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terça-feira, 29 de novembro de 2016
Há Momentos, e ...
"Há momentos, e você chega a esses momentos, em que de repente o tempo pára e acontece a eternidade."
Fiódor Dostoiévski
segunda-feira, 28 de novembro de 2016
Surpresa ! ...
Não. Bofetada de luva branca.
António Domingues vai entregar hoje no Tribunal Constitucional as suas declarações de rendimentos e património, apurou o Expresso. Ele e outros administradores demissionários. É uma forma de deixar claro que não é essa a razão da demissão da Caixa Geral de Depósitos.
Vários administradores da Caixa Geral de Depósitos vão entregar hoje as suas declarações de rendimentos e de património no Tribunal Constitucional, apurou o Expresso. Incluindo administradores que apresentaram a sua demissão, o que foi conhecido este domingo à noite. O motivo é deixar claro que a razão da demissão não é nem desrespeitar a lei, nem esconder rendimentos e patrimónios.
O apoio do Bloco de Esquerda ao projecto do PSD, aprovado no Parlamento, e a incapacidade do PS para demover o seu parceiro de coligação foi a gota de água na relação de desconfiança que há muito se tinha instalado entre a administração da CGD e o governo. A forma como o PS e o governo geriram este dossiê acabou por ser determinante, levando a uma renúncia que acabou por surpreender o executivo.
O apoio do Bloco de Esquerda ao projecto do PSD, aprovado no Parlamento, e a incapacidade do PS para demover o seu parceiro de coligação foi a gota de água na relação de desconfiança que há muito se tinha instalado entre a administração da CGD e o governo. A forma como o PS e o governo geriram este dossiê acabou por ser determinante, levando a uma renúncia que acabou por surpreender o executivo.
Oxalá O Governo Tenha Mais Sabedoria
A demissão de António Domingues era um episódio esperado na triste novela da CGD. Agora urge encerrar o folhetim e escolher rapidamente e bem um gestor competente que lidere o banco público no exigente plano de recapitalização e faça bom uso do dinheiro dos contribuintes.Com os bancos privados sob tutela estrangeira é importante ter uma CGD portuguesa e pública. Mas para cumprir o seu papel tem de ser bem gerida e útil para a economia e não o banco de cobrança de favores políticos, como foi demasiadas vezes num passado recente, até 2011.
A escolha de Domingues, um gestor competente da equipa de Ulrich no BPI, acabou por revelar-se num erro de casting por causa da novela da entrega de declaração. Mas o Governo e, particularmente o ministro das Finanças e o secretário de Estado, Mourinho Félix, cometeu demasiados lapsos.
Há vários gestores em Portugal com provas dadas em momentos difíceis. Paulo Macedo, ex-ministro da Saúde e homem que mudou a administração tributária, é um deles. Oxalá o Governo tenha mais sabedoria do que teve até agora.
Armando Esteves Ferreira, CM
domingo, 27 de novembro de 2016
François Fillon Vai Ser O Candidato ...
... Da direita e do centro nas presidenciais de 2017 em França. Derrotou por clara margem o outro candidato, Alain Juppé, na segunda volta que decorreu hoje.François Fillon obteve mais de 65% na segunda volta das primárias à direita, vencendo Alain Juppé, que se ficou pelos 30%.
Em caso de derrota, Alain Juppé comprometera-se a apoiar Fillon, tendo-se este pronunciado no mesmo sentido
Esta É A Frase
O importante não é só manter o crescimento "em alta" (desculpem o jargão): é manter a ilusão de que assim o país é viável. É manter os avençados, perdão, os politólogos a decretar o sucesso da frente de esquerda. É manter os media entusiasmados com o tipo de "boas notícias" que serviam de paródia no tempo de Pedro Passos Coelho. É manter a convicção de que a "teimosia" de Pedro Passos Coelho é o único obstáculo a que o PSD adira à União Nacional dos Afectos. É manter a fezada de que a "Europa" durará sempre. É manter a ilusão de que sem esmolas alheias iremos a algum sítio que não o abismo. É manter o povo a cantar e a rir no caminho. É acreditar como nunca na fraude de sempre.Alberto Gonçalves, DN
A Sabedoria Precisa De Tempo. Mas O Tempo Destrói A Sabedoria
Mas não é esta a única maneira de olhar para o tempo e os seus efeitos. Outra ideia é a que faz da passagem do tempo a fonte da amnésia, que tudo faz esquecer e tudo torna relativo, sem importância. Pode haver sageza nesta concepção. Mas oportunista. Pode tratar-se de uma boa solução para evitar ansiedade e que nos ajuda a ver que há muitos problemas que não existem, que são só aparência e que se esfumam com uma breve e judiciosa espera. É um velho princípio: o que esquecemos não existe.(...)O adiamento é tantas vezes mortal! O que não se faz em seu tempo nunca se fará. Ou far-se-á nas piores condições. Ou faz-se mal... Os últimos anos foram férteis em situações de adiamento desaconselhado, mas inevitável. Os ajustamentos financeiros, por exemplo. Cinco anos antes, tudo teria sido mais fácil, mais eficaz e menos doloroso. Já hoje podíamos estar longe da austeridade dos últimos anos e da aspereza dos próximos. O tempo foi a arma dos covardes. ( continuar a ler)
A Vida É Uma Teia De Caminhos ...
