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quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

Vento De Inverno

"Sopre, sopre, tu vento de inverno, tua arte não é tão indelicado como a ingratidão de homem." 

William Shakespeare

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

Notícias Soltas (act.)






Mini-crash Na Bolsa. Há Razão Para Ter Medo?

Na segunda-feira, a aversão ao risco instalou-se em Wall Street, onde a pressão vendedora provocou um mini-crash no índice industrial Dow Jones, que chegou a tombar mais de 6%. O índice do medo disparou mais de 100%, para o valor mais alto desde 2015. Quebras que se alastraram à Ásia nesta segunda-feira, com o índice japonês Nikkei a recuar 5%, na maior perda diária desde novembro de 2016, mas também à Europa, que arrancou a sessão a desvalorizar perto de 3%, a maior desvalorização desde o Brexit. Caminho que foi seguido também pela praça lisboeta, com perdas na mesma ordem. Entretanto, as bolsas europeias já aligeiraram essas perdas. O Stoxx 600 recuava quase 2%, enquanto em Lisboa, o PSI-20 desvalorizava um pouco acima de 1%.


Europa Em Queda

No Forex, os dólares, o iene e o franco suíço dispararam. O petróleo cai e o ouro, como ativo de refúgio que é sobe. As obrigações seguem sob pressão. (continuar a ler)

Entardecer

Perdemos a cor          
     dos últimos sonhos                                                                         
Qual imenso rio                                                                              
marchamos, incautos, para um longo vazio.
No incerto amanhã 
toda a vida
é vã.
Homem 
-Guardião da ultima esperança –
que fizeste de tua
imagem e semelhança?


Artur Eduardo Benevides      

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

Notícias Soltas

Combater Através De Proibições Legais Certas Opiniões Absurdas É Contraproducente

Percebe-se que os governantes polacos sintam que o seu país é injustiçado sempre que se fala em campos da morte polacos – eram campos alemães, nazis, ainda que contando por vezes com alguns colaboradores polacos.
Mas, então, cabe às autoridades da Polónia continuar a promover campanhas nacionais e internacionais explicando às novas gerações que se tratava de campos da morte alemães.
Colocar o Estado e o seu poder coercivo a defenderem uma qualquer ortodoxia histórica, científica, estética, ou outra, é contraproducente, além de limitar a liberdade de expressão. Em países não democráticos, como era a União Soviética, o poder político fazia a história. Por isso Estaline mandava apagar das fotografias a imagem de antigos colaboradores seus que entretanto havia mandado eliminar fisicamente.
A democracia tem outras regras. Ela implica concordar em discordar. São toleráveis ideias aberrantes, que devem ser combatidas pelo debate no espaço público. Incluindo ideias anticientíficas, como a negação das alterações climáticas e do aquecimento global. E já estivemos mais longe de alguns estados americanos proibirem o ensino da teoria da evolução de Darwin. (ler artigo completo)

Os Degraus ...

Não desças os degraus do sonho 
Para não despertar os monstros. 
Não subas aos sótãos - onde 
Os deuses, por trás das suas máscaras, 
Ocultam o próprio enigma. 
Não desças, não subas, fica. 
O mistério está é na tua vida! 
E é um sonho louco este nosso mundo...

Mario Quintana

domingo, 4 de fevereiro de 2018

Notícias Soltas

*Presidentes francês e turco vão discutir “roteiro diplomático” para a Síria

*Um terço dos tumores podiam ser evitados com vida saudável

"Percepção Do Paganismo Em Portugal" - Primeiro Inquérito Sobre Paganismo Moderno Realizado Em Portugal

De acordo com o inquérito “Percepção do Paganismo em Portugal” [Mariana Vital e Mário Pinto foram responsáveis pelo primeiro inquérito sobre Paganismo moderno em Portugal, um trabalho pioneiro no país], a maioria dos pagãos em Portugal são mulheres, entre os 20 e os 40 anos, com habilitações académicas acima da média e uma tendência demarcada para os cursos na área das Ciências Sociais (50%), sobretudo relacionados com História. O Culto da Deusa (todas as religiões pagãs reconhecem a existência de uma divindade feminina, com origem no culto ancestral da deusa-mãe), as Tradições Celtas e o Wicca — três dos muitos caminhos que existem dentro do Paganismo modernos —, que remonta aos anos 40 quando as formas sobreviventes de adoração pré-cristã foram descobertas pelo britânico Gerald Gardner, como explica o site da PFI Portugal, são as vertentes mais praticadas em Portugal. “A primeira leva do Wicca surgiu há umas décadas e depois deu origem a uma segunda que começou a prestar mais atenção às tradições do passado, há mitologia, os diferentes cultos, sejam celtas ou nórdicos. E agora, ao que me parece, é o que está a crescer a toda a força — as pessoas começam a ir mais para aí. O que vão buscar é sobretudo a mitologia, as lendas, os costumes populares”, explicou Mário Pinto.
Existe ainda uma percentagem significativa de inquiridos que admitiu conhecer e interessar-se pelos Cultos Nórdicos, que seguem a mitologia nórdica e os seus muitos deuses e deusas. Pode parecer estranho tendo em conta a realidade portuguesa, mas os dois investigadores acreditam que faz todo o sentido porque trata-se de um conjunto de tradições que “vai bater em sítios muito comuns, pelo menos na vertente tribal”, explicou Mariana Vital. Para Mário Pinto uma das “conclusões engraçadas” do estudo é a de que “muitas das [vertentes mais] referidas são também aquelas em que a prática pode ser o que nós quisermos”. “Há um enorme grupo que se sente à vontade com tradições que pode ser eles próprios a definir — como é que a quer praticar.” E depois surgem “o grupo definido de tradições estabelecidas”, como o Wicca ou o Druidismo. (saiba mais sobre o assunto aqui)

É Qualquer Coisa De Assustador

É o que se ouve nos cafés suburbanos, nas leitarias das avenidas novas, nas casas de chá de Cascais e da Foz, nos táxis e nos estádios de futebol: "São todos iguais!" Na fuga ao fisco, no tráfico de influências, no emprego para os amigos, nas autorizações legais e nos subsídios europeus: "São todos iguais!"

O quadro da caça é impressionante. Entre arguidos, condenados, em julgamento, em recurso, em preventiva, sob escuta telefónica, com sms sob vigilância, com e-mails controlados, indiciados e com termo de residência, entre todos, todos juntos, são mais do que muitos! De todo o género. 

Mesmo nestes tempos de gelo em que se pensa que o cinismo chegou tão longe que a honestidade é já a suprema maneira de aldrabar! Não é verdade, não somos todos iguais!

Mas fica qualquer coisa de assustador. Quantas mais bagatelas serão necessárias para escurecer o horizonte, desviar atenções, relativizar a grande criminalidade de colarinho branco, aceitar que são todos corruptos e que, por conseguinte, não há crime nem culpa? 


É grande a inquietação: como são todos iguais, como quase nada se pode provar, como são todos uns trafulhas, nada se julga, nada chega ao fim, ninguém é culpado, ninguém é responsável! E os verdadeiros criminosos escapam!

(Excertos do artigo de hoje de António Barreto, no DN)