Pesquisar neste blogue

sexta-feira, 16 de março de 2018

Notícias Soltas

Conquista


Livre não sou, que nem a própria vida 
Mo consente. 
Mas a minha aguerrida 
Teimosia 
É quebrar dia a dia 
Um grilhão da corrente. 
Livre não sou, mas quero a liberdade. 
Trago-a dentro de mim como um destino. 
E vão lá desdizer o sonho do menino 
Que se afogou e flutua 
Entre nenúfares de serenidade 
Depois de ter a lua! 


Miguel Torga

quinta-feira, 15 de março de 2018

Notícias Soltas

ADN De Astronauta Mudou Depois De Missão No Espaço

Os resultados preliminares de um estudo realizado pela NASA com dois astronautas gémeos revelaram que 7% dos genes de Scott Kelly não voltaram ao normal após o seu regresso à Terra, há dois anos. O estudo analisou Kelly antes, durante e depois de passar um ano a bordo da Estação Espacial Internacional, através de uma comparação exaustiva com o seu gémeo idêntico, Mark, que não esteve na missão espacial.

A transformação de 7% do ADN de Scott sugere mudanças a longo prazo nos seus genes. Os resultados mais recentes deste estudo exclusivo, publicado recentemente pela agência, foram retirados do Workshop de Investigação de 2018 para o Programa de Pesquisa Humana da NASA, em janeiro deste ano.

Os investigadores descobriram que as missões espaciais estão associadas ao stress provocado pela privação de oxigénio, aumento da inflamação e deslocamentos de nutrientes que afetam a expressão genética. Ao analisar os genes de cada gémeo, descobriram ainda que cada um deles possui mutações únicas do que aquilo que era esperado no seu genoma - na verdade, centenas.

Embora 93% da expressão genética de Scott tenha voltado ao normal quando regressou da missão no espaço, um subconjunto de várias centenas de "genes espaciais" permaneceu. Algumas dessas mutações, encontradas apenas após a missão, podem ter sido causadas pelo stress das viagens espaciais.
Uma das mudanças mais importantes nas células de Scott foi a hipoxia (uma quantidade de oxigenação tecidual deficiente), provavelmente devido à falta de oxigénio e aos altos níveis de dióxido de carbono. Registaram-se também mudanças nos cromossomas, no colagénio, na coagulação do sangue e na formação óssea de Scott.

A Primavera Chegará ...

A primavera chegará, mesmo que ninguém mais saiba seu nome, nem acredite no calendário, nem possua jardim para recebê-la.

Cecília Meireles

quarta-feira, 14 de março de 2018

Notícias Soltas

O Aquecimento Global E A Extinção De 25% A 50% Das Espécies

As alterações climáticas colocam em risco metade das espécies vegetais e animais de ecossistemas importantes como a Amazónia, o sudoeste da Austrália e as florestas de
miombo da África austral, segundo um estudo hoje divulgado.

O estudo, das universidades de East Anglia (Reino Unido) e James Cook (Austrália) e da organização não governamental internacional World Wide Fund for Nature (WWF), é publicado hoje na revista Climatic Change, a poucos dias da "Hora do Planeta" (a 24 de março, o maior evento ambiental do mundo).

A investigação conclui que se as emissões de dióxido de carbono não forem controladas, metade das espécies de animais e plantas de áreas naturais do mundo, como a Amazónia ou as ilhas Galápagos, podem extinguir-se até ao fim do século. E que mesmo que se consiga evitar a subida da temperatura global a perda de espécies pode chegar a 25%.

Os investigadores examinaram o impacto das alterações climáticas em quase 80.000 espécies de plantas e animais de áreas ricas em biodiversidade e vida selvagem. Cada área estudada foi escolhida pela sua singularidade e pela variedade de plantas e animais que contem.

E concluíram que as florestas de miombo, o maior bioma da África Austral e Central que abrange oito países (Angola e Moçambique incluídos), o sudoeste da Austrália e a Amazónia serão as áreas mais afetadas.

Com um aumento médio da temperatura global em 4,5 graus celsius as florestas de miombo na África do Sul perderiam até 90% dos anfíbios, 86% das aves e 80% dos mamíferos, a Amazónia perderia 69% das espécies de plantas e no sudoeste australiano 89% dos anfíbios seriam extintos.

O aumento das temperaturas médias e a precipitação mais errática podem reduzir as chuvas no Mediterrâneo, em Madagáscar e no Cerrado-Pantanal da Argentina, dizem também os investigadores, acrescentando que os elefantes africanos terão menos água disponível, que 96% das áreas de reprodução dos tigres de Sundarbans (região entre a Índia e o Bangladesh, na Baia de Bengala) podem ficar submersas, e que a população de tartarugas marinhas também diminuirá.(continuar a ler)

O Riso ...

"O riso é a aritmética elementar, o humorismo é a álgebra e a ironia é o cálculo infinitesimal." 

Dino Segre