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domingo, 2 de outubro de 2016

O Que Nestes Tempos De Fanatismo Marca A Diferença Entre Esquerda E Direita É O Autor

O que nestes tempos de fanatismo marca a diferença entre esquerda e direita é o autor. O que a direita faz é de direita. O que a esquerda faz, de esquerda é. A autoria marca o conteúdo, não o contrário. É o estilo dos déspotas. A mesma coisa, feita por alguém de esquerda ou de direita, é de esquerda ou de direita. Austeridade, poupança, frugalidade ou rigor: se os responsáveis forem de esquerda, é de esquerda. Se forem de direita, é de direita. Medidas da responsabilidade de partidos da direita são fogo para a esquerda, devem ser condenadas e consideradas roubo. Se postas em prática por gente de esquerda, são detestáveis para a direita e consideradas assalto.

Diminuição das garantias, redução das liberdades individuais, restrição de direitos, violação do segredo bancário e do sigilo de correspondência: estes gestos têm duas interpretações. Feitos pela esquerda, de esquerda são, festejados pelas esquerdas e repudiados pelas direitas. Feitos pelas direitas, de direita são, aplaudidos pelas direitas e vilipendiados pelas esquerdas. Gastos com a defesa, despesa com a segurança e equipamentos para as polícias: conforme o governo, assim estes orçamentos serão de esquerda ou de direita, apoiados pela tribo apoiante, condenados pela tribo oposta.(continuar a ler aqui

Se leram e meditaram sobre o assunto, só podem constatar a realidade que o título encerra.

sábado, 1 de outubro de 2016

Data ...


{à maneira de Eustache Deschamps) 

Tempo de solidão e de incerteza
Tempo de medo e tempo de traição
Tempo de injustiça e de vileza
Tempo de negação

Tempo de covardia e tempo de ira
Tempo de mascarada e de mentira
Tempo que mata quem o denuncia
Tempo de escravidão

Tempo dos coniventes sem cadastro
Tempo de silêncio e de mordaça
Tempo onde o sangue não tem rastro
Tempo de ameaça

Sophia de Mello Breyner Andresen  

Expectativa: Revisão Do Rating De Portugal Pela Agência DBRS - A Única Que Mantém O País Acima De Lixo.

Aguarda-se com expectativa a revisão do rating de Portugal pela agência canadiana DBRS, a única que mantém o país acima do lixo. O dia D está marcado para dia 21, mas ontem o economista-chefe da agência levantou um pouco o véu, dando razão aos que antecipam a manutenção do rating mas a revisão em baixa das perspectivas, de estável para negativa.

Com efeito, a DBRS vê dois pontos negativos e um positivo para Portugal. De um lado, a popularidade do Governo socialista. Do outro, a subida do custo de financiamento e o avanço débil da economia. «Temos dois pontos negativos para um positivo», sintetiza Fergus McCormick, economista-chefe da DBRS numa entrevista à Bloomberg. O lado bom: a estabilidade política. Os lados maus. O primeiro é que as «yields das obrigações têm subido, pelo que o custo de financiamento tem aumentado». O segundo:  o crescimento no primeiro semestre foi «metade do esperado». A economia nacional avançou apenas 0,3% no segundo trimestre.

Para já, Portugal perde dois a um no mês de todos os riscos para a dívida portuguesa.

Fonte: Ji

Esta É A Frase ...

Um governo que está a levar o país até à beira do abismo sobe nas sondagens por falta de comparência da oposição, em especial do PSD. 

Pedro Braz Teixeira, 'O PSD hibernou?',Ji  

Quando As Circunstâncias Mudam ...

"Quando novas informações surgem e as circunstâncias mudam já não é possível resolver os problemas com as soluções de ontem."

 Roger von Oech  

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

O Veto De Marcelo

Ao diploma que permitia o acesso às contas bancárias acima de 50 mil euros

O Presidente devolve diploma ao Governo apontando uma "patente inoportunidade política", devido ao momento que banca vive. Considera que a lei vai "mais longe" que as directivas comunitárias.

Está aí o terceiro veto de Marcelo em meio ano: o Presidente da República devolveu esta sexta-feira ao Governo o diploma que permitia o acesso às contas bancárias acima de 50 mil euros, considerando que esta alteração na lei é de uma “patente inoportunidade política”, devido ao sensível processo de consolidação da banca portuguesa e à necessidade de não abalar a confiança de depositantes e investidores.

