamento
PCP vai votar contra Orçamento Retificativo. BE impôs várias condições para votar Orçamento, incluindo manter o Novo Banco público. Viabilização na mão da direita - bastando que se abstenha.(continuar a ler)
Chegou O Inverno E ...
Gosto do sol de inverno meio alaranjado das sombras...
Dos silêncios esquecidos,
Renasce num voo rasante e surge do nada,...
O vento soprou, leve, doce e suave arrepia-me a pele
O vento sereno tocou-me de leve
É como se o sol o trouxesse...
Div
segunda-feira, 21 de dezembro de 2015
Esta É A Frase ...
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| De: Paulo Baldaia |
Dê Valor Para As Pessoas Hoje, Já, Agora !
domingo, 20 de dezembro de 2015
Pacheco Pereira Começa A Emergir Do Nevoeiro?
"Estamos num daqueles períodos de surpresa. Em bom rigor desde 2008, início da crise económica, que praticamente tudo aquilo que se poderia considerar estabelecido está a ser posto em causa",As presidenciais de 24 de Janeiro serão eleições “atípicas”, PS e PSD apresentam-se sem "verdadeiros candidatos".
"Iludimo-nos se pensarmos que Marcelo Rebelo de Sousa é o candidato ideal que o PSD ou a coligação gostariam de ter", e
o PS "abandonou" a corrida presidencial "preso nas suas contradições internas".
Pacheco Pereira, disse - está dito - no Público
sábado, 19 de dezembro de 2015
Esta É A Frase ...
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| De: Domingos Andrade |
«Imagine que acabaram de lhe comprar um carro. Entretanto, arrepende-se do negócio e quer recuperá-lo. Senta-se à mesa para negociar e declara com todas as letras que o carro há de ser seu. Ponto final.»
Excerto da opinião de Domingues Andrade JN
É manifesto o interesse público do dossiê e percebe-se que o Governo faça uma gestão de informação calculista de forma a não mostrar o jogo todo ao "adversário". Mas o mesmo interesse público justifica que António Costa explique, para além das frases convictas sobre o que inscreveu no seu programa, qual a estratégia para levar a bom porto a devolução do capital maioritário da TAP ao Estado. E, claro, que missão quer para a empresa e o que vai fazer para chegar lá. Porque foram as políticas desastrosas de anos de desgoverno que a deixaram onde ela está.
sexta-feira, 18 de dezembro de 2015
Vem Aí Tempestade
A propósito da recuperação do controlo público do capital da TAP, António Costa afirmou secamente que a execução do programa de Governo não está sujeita à vontade de particulares que resolveram assumir resolveram assinar um acordo com o Estado português em situação precária, com o Governo em vésperas de eleições legislativas. Mais, acrescentou que a reversão será feita com acordo ou sem acordo com os privados.Opinião do José Gomes Ferreira:
A gravidade destas declarações não encontra paralelo na história recente de Portugal. Com duas simples frases é passado um atestado de inutilidade à palavra dada pelo Estado através de um Governo legitimamente eleito, o anterior.
A cumprir-se a determinação do actual Primeiro-Ministro, das três uma:
- ou a reversão do negócio se faz unilateralmente, o que só poderá ocorrer por expropriação ou nacionalização gerando avultados pedidos de indemnização;
- ou se faz por acordo decorrente da aceitação pelos privados de avultadas compensações;
- ou o Governo recorre aos tribunais e espera longamente por uma decisão que, se lhe for favorável, também gera devolução de financiamentos e reparação de danos.
Em qualquer dos cenários, os contribuintes perdem sempre por duas vias: têm de assumir pesadas indemnizações e ficam com uma empresa falida nas mãos, onde têm de pôr mais capital e liquidez para não fechar de imediato.
Perda maior, quem está de fora a olhar para um país que prometia ser cada vez mais atractivo para o investimento estrangeiro, começa a pensar em passar ao largo. E quem cá tem investimentos começa seriamente a pensar em fugir a sete pés.
Somemos esta perspectiva a uma oposição feroz da Comissão Europeia a qualquer tentativa de recapitalização pública da TAP sem um radical plano de reestruturação com despedimentos em massa e fecho de linhas aéreas e temos grossa tempestade vinda de Bruxelas a caminho de Lisboa.
As nuvens já começaram a adensar-se no horizonte com a publicação de um relatório discreto da Comissão Europeia onde se pode ler que Portugal não tem margem nenhuma no défice para aumentar despesa pública e desta forma incentivar a economia. (Continuar a ler aqui)
Pois É: Os Números Não Têm Ideologia
O maior aumento de pensões vai ser de 2,5 euros por mês (e só para pensões até 628,8 euros) e o abono de família sobe, no máximo, 5 euros. Então é esta a alternativa e o "virar de página"?É mesmo assim e não vale a pena iludir a forma como estas coisas são vistas: se um governo de esquerda aumenta as pensões mais baixas em um euro está a fazer uma política social, de combate às assimetrias e de irradicação da pobreza; se um governo de direita aumenta essas mesmas pensões em 2,5 euros, está a fazer uma política de pobreza, miserabilista, austeritária e neoliberal.
Mas os números não têm ideologia e se os olharmos com honestidade intelectual eles nunca nos atraiçoam: um aumento de um euro ou de 2,5 euros é sempre um aumento miserável de pensões miseráveis, seja qual for a cor de quem os decide.
Talvez a partir de agora seja possível a muito boa gente começar a entender o significado da expressão “não há dinheiro”. ( continuar a ler aqui)
Ode Para O Futuro
Falareis de nós como de um sonho.
Crepúsculo dourado. Frases calmas.
Gestos vagarosos. Música suave.
Pensamento arguto. Subtis sorrisos.
Paisagens deslizando na distância.
Éramos livres. Falávamos, sabíamos,
e amávamos serena e docemente.
Uma angústia delida, melancólica,
sobre ela sonhareis.
E as tempestades, as desordens, gritos,
violência, escárnio, confusão odienta,
primaveras morrendo ignoradas
nas encostas vizinhas, as prisões,
as mortes, o amor vendido,
as lágrimas e as lutas,
o desespero da vida que nos roubam
- apenas uma angústia melancólica,
sobre a qual sonhareis a idade de oiro.
E, em segredo, saudosos, enlevados,
falareis de nós - de nós! - como de um sonho.
Jorge de Sena,
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