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sábado, 29 de julho de 2017

Notícias Soltas (act.)

Imaginem A Vida Sem Escola



Do que eu gostava mesmo é que eles não tivessem escola. Imaginem a vida sem escola. Uma maravilha, não era? (ora leia)

Viveriam, apenas, porque chega, porque têm direito. A vida sem escola seria uma libertação  para pais e 
filhos. professores e sindicatos.Haveria paz social, férias sem férias, saber empírico, alegria.


Nós, pais, seríamos assim, um povo contente, e eles, filhos, um governo socialista. Um governo 
seguro, orgulhoso na defesa do seu silêncio, astuto na garantia da sua liberdade, com um estilo 
altivo e senhorial na proteção do seu poder, do seu direito em fazer o que quer e quando quer, a 
dizer o que quer e quando quer. O seu direito a que não o chateiem. A ser ele próprio, na 
inadmissão de juízos de valor ou outros, opiniões e avaliações que interferem na sua liberdade 
de continuar a ser irresponsável e prepotente.

Partido (político)

Podes, e deves, ter ideias políticas, mas, por favor, as «tuas» ideias políticas, não as ideias do teu partido; o «teu» comportamento, não o comportamento dos teus líderes; os interesses de «toda» a Humanidade, não os interesses de uma «parte» dela. E lembra-te de que «parte» é a etimologia de «partido».

Agostinho da Silva 

quinta-feira, 27 de julho de 2017

Notícias Soltas




A Partir De 2019 Os Cidadãos Europeus Podem Vir A Ser Impedidos De Viver Ou Trabalhar No Reino Unido

Esta É A Frase

Face a uma catástrofe, tudo aquilo de que Costa é capaz é de recorrer a toda a espécie de malabarismos que lhe granjearam a dúbia fama de político excepcionalmente habilidoso. Só que, confrontado com uma realidade não moldável aos exercícios circenses a que nos habituou e que tanta admiração provocam nos aficionados da política, a tal habilidade revelou-se aquilo que na sua essência radicalmente é: um puro jogo destinado a preservar o poder sem qualquer princípio que respeite verdadeiramente ao bem público. Quer dizer: uma coisa oca produzida pelo vazio.

Paulo Tunhas, OBSR  

A Pouco E Pouco Vamo-nos Tornando Sotãos Onde O Passado Amarelece

(...) Meu Deus, a pouco e pouco vamo-nos 
tornando sotãos onde o passado amarelece, 
a pouco e pouco os sotãos invadem a casa 
que somos, principiamos a mover-nos entre 
sombras truncadas de gente, emoções, memórias. 
Lentamente tiram-nos tudo, 
o presente afunila-se, o futuro uma parede. 
E nós, apesar de adultos, tão crianças,
assustados, perdidos, juntando pedaços 
dispersos para nos reconstruirmos de 
novo, continuarmos. Na direcção de quê? 
Para onde? Quem nos espera ainda? (...)


António Lobo Antunes in Livro de Crónicas