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domingo, 4 de fevereiro de 2018

Basta Que A Sombra Desça E O Silêncio Se Faça ...

Basta que a sombra desça e o silêncio se faça,
para que tudo assuma as proporções, a graça,
o espírito, a cadência, a estranha realidade
das cousas de arte, mais reais do que a verdade.

Penafort 

sábado, 3 de fevereiro de 2018

Notícias Soltas




O Segredo De Justiça Passou A Ser Uma Verdadeira Brincadeira

A justiça usa a televisão para fazer do seu exercício um verdadeiro espetáculo mediático.E não se culpem as televisões por estarem nos locais, algumas vezes antes mesmo de as coisas acontecerem. As redações não têm, que eu saiba, bruxos que adivinham os acontecimentos.As fontes, sempre interessadas, como sabemos, só podem ser as instituições judiciais que estão na origem dos processos.O segredo de justiça passou a ser uma verdadeira brincadeira, para levar tão a sério como a “Casa dos Segredos” da TVI.E é mesmo verdade que há duas formas de justiça. Os pobres são julgados nos tribunais, e os ricos na televisão.
António Luís Marinho, Ji 

A Felicidade E A Alegria


A felicidade tem sempre um objecto, é-se feliz por alguma coisa, é um sentimento cuja existência depende do exterior. A alegria, pelo contrário, não tem objecto. Possui-nos sem qualquer razão aparente, no seu ser assemelha-se ao sol, arde graças à combustão do seu próprio coração.
Susanna Tamaro

Ranking Das Escolas 2017

Ranking das escolas 2017

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Notícias Soltas

*Rui Rangel beneficiava de rendas pagas pelos corruptores


Poderá O Nosso Regime Funcionar Sem Cumplicidades, Sem Favores, Sem Arranjos, Sem Ganhos Ilegais? Ou A "Corrupção" É A Única Maneira De O Regime Existir?

A pouco e pouco, nada escapa: governantes, presidentes de câmara, altos funcionários, professores (suspeitos de violar o segredo dos exames), banqueiros, gestores de grandes empresas, dirigentes dos maiores clubes de futebol, presidentes de associações de solidariedade, juízes, magistrados… Há alguma classe ainda fora da lista dos arguidos?
Perante a subida da maré, com a água pelos joelhos, a oligarquia deita a mão a tudo o que promete flutuar. Há os que se escondem atrás das costas largas do “populismo”, queixando-se muito da suposta aliança entre o activismo da justiça e o sensacionalismo da imprensa. Mas que querem? Se houve quebra da lei, a justiça não deve actuar? Se a justiça actua, a imprensa deve conservar-se silenciosa?
Percebemos porque o regime anda tão nervoso. Para além das prevaricações que possam ter ocorrido e ser provadas em tribunal, o que começa a ficar à mostra é a rede opaca de contactos, de cumplicidades, de jeitos e de favores que une entre si a oligarquia do regime. Chamamos-lhe “corrupção”, e com essa palavra, pensamos em gente a enriquecer ilegalmente. Mas — e se esta for também, para além de quaisquer ganhos ilegais, a maneira de o regime funcionar? E se tivermos aqui, nos arranjos e nas amizades que ligam os seus figurantes uns aos outros, a relojoaria profunda do regime, sem a qual não pode existir? (continuar a ler)

Mas Eu, Em Cuja Alma Se Reflectem

Mas eu, em cuja alma se reflectem
As forças todas do universo,
Eu cuja reflexão emotiva e sacudida
Minuto a minuto, emoção a emoção,
Coisas antagónicas e absurdas se sucedem —
Eu o foco inútil de todas as realidades,
Eu o fantasma nascido de todas as sensações,
Eu o abstracto, eu o projectado no écran,
Eu a mulher legítima e triste do Conjunto,
Eu sofro ser eu através disto tudo como ter sede sem ser de água.

Álvaro  de Campos

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

Notícias Soltas

Esta É A Frase


Gastou-se milhões em escolas cheias de condições, mas os miúdos passam frio porque não há dinheiro que chegue para a conta da luz se o aquecimento for ligado. Apostou-se em computadores e quadros tecnológicos, mas a rede wireless não suporta sequer abrir uma página do motor de busca. Andamos a discutir a venda de bolos e fritos nos bares, mas há ratos a passear por cima da comida. Talvez esteja na hora de rever as prioridades na educação dos nossos filhos. E de deixar de aceitar o que é simplesmente inaceitável.

Joana Petiz, DN