Depois dos diferendos com a Comissão Europeia sobre o que era ou não estrutural, agora parece que também há confusão sobre o que é ou não carga fiscal.
O ministro das Finanças disse que ela diminui este ano, mas afinal fica na mesma (até ver). Quando fez a afirmação, Mário Centeno “esqueceu-se” de acrescentar que, por carga fiscal, estava a referir-se apenas ao peso conjunto dos impostos directos e indirectos sobre o PIB, deixando de fora as contribuições sociais. Não me recordo de ver o PS retirar as contribuições sociais da equação quando, nos últimos anos, falava sobre o aumento da carga fiscal em Portugal.
Convinha manter o mesmo peso e a mesma medida. E, claro, como esquecer a errata de 46 páginas ao Orçamento (que tem 215)? Algumas gralhas aqui e ali é normal, mas reescrever tabelas inteiras depois da sua apresentação, é um pouco mais incomum. E não contabilizar despesa nacional em projectos co-financiados por Bruxelas é, no mínimo, andar muito distraído. Isso ou também tencionam mudar o conceito de “co-financiamento”. Mas aí convém avisar a Porto Editora.
As esplanadas do Parque Verde, em Coimbra, estão submersas, enguias e peixes nadam pelos claustros do Mosteiro de Santa Clara-a-Velhae várias casas e estabelecimentos inundaram na cidade, depois de uma noite em claro para habitantes e comerciantes locais.
A esquerda tem tendência a confundir o ideal com o real, mas António Costa vai mais longe ao construir uma espécie de realidade paralela onde o OE 2016 faz sentido. Mesmo após as 46 páginas de errata.
A chuva! Não mata mas molha.
O amor! Não se vê, sente-se.
A amizade! Não se compra, constrói-se.
E pessoas como você! Não se esquecem, guarda-se no fundo do coração.
Catarina Martins e o Bloco alimentam uma dupla ilusão: a de que é possível um país gastar acima do que produz, fazendo disso um modo de vida; e a de que se pode viver, sem grandes dramas nem riscos, à custa do dinheiro dos outros.
Aníbal Cavaco Silva, na cerimónia de condecoração dos ex-ministros Vítor Gaspar, Bagão Félix, Álvaro Santos Pereira, Luís Campos e Cunha, Paulo Macedo, Maria de Lurdes Rodrigues, Nuno Crato e Rui Pereira.
A aventura de Costa e dos seus sócios serviu para revelar uma verdade básica: a III República deixou de ter partidos. Tem uns bandos que andam à procura de um emprego ou de popularidade; e tem um museu de Arte Antiga que se chama Partido Comunista Português.