"A vida das pessoas é uma grande teia de caminhos emaranhados que se cruzam a todo e qualquer momento, mais de uma vez até, ou não, mas sempre estarão interligados..."
R
sábado, 26 de novembro de 2016
O Ar Que Medina Respira Vem-lhe Soprado Pela falta De Oposição Que Tem Na CML
Desrespeito
O ar que Medina respira vem-lhe soprado pela falta de oposição que tem na Câmara Municipal de Lisboa e pelo desrespeito que mostra para com os habitantes da cidade. Com o PSD desaparecido em parte incerta praticamente desde o início do mandato, se não fosse João Gonçalves Pereira, do PP, as tropelias de Salgado & Medina passariam quase incólumes entre os vereadores. Ambos vocacionaram a cidade para ser um albergue, em vez de ser vivida pelos seus. As medidas de fundo que tomam são da esfera da maquilhagem e da cirurgia plástica aplicada ao alcatrão. Sistematicamente ignoram o bem estar e os interesses de quem vive no centro da cidade e mostram-se mais preocupados em beneficiar os que vêm de fora, seja por um fim-de-semana ou todos os dias. Se a oposição, para se mostrar, está à espera que as flores dos canteiros plantados à pressa desabrochem na Primavera e iludam os incautos, a coisa não vai correr bem. A Lisboa de Medina é artificial, asséptica, sem vida nem calor, um lindo jardim para ser passeio de visitantes ocasionais e um inferno para quem cá vive. Quererá Medina que a cidade fique ainda mais desertificada e perca ainda mais habitantes? O destino de uma cidade como Lisboa não pode ser traçado por quem não se preocupa em a deixar viver e gosta mais de compor cenários do que em resolver problemas.
Manuel Falcão, A esquina do Rio, J Negócios
O ar que Medina respira vem-lhe soprado pela falta de oposição que tem na Câmara Municipal de Lisboa e pelo desrespeito que mostra para com os habitantes da cidade. Com o PSD desaparecido em parte incerta praticamente desde o início do mandato, se não fosse João Gonçalves Pereira, do PP, as tropelias de Salgado & Medina passariam quase incólumes entre os vereadores. Ambos vocacionaram a cidade para ser um albergue, em vez de ser vivida pelos seus. As medidas de fundo que tomam são da esfera da maquilhagem e da cirurgia plástica aplicada ao alcatrão. Sistematicamente ignoram o bem estar e os interesses de quem vive no centro da cidade e mostram-se mais preocupados em beneficiar os que vêm de fora, seja por um fim-de-semana ou todos os dias. Se a oposição, para se mostrar, está à espera que as flores dos canteiros plantados à pressa desabrochem na Primavera e iludam os incautos, a coisa não vai correr bem. A Lisboa de Medina é artificial, asséptica, sem vida nem calor, um lindo jardim para ser passeio de visitantes ocasionais e um inferno para quem cá vive. Quererá Medina que a cidade fique ainda mais desertificada e perca ainda mais habitantes? O destino de uma cidade como Lisboa não pode ser traçado por quem não se preocupa em a deixar viver e gosta mais de compor cenários do que em resolver problemas.
Manuel Falcão, A esquina do Rio, J Negócios
Ninguém Avança Na Vida Em Linha Recta
Ninguém avança pela vida em linha recta. Muitas vezes, não paramos nas estações indicadas no horário. Por vezes, saímos dos trilhos. Por vezes, perdemo-nos, ou levantamos voo e desaparecemos como pó. As viagens mais incríveis fazem-se às vezes sem se sair do mesmo lugar. No espaço de alguns minutos, certos indivíduos vivem aquilo que um mortal comum levaria toda a sua vida a viver. Alguns gastam um sem número de vidas no decurso da sua estadia cá em baixo. Alguns crescem como cogumelos, enquanto outros ficam inelutávelmente para trás, atolados no caminho. Aquilo que, momento a momento, se passa na vida de um homem é para sempre insondável. É absolutamente impossível que alguém conte a história toda, por muito limitado que seja o fragmento da nossa vida que decidamos tratar.
Henry Miller
Henry Miller
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