"Poesia é quando uma emoção encontra seu pensamento e o pensamento encontra palavras."
Robert Frost
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sábado, 7 de janeiro de 2017
sexta-feira, 6 de janeiro de 2017
A Previsão De João Miguel Tavares Para 2017
É Que: Vão Falhar Todas As PrevisõesA minha grande previsão para 2017 é que ninguém vai acertar nas suas previsões para 2017. A imprevisibilidade é a única certeza ao nosso alcance, pelo que o desafio mais interessante não é tanto adivinhar o que se irá passar de melhor ou de pior, mas antes tentar averiguar se o país está preparado para o caso de as coisas correrem mal, e de o famoso diabo resolver aparecer numa manhã de enxofre, com alguns meses de atraso. A esta hipótese já consigo dar uma resposta firme, até porque não é preciso ser grande pitonisa para vislumbrar tal futuro: o país não está preparado. Portugal passou 2016 a fazer trabalho de cigarra quando devia tê-lo passado a fazer trabalho de formiga, e por isso, tal como na fábula, não está em condições de enfrentar qualquer espécie de Inverno.(continuar a ler)
Demasiada Loucura É O Mais Divino Juízo
quinta-feira, 5 de janeiro de 2017
Aí Está ...
Os juros da dívida portuguesa superaram os 4% no prazo a 10 anos, um máximo desde Fevereiro e que supera a "barreira" que a agência DBRS disse ao Observador que era o limite do seu conforto.Porque é que o nível dos 4% é importante? - Leia aqui.
"Rajada Rápida De Rádio" Registada Mais Que Uma Vez Na Última Década "Vem De Uma Galáxia Anã, Mas O Que É Que A Produz ?
A origem de um tipo misterioso de ondas rádio registado no espaço profundo e apenas descoberto em 2007 foi rastreada pela primeira vez, mas continua por apurar o que está a provocar estas "rajadas" cósmicas detectadas pelos astrónomos.De acordo com uma equipa de astrofísicos de vários países, as chamadas rajadas rápidas de rádio (FRB, na sigla inglesa) registadas no ano passado por um telescópio instalado no Novo México terão emanado de uma galáxia anã a mais de três mil milhões de anos-luz de distância da Terra, à semelhança de outras pulsações rádio rápidas detectadas várias vezes por equipas de astrónomos desde 2007.
Uma equipa de cientistas da Universidade de Cornell liderada por Shami Chatterjee passou 83 horas ao longo de seis meses a estudar os sinais do Espaço profundo e detectou nove pulsações distintas, entre elas esta de intensa força energética. "Sabemos agora que esta rajada em particular vem de uma galáxia anã a mais de três mil milhões de anos de distância da Terra", anunciou esta quarta-feira Chatterjee em comunicado.
As FRB são emitidas apenas por microinstantes, sendo capazes de produzir por milisegundo a mesma quantidade de energia que o sol produz em dez mil anos. A descoberta pela equipa de investigadores de Cornell e de outras universidades vem eliminar uma série de teorias sobre a FRB repetidamente registada desde 2007, embora não explique para já o que é que produz estas estranhas emanações de rádio.
As causas destas rajadas de ondas longas e altamente energéticas registadas no extremo do espectro eletromagnético continuam a ser alvo de intenso debate: nos últimos dez anos houve quem defendesse que a FRB 121102 resultava de material expelido por um buraco negro, quem defendesse que tanta energia só podia vir de uma estrela gigante e outros ainda a alimentarem a especulação sobre sociedades alienígenas que querem entrar em contacto com a Terra.
Shriharsg Tendulkar, astrónomo da Universidade de Montréal que esteve envolvido na investigação do sinal, diz que "todas essas explicações foram afastadas, pelo menos para esta rajada em particular". Heino Falcke, da Universidade Radboud Nijmegen na Holanda, que não participou no estudo, diz que "apesar de não dar uma resposta clara" à origem do sinal, "a descoberta é um verdadeiro marco" para o estudo do Espaço profundo.
Fonte: Expresso
quarta-feira, 4 de janeiro de 2017
terça-feira, 3 de janeiro de 2017
Começamos Agora Aquele Que Promete Ser Um Dos Anos Mais Marcantes Dos Tempos Recentes
Começamos agora aquele que promete ser um dos anos mais marcantes dos tempos recentes. 2017 vai ser um ano de profundas mudanças e acredito que será o ano fundador de uma Nova Ordem Mundial.A grande ameaça da Europa não são os actos terroristas a que temos assistido. Esta mesma Europa teve no seu seio a ameaça terrorista permanente dos sanguinários do IRA, da ETA, das Brigadas Vermelhas, do Baader-Meinhof ou das FP-25. Quer queiramos, quer não, foram fenómenos muito mais traumatizantes e complexos pela sua componente de ameaça interna. Sobrevivemos e resolvemos, porque éramos uma Europa de fortes lideranças políticas, de Mulheres e Homens de Estado.
A grande ameaça da Europa hoje é, em primeiro lugar, a sua absoluta capitulação cultural, moral e identitária; a imposição da agenda jacobina fracturante é infinitamente mais destrutiva do que qualquer louco radical ao volante de um camião. O ataque permanente aos valores cristãos fundacionais da Europa é o maior inimigo da nossa afirmação no mundo. Enquanto o acerto orçamental se sobrepuser como divisa máxima a qualquer política de segurança e defesa, estaremos no caminho da risibilidade. Com líderes fracos e titubiantes, não iremos a lado nenhum; ficaremos no autocontentamento decrépito da observação nostálgica dos tempos idos de glória. (ler artigo completo)
Raul Almeida, J Económico
O Português Têm Uma Mentalidade Comum, Mas O Uso Que Fazem Dessa Mentalidade Diferencia-os Entre Si.
O portuguêstêm uma mentalidade comum, pois são todos portugueses mas o uso que fazem dessa mentalidade diferencia-os entre si. O português, no seu fundo psíquico, define-se, com razoável aproximação, por três característicos:
(1) o predomínio da imaginação sobre a inteligência;
(2) o predomínio da emoção sobre a paixão;
(3) a adaptabilidade instintiva.
Pelo primeiro característico distingue-se, por contraste, do ego antigo, com quem se parece muito na rapidez da adaptação e na consequente inconstância e mobilidade.
Pelo segundo característico distingue-se, por contraste, do espanhol médio, com quem se parece na intensidade e tipo do sentimento.
Pelo terceiro distingue-se do alemão médio; parece-se com ele na adaptabilidade, mas a do alemão é racional e firme, a do português instintiva e instável.
Fernando Pessoa
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