SIGNIFICADO:
Entre os Romanos, o azevinho era trocado como presente e considerado símbolo da paz e felicidade. Nos nossos dias, tornou-se a principal planta do Natal.
O azevinho liga-se à história cristã como planta que permitiu esconder Jesus, dos soldados de Herodes. Em compensação, diz a lenda, foi-lhe dado o privilégio de conservar as suas folhas sempre verdes, mesmo durante o Inverno.
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segunda-feira, 18 de dezembro de 2017
Notícias Soltas
*Vieira da Silva: “A Raríssimas não foi alvo de nenhum favorecimento. E não considero que tenha *havido qualquer negligência da minha parte”
*"Um golpe de estado". Espanha em risco de falhar Mundial2018
*Vieira da Silva: Segurança Social abriu processo à Raríssimas em julho
*Descarrilamento de comboio no estado de Washington faz pelo menos três mortos
*Todos os tentáculos do império IURD
*Funchal garante ferry entre Madeira e continente a partir do Verão de 2018
*Estado retém verbas previstas para baixar fatura da eletricidade
Um Mercado Artificial ? - Nunca Mais.
O que faria se tivesse hoje uma casa disponível num bairro valorizado? Conheço muito quem se queixe do estado do mercado imobiliário, quem diga que é hoje impossível encontrar casa para arrendar ou comprar a bom preço, quem grite "vem aí a bolha!". O mercado imobiliário está a mexer e isso deixa muita gente nervosa. Entende-se.
Muitas das casas que havia por aí, de donos descapitalizados e impossibilitados de as renovar, presos a rendas ridículas, que nem para pagar as despesas do prédio chegavam, ou agarrados a inquilinos protegidos por uma lei que durante décadas paralisou o mercado, estão finalmente a ganhar valor. Muitos prédios podres receberam a renovação de que já há muito precisavam e os senhorios, esses bandidos, em vez de as disponibilizarem por quaisquer 300 euros optaram por finalmente ganhar dinheiro com um bem que durante anos e anos apenas lhes deu prejuízo e chatice.
Apesar de haver ainda dificuldades e obstáculos - muitos deles decorrentes de meio século de leis obtusas que protegiam o arrendatário e tornavam impossível a vida do senhorio -, no último par de anos finalmente o mercado imobiliário começou a recuperar de anos de paralisação. É esta a verdade.
Em cidades como Lisboa e Porto os preços estão mais altos do que nunca, sim. É consequência natural da sua entrada no mapa mundial. E acredite que estão ainda a anos-luz de outras grandes cidades europeias, mesmo aqui ao lado.
Quanto mais leis protecionistas - apenas de alguns, claro; os donos das casas continuam a ser os maus da fita que, imagine-se, não querem alojar nos seus espaços quem não tem dinheiro para os pagar pelo que valem - forem criadas, mais haverá quem escolha não arrendar, quem opte por vender.
(excertos do artigo de Joana Petiz, hoje no DN)
Se É Lei, Que Rege O Escuro Pensamento
Se é lei, que rege o escuro pensamento,
Ser vã toda a pesquisa da verdade,
Ser vã toda a pesquisa da verdade,
Em vez da luz achar a escuridade,
Ser uma queda nova cada invento;
É lei também, embora cru tormento,
Buscar, sempre buscar a claridade,
E só ter como certa realidade
O que nos mostra claro o entendimento.
O que há de a alma escolher, em tanto engano?
Se uma hora crê de fé, logo duvida;
Se procura, só acha... o desatino!
Só Deus pode acudir em tanto dano:
Esperemos a luz duma outra vida,
Seja a terra degrêdo, o céu destino.
Antero de Quental
domingo, 17 de dezembro de 2017
Notícias Soltas (act.)
*Santana apresenta comissão de honra: ex-ministros, deputados e atores
O Caso Despertou Velhos Fantasmas
Estas São As Frases: O caso despertou velhos fantasmas. O dos polícias e inquisidores que entendem que se devem vigiar as organizações de solidariedade e criar uns milhares de vigilantes para cuidar de uns milhares de organizações. O da rústica simplicidade com que se afirma que é necessário nacionalizar as instituições privadas e estatizar as funções sociais. A estúpida candura dos que garantem que o Estado não corrompe, não desperdiça, não se deslumbra e não mente.
Milhões! Palavra mágica! Número mágico! Desencadeia imediatamente todos os maus sentimentos do mundo. Inveja. Desconfiança. Ambição. Milhões! Quem os tem guarda-os, não distribui e quer mais. Quem os não tem quer ter. Quem não tem desconfia. E quem desconfia tem inveja.
António Barreto, DN
sábado, 16 de dezembro de 2017
Pelo Andar Da Carruagem Da Oposição O Governo Pode Estar Tranquilo ...
Tempos houve em que o PSD estava entregue à bicharada. Esses tempos acabaram: com Rio e Santana, os portugueses confrontam-se com dois exemplares de coragem (Rio) e equilíbrio (Santana) que a telenovela dos debates só confirma. Rio começou por fugir a eles, mostrando ao País a sua lendária fama de combatente e democrata. Depois, quando finalmente percebeu que há coisas piores do que debater com Santana, foi o próprio Santana a mostrar recusa: um canal de cabo não é palco apropriado para semelhante vulto do pensamento e da acção.
Enquanto isto decorre, parece que há um escândalo raríssimo a gangrenar na praça pública – e com novas mentiras todos os dias. Mas o dr. António Costa tem ‘total confiança’ no ministro Vieira da Silva; e este, para não fugir ao tom, confessa-se ‘completamente tranquilo’.
Não duvido. Com a oposição a fazer estas figuras, quem não estaria tranquilo?
João Pereira Coutinho, CM
Chove. Chove. Há Silêncio ...
Não faz ruído senão com sossego.
Chove. O céu dorme. Quando a alma é viúva
Do que não sabe, o sentimento é cego.
Chove. Meu ser (quem sou) renego…
Tão calma é a chuva que se solta no ar
(Nem parece de nuvens) que parece
Que não é chuva, mas um sussurrar
Que de si mesmo, ao sussurrar, se esquece.
Chove. Chove. Há silêncio, porque a mesma chuva
Nada apetece…
Não paira vento, não há céu que eu sinta.
Chove longínqua e indistintamente,
Como uma coisa certa que nos minta,
Como um grande desejo que nos mente.
Chove. Nada em mim sente…
Fernando Pessoa
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