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quarta-feira, 12 de abril de 2017

Vai Em Frente


Tua caminhada ainda não terminou...
A realidade te acolhe
dizendo que pela frente
o horizonte da vida necessita
de tuas palavras
e do teu silêncio.

Se amanhã sentires saudades,
lembra-te da fantasia e
sonha com tua próxima vitória.
Vitória que todas as armas do mundo
jamais conseguirão obter,
porque é uma vitória que surge da paz
e não do ressentimento.

É certo que irás encontrar situações
tempestuosas novamente,
mas haverá de ver sempre
o lado bom da chuva que cai
e não a faceta do raio que destrói.(...)

Não faças do amanhã
o sinónimo de nunca,
nem o ontem te seja o mesmo
que nunca mais.
Teus passos ficaram.
Olhes para trás...
mas vá em frente.


Autor desconhecido (adaptação)

terça-feira, 11 de abril de 2017

Relatório Do Conselho Das Finanças Públicas (2016)


Relatório do conselho liderado por Teodora Cardoso sobre as contas públicas de 2016 revela: défice inferior ao esperado; dívida pública superior e investimento público mais baixo desde 1995.
Investimento caiu 1.170 milhões face a 2015  
Despesa aumenta por causa das reversões do Governo.
Receita abrandou.
Dívida Pública sobe.

O Relatório do Conselho das Finanças Públicas (CFP) hoje divulgado apresenta os desenvolvimentos orçamentais do sector das administrações públicas (AP) ao longo do ano de 2016 e uma análise comparativa dessa evolução face às metas fixadas pelo Ministério das Finanças (MF) para o défice e para a dívida pública. (continuar a ler)

Pois, é, Srª Drª. Teodora Cardoso, quem é arauto  de verdades inconvenientes para certas politiquices, mais cedo do que tarde acaba por 'levar'. - A ver vamos!

Esta É A Frase

«É praticamente unânime a convicção de que a integração europeia só muito dificilmente sobreviveria a um tiro certeiro no seu centro político. Com a última milha para percorrer, tudo parece ser ainda possível, incluindo o cenário fatal de uma vitória de Marine Le Pen, a candidata que promete tirar a França da Europa e do euro e que ontem voltou a tocar no tema proibido do destino dos judeus em França, durante a guerra. Muito mais do que o “Brexit”, seria um tsunami que deixaria pouca coisa de pé. Entretanto, os últimos dias baralharam ainda mais o jogo. A subida de Jean-Luc Mélenchon  apenas vem confirmar que os eleitores ainda não tomaram a sua decisão final. Mélenchon, um veterano da esquerda radical, promete a revisão dos tratados europeus e, no mínimo, pôr o Banco de França a imprimir euros. No máximo, a França deveria sair da moeda único, tal como da NATO. Nem é preciso dizer que uma solução à Syriza seria praticamente impensável.»

Teresa Sousa, Público 

Que Tempo É O Nosso ?

Há quem diga que é um tempo a que falta amor. Convenhamos que é, pelo menos, um tempo em que tudo o que era nobre foi degradado, convertido em mercadoria. A obsessão do lucro foi transformando o homem num objecto com preço marcado. Estrangeiro a si próprio, surdo ao apelo do sangue, asfixiando a alma por todos os meios ao seu alcance, o que vem à tona é o mais abominável dos simulacros.

Toda a arte moderna nos dá conta dessa catástrofe: o desencontro do homem com o homem. A sua grandeza reside nessa denúncia; a sua dignidade, em não pactuar com a mentira; a sua coragem, em arrancar máscaras e máscaras.

E poderia ser de outro modo? Num tempo em que todo o pensamento dogmático é mais do que suspeito, em que todas as morais se esbarrondam por alheias à «sabedoria» do corpo, em que o privilégio de uns poucos é utilizado implacavelmente para transformar o indivíduo em «cadáver adiado que procria», como poderia a arte deixar de reflectir uma tal situação, se cada palavra, cada ritmo, cada cor, onde espírito e sangue ardem no mesmo fogo, estão arraigados no próprio cerne da vida?

Desamparado até à medula, afogado nas águas difíceis da sua contradição, morrendo à míngua de autenticidade - eis o homem!

Eugénio de Andrade 

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Notícias Soltas

Mais Um Incidente Na Central De Almaraz - Devia Levar Espanha A Planear O Seu Imediato Encerramento

A central nuclear de Almaraz, em Espanha, sofreu hoje, segundo o Movimento Ibérico Antinuclear (MIA) e a Associação Ecologistas em Ação, uma paragem não programada que interrompeu a alimentação elétrica do reator.
Segundo os ambientalistas em comunicado não é a primeira vez que esta "barra de alimentação elétrica dá problemas" e que no passado sábado se deu outro incidente com o sistema elétrico.
Para o eurodeputado Carlos Zorrinho o reporte de incidentes operacionais na Central Nuclear de Almaraz é cada vez mais frequente e apesar de "aparentemente" não representarem "risco sistémico" no caso da energia nuclear deve imperar "o princípio da precaução e da tolerância zero."
Para Zorrinho estes incidentes deveriam conduzir as autoridades espanholas a desistir imediatamente da construção do Armazém de Resíduos e a planear em articulação com Portugal e a União Europeia, o encerramento da Central, que fica a cerca de 100 quilómetros da fronteira portuguesa.

Carlos Zorrinho, TA

População Das Cidades Portuguesas

159 Cidades

42% da população vive nas cidades.

Setúbal ocupa hoje a 8ª posição em termos de população.(noutros tempos estava na 3ª posição)

População com nível de ensino superior por cidades :

Coimbra
Lisboa
Vila Real
Faro
Santarém

Aqui pode consultar as cidades portuguesas em números.


Quem Tem Um Amigo ...

« Quem tem um amigo, mesmo que um só, não importa onde se encontre, jamais sofrerá de solidão; poderá morrer de saudades, mas não estará só.»

AK

domingo, 9 de abril de 2017

Notícias Soltas



Isto Não É Justiça: Arquivamento Dos Processos Contra Dias Loureiro E Oliveira Martins

O despacho de arquivamento dos processos contra Manuel Dias Loureiro e Oliveira e Costa, exarado pelo Ministério Público, é um exemplo de vício moral e insídia, incompatível com o mais simples sentimento de justiça. As acusações incluíam corrupção, fraude fiscal e branqueamento de capitais e estariam relacionadas com o processo BPN, cuja duração ultrapassa os sete anos. O que já foi tornado público desse despacho revela que o Ministério Público não tem provas, não consegue fundamentar as suas acusações e não tem evidência para levar os arguidos a julgamento. Em vez de simplesmente arquivar, os autores do despacho tecem considerações sobre os comportamentos dos arguidos, revelam as suas suspeitas, declaram as suas intuições e referem a experiência comum das pessoas para reafirmar a sua convicção de que os arguidos são culpados. Só que... não têm provas nem conseguem demonstrar a culpa! Isto não é justiça!

Com a crise, perdemos riqueza e oportunidades. Perdemos rendimento e igualdade. Mas parece estarmos sobretudo a perder a Justiça.

Excertos do artigo 'Polícias e ladrões' da autoria de António Barreto, no DN