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sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

A Minha Memória Não É Minha ...

O tempo faz com que deixe de haver diferenças entre a verdade e a mentira. Aquilo que aconteceu mistura-se com aquilo que eu quero que tenha acontecido e com aquilo que me contaram que aconteceu. A minha memória não é minha. A minha memória sou eu distorcido pelo tempo e misturado comigo próprio.

José Luís Peixoto

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Uma Coisa É O Brilhantismo De Marcelo Professor Outra Coisa É O Seu Percurso Enquanto Líder Político

De: João Diogo Stoffel
O brilhantismo do Professor Marcelo era tema recorrente de conversa na Faculdade Direito da Universidade de Lisboa.
O Professor escrevia na ardósia com as duas mãos em simultâneo; corrigia 400 testes numa noite; conhecia todos os alunos pelo nome; dormia menos de quatro horas por dia; falava com autoridade sobre os assuntos mais variados todos os domingos na televisão; e lia vários livros por semana. Sempre olhei para o Professor com admiração, pelas suas capacidades de outro mundo.

Deixando agora o brilhantismo do Professor de parte por alguns segundos, importa reflectir sobre o seu perfil e sobre o seu percurso (errático) enquanto líder político, em particular sobre a sua candidatura à Câmara de Lisboa e passagem pela liderança do PSD. Será esta a pessoa correcta para o cargo de Presidente da República? Julgo que não.

Portugal precisa de um Presidente próximo, igual a nós, que ouça e compreenda as pessoas. Um Presidente que enfrente os problemas e que não os comente apenas. Um Presidente que lidere e mobilize o país para as grandes causas e garanta o equilíbrio das instituições. Portugal precisa de um Presidente com pés na terra.(a)

João Diogo Stoffel, Económico

(a) - Difícil encontrar nos actuais candidatos este perfil. - É aqui que está o busílis.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Dia De Reis

Vieram do Oriente para adorar ao Rei.

Os três Reis Magos ofereceram como presente ouro, incenso e mirra. Um chamava-se Gaspar, que significa "o que vai com amor"; o outro Belchior, que significa "o que vai suavemente"; e o terceiro chamava-se Baltazar, que significa "o que obedece à vontade de Deus, humildemente".

Melchior, rei da Pérsia; Gaspar, rei da Índia; e Baltazar, rei da Arábia. Em hebreu, esses nomes significavam “rei da luz” (melichior), “o branco” (gathaspa) e “senhor dos tesouros” (bithisarea).

Paz na Terra aos homens de boa fé! Que nesta data os corações sejam preenchidos com amor e esperança!

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Cavaco Falhou Até Nas Duas Vezes Que Teve Razão

Cavaco Silva optou por ser consensual, esperançoso, banal e chato na sua última mensagem ao país. Não houve temas fracturantes nem cotoveladas, apenas manifestações de “profundo amor a Portugal”, a batida retórica da “identidade universalista” que “deu novos mundos ao mundo” (bocejo), o elogio chapa cinco aos “jovens cientistas”, e um louvor – esse, sim, mais original –, “aos portugueses que estão a fazer Portugal”, ao contrário dos portugueses que andaram a desfazer Portugal, entre os quais é difícil não incluir o próprio Cavaco. Aliás, a forma como no Ano Novo tentou incutir esperança à pátria com o entusiasmo de um cangalheiro é uma boa metáfora do seu legado.

Leia a opinião de João Miguel Tavares sobre  ' O homem que falhou demais'  no Público

Esta É A Frase ...

Vai penosa a romaria das presidenciais. O ambiente é de reeleição, como se Marcelo já fosse Presidente à procura de novo mandato.

Carlos Rodrigues,CM  


Viver É ...



«Viver é não esperar a tempestade passar... É aprender como dançar na chuva.»

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

" Refugiado"

“Refugiado” foi eleita a Palavra do Ano 2015, anunciou o grupo Porto Editora, que organiza a iniciativa desde 2009.

O Dom De deixar Ir ...

Quem não sabe viver, adia o instante e perde esse dom. Nesta vida, adiar é perder. Aqui e agora temos o dever de pedir e de agradecer, também o de abraçar e o de deixar ir... o de aprender a viver nesta tempestade de razões e emoções.

José Luís Nunes Martins

domingo, 3 de janeiro de 2016

Esta É A Frase ...

De: António Barreto
Na verdade, a função presidencial tem vindo a perder importância. Foi o que fizeram os dispositivos constitucionais que colocam o presidente numa espécie de reforma ou quadro de adidos. Mas também por causa das personalidades que sucessivamente ocuparam o cargo e o foram reduzindo. E finalmente por causa da complexidade do governo com a globalização, a Europa e a crise: presidir, sem poder executivo, é uma inutilidade.

António Barreto, DN  

Fala Também Tu

Fala também tu,
fala em último lugar,
diz a tua sentença.

Fala —
Mas não separes o Não do Sim.
Dá à tua sentença igualmente o sentido:
dá-lhe a sombra.

Dá-lhe sombra bastante,
dá-lhe tanta
quanta exista à tua volta repartida entre
a meia-noite e o meio-dia e a meia-noite.

Olha em redor:
como tudo revive à tua volta! —
Pela morte! Revive!
Fala verdade quem diz sombra.

Mas agora reduz o lugar onde te encontras:
Para onde agora, oh despido de sombra, para onde? 

Sobe. Tacteia no ar.
Tornas-te cada vez mais delgado, irreconhecível, subtil!
Mais subtil: um fio,
por onde a estrela quer descer:
para em baixo nadar, em baixo,
onde pode ver-se a cintilar: na ondulação
das palavras errantes.

Paul Celan