O Presidente acusa ainda o governo de ir além do que exigem as directivas comunitárias, Para Marcelo “não era imposto por nenhum compromisso externo” o alargamento do levantamento do sigilo bancário a “portugueses ou outros residentes, incluindo sem qualquer actividade fiscal ou bancária fora de Portugal“.

O chefe de Estado lembra também que o sigilo actualmente já não é intocável, pois “existem já numerosas situações em que a Autoridade Tributária e Aduaneira pode aceder a informação coberta pelo sigilo bancário, sem dependência de autorização judicial, nomeadamente quando existam indícios de prática de crime em matéria tributária, de falta de veracidade do declarado, de acréscimos de património não justificado.”

Fonte: OBSR  

Os Anti-inflamatórios E O Risco Cardíaco

Os anti-inflamatórios como o iboprofeno e o diclofenaco estão ligados a um maior risco de problemas cardíacos, segundo um estudo publicado na quinta-feira na revista "British Medical Journal".

Segundo o estudo, as pessoas que consomem aquela classe de medicamentos tem 19% de probabilidades de ter uma falha cardíaca nos 14 dias seguintes a ingestão do medicamento.
As conclusões da equipa da Universidade Milano-Bicoca (Itália) baseiam-se em dados relativos a 10 milhões de pessoas do Reino Unido, Holanda, Itália e Alemanha, que iniciaram um tratamento com aqueles anti-inflamatórios entre 2000 e 2010.
Estudos anteriores já tinham estabelecido um vínculo entre aquele tipo de medicação e ritmos cardíacos anormais, assim como o aumento do risco de as pessoas sofrerem de ataques cardíacos e derrames cerebrais se consumidos de forma regular.

"Sabemos desde há anos que aquele tipo de medicamentos deve ser utilizado com precaução pelos pacientes com risco de sofrerem de problemas cardíacos, particularmente adultos", afirmou, em comunicado, Peter Weissberg, diretor da organização britânica, que realizou a investigação médica "British Heart Foundation".

Fonte: JN    

Luz Da Vela ...



Vela acesa numa mão que anseia por paz, tranquilidade e serenidade.

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Assim Acontece ...

Numa sociedade assimétrica como é a portuguesa, (...)  o PS português tem um resultado assegurado: quanto menor for o número de ricos, mais pobres serão os pobres. Numa sociedade em envelhecimento irreversível, afundada na dívida que contraiu para esconder a sua incapacidade de crescimento económico e com o poder político dependente dos votos daqueles que viciou na dependência da despesa pública, corrigir a desigualdade atacando o património dos ricos acabará com os ricos, mas deixará os pobres ainda pior do que estão.

António Costa não poderia governar com a plataforma parlamentar que organizou, seria barriga de aluguer para os programas dos outros. Agora aceita ser garimpeiro para adiar a evidência do seu fracasso. 

Joaquim Aguiar, J Negócios  

Perder?! Pois... Mais Vale Ser Triturado Nos Bastidores Do Que No Processo Transparente

A entrada em cena de Kristalina Georgieva na corrida ao cargo de secretário-geral das Nações Unidas era esperada. É a candidata do Partido Popular Europeu, de Angela Merkel, de Jean- -Claude Juncker, de Ban Ki-moon, etc. Reúne duas coisas consideradas essenciais nesta eleição: é mulher e é natural de um país de Leste. Juncker não teve vergonha de tomar partido – mandou um assessor anunciar o apoio a Georgieva – e de agora lhe permitir gozar uma “licença sem vencimento” para ir fazer uma campanha contra todas as regras estabelecidas nas Nações Unidas. Ao contrário dos outros candidatos, que foram submetidos a várias provas, a comissária europeia Georgieva salta por cima e bloqueia a tentativa de transparência no processo de escolha do secretário- -geral que, desta vez, a ONU tinha imposto a si mesma.(...)

 mais interessante de todo este processo obnóxio é o comportamento da Alemanha que, não sendo membro do Conselho de Segurança das Nações Unidas por causa de uns acontecimentos, de que não se pode falar, que ocorreram entre 1939 e 1945 do século passado, vem agora querer fazer valer na arena internacional o estatuto de potência dominante que a Europa lhe voltou a entregar de bandeja. (...)

Na realidade, se perder, Guterres tem à sua frente o cargo mais simpático do país: presidente da Fundação Gulbenkian. Mais vale ser triturado nos bastidores do que no processo transparente. Aí, Guterres ganhou em toda a linha.

Fonte:Ana Sá Lopes, Ji