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sexta-feira, 13 de maio de 2016

quinta-feira, 12 de maio de 2016

Esta É A Frase ...

Portugal é, neste momento, uma larga avenida onde Governo e oposição já não fazem magia: limitam-se a truques que vão entretendo o povo enquanto esperam que o destino resolva os problemas do país. Portugal ...

Fernando Sobral, Negócios 

O Homem E O Mar ...


« Homem livre, tu sempre gostarás do mar.»

Charles Baudelaire 

quarta-feira, 11 de maio de 2016

Foi Resolvido Mistério Dos Buracos-Sacarolhas

Foi preciso olhar do espaço para as marcas da civilização Nazca, no Perú, para resolver um dos grandes mistérios arqueológicos dos nossos tempos: a origem dos chamados puquios.
Segundo a investigadora Rosa Lasaponara, do Instituto italiano de Metodologias para a Análise Ambiental, estes buracos em forma de saca-rolhas serviam para captar o vento e levar a água a fluir pelos canais subterrâneos.
Estas formações faziam parte de um “sistema hidráulico sofisticado construído para retirar água dos aquíferos subterrâneos”, explica a cientista à BBC.
Já se sabia que estes buracos, construídos há mais de 2 mil anos pela civilização Nazca, como uma espécie de chaminés com o formato de saca-rolhas afunilados, situadas acima de canais subterrâneos, eram usados como aquedutos.
Mas só agora, depois uma análise de imagens de satélite, foi possível perceber qual era a sua verdadeira função dos puquios.
Foram construídos para canalizar o vento até aos canais subterrâneos para ajudar a água a fluir , transportando-a assim, até onde era precisa, constatou a equipa de Rosa Lasaponara.
As imagens de satélite analisadas permitiram fazer o mapeamento detalhado dos puquios, cruzando a sua localização com outras infraestruturas da civilização Nazca, ajudando a resolver um dos grandes enigmas arqueológicos dos nossos tempos.

“Os puquios foram o projecto hidráulico mais ambicioso na área de Nazca e tornavam a água disponível para todo o ano, não apenas para a agricultura e irrigação, mas também para necessidades domésticas”, constata Rosa Lasaponara na BBC, onde realça que algumas destas estruturas, ainda funcionam hoje em dia.
“Explorando uma inesgotável fonte de água, ao longo do ano, o sistema puquio contribuiu para umaagricultura intensiva dos vales num dos lugares mais áridos do mundo”, diz também a investigadora, referindo que a região era afectada por secas que podiam durar durante muito tempo, anos por vezes.
Outra ideia que sai desta investigação é que “a construção destes puquios envolveu o uso de umatecnologia particularmente especializada“, diz Rosa Lasaponara.
A investigadora realça o facto de os nativos de Nazca terem um conhecimento avançado da geologiae das variações anuais das fontes de água da região.
Manter os canais a funcionar exigia também, uma habilidade técnica grande, porque estavam situados em falhas tectónicas e a investigadora realça que “é realmente impressionante” os “grandes esforços, organização e cooperação exigidos para a sua construção e manutenção regular”.
Rosa Lasaponara prevê que a manutenção dos puquios devia funcionar num “sistema social e colaborativo organizado”, semelhante ao que levou ao “desenho” das famosas linhas de Nazca, algumas das quais estarão também relacionadas com a água, nomeadamente indicando a corrente da água subterrânea e os seus reservatórios.
Em termos sociais, estas estruturas únicas eram também usadas como arma política, com os que detinham o poder a afirmarem-no “controlando a distribuição de água”.
A investigação ainda não foi publicada, o que está previsto acontecer ainda neste ano.( ZAP)

Assim Vai Este País ...

Os gestores nomeados pelo PS para a administração da Metro de Lisboa estão a defender em tribunal a suspensão dos complementos de reforma, uma medida que foi aprovada pelo Governo de Passos Coelho e anulada pelo actual executivo de António Costa, depois de muito criticada pelos socialistas. Num recurso apresentado em Abril, perante uma decisão judicial favorável aos aposentados, a transportadora pública vem exigir que estes cortes sejam validados, por salvaguardarem o interesse público e reporem a igualdade entre trabalhadores.(Público)

O desemprego voltou a aumentar no primeiro trimestre de 2016 e afecta 12,4% da população activa. De acordo com os dados divulgados nesta quarta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), havia 640.200 pessoas desempregadas, mais 6300 do que no trimestre anterior e menos 72.700 do que no mesmo período do ano passado.

Resistir? A Escolha É Sua


"Aquilo a que você resiste, persiste"


Carl Jung 

terça-feira, 10 de maio de 2016

Esta É A Frase ...

Benditos péssimos livros de José Rodrigues dos Santos. Os seus romances podem dar mau nome às letras portuguesas, mas pelo menos fizeram dele um homem rico, um homem que não precisa do emprego na RTP, ou seja, um homem livre. E é isso, e só isso, que os adeptos de Telejornais domesticados têm tanta dificuldade em engolir.

João Manuel Tavares, 'Tiro a José Rodrigues dos Santos' Público.

Otelo, 40 Anos Depois, Cumpriu A Missão ...

O diálogo entre Otelo Saraiva de Carvalho e Olof Palme não ficou completamente datado no ano em que supostamente aconteceu. 

"O que quer Portugal com esta Revolução?", perguntou o carismático líder da social-democracia europeia da década de 1970, a Otelo. Porque era enorme a curiosidade que estava instalada em toda a Europa sobre o curso do nosso país após o derrube da ditadura pelo golpe militar de 1974. 

Otelo estava, a convite oficial, em visita à Suécia. O capitão de Abril não tinha papas na língua, terá respondido qualquer coisa assim: "Queremos acabar com os ricos." Interessante, reagiu o então primeiro-ministro sueco, "nós andamos a tentar acabar com os pobres há 20 anos e não conseguimos".

Esta conversa continua actual por dois motivos, nenhum deles é bom. O primeiro é que, quatro décadas depois, os portugueses continuam mais empenhados em procurar a justa medida da repartição de sacrifícios, sem conseguir perceber por que motivos não consegue gerar mais riqueza. Aliás, foram os poucos ricos que a democracia, subsidiada com uns fundos europeus, foi gerando desde a adesão que simplesmente desapareceram.

Otelo, 40 anos depois, cumpriu a missão: os ricos tornaram-se entretanto em endividados, estão clandestinos ou foram constituídos arguidos. 

O maior paradoxo deste desastre nem é o colapso do BES ou a implosão da PT, ou o desaparecimento da bolsa, ou a brasileirização da Cimpor, ou o controlo chinês do setor elétrico. A coisa mais difícil de explicar, no país estruturalmente mais débil da zona euro, foi ver Portugal cair no terceiro resgate da sua democracia com capacidade instalada a mais: bancos a mais, imobiliário a mais, construção a mais.

Demasiada coisa a mais para uma economia de menos. Como os pobres de Olof e os ricos de Otelo.

Excertos do artigo de Sérgio Figueiredo, 'Pobres que somos', hoje, no DN 

Sem A Cultura E A Liberdade Relativa Que Ela Pressupõe ...


Sem a cultura, e a liberdade relativa que ela pressupõe,  a sociedade, por mais perfeita que seja, não passa de uma selva.
É por isso que toda a criação autêntica é um dom para o futuro.

Albert Camus