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domingo, 25 de março de 2018

Boa Noite !

A noite é uma boa oportunidade para descansar, perdoar, esquecer, sonhar e preparar~se  para as lutas do dia seguinte. Tenha uma boa noite!

sábado, 24 de março de 2018

Notícias Soltas

*O que já se sabe sobre o ataque terrorista em França
*Renato Silva, o jovem português que estava “no lugar errado à hora errada”




Assim Acontece ...

É difícil,(...) fazer coincidir o europeísmo e o anti-europeísmo de cada «tribo» com a clivagem clássica entre Esquerda e Direita. Assim como há em todos os países «soberanistas» de Direita e de Esquerda, também há em toda a União «europeístas» de Direita e de Esquerda. E se há, por vezes, um cheiro a «guerra civil» entre umas e outras tribos, nomeadamente por parte dos «soberanistas», que cada vez se confundem mais com os chamados «populistas», será muito difícil garantir as alianças necessárias em torno de um único eixo pró ou contra a UE.

O realismo mostra não ser por acaso que os governos empenhados em manter a Europa unida continuam a lutar pela consolidação da «moeda única». O «euro» está pois no centro do processo. A resiliência do «euro» supõe regras que, após quase 20 anos, têm de ser cumpridas por todos os aderentes como no caso do seu único rival, o dólar norte-americano. As complexas questões da «moeda única» e os seus correlatos políticos e económicos têm pouco «charme» ideológico, mas é por aí que passa o eixo das opções que se oferecem às várias «tribos europeias»!(ler artigo completo)

Angústia ...


Sonhar o sonho impossível,

Sofrer a angústia implacável,
Pisar onde os bravos não ousam,
Reparar o mal irreparável,
Amar um amor casto à distância,
Enfrentar o inimigo invencível,
Tentar quando as forças se esvaem,
Alcançar a estrela inatingível:
Essa é a minha busca.

Dom Quixote

sexta-feira, 23 de março de 2018

Notícias Soltas

O Relatório

Soube-se esta semana que o Governo não autorizou o reforço de meios humanos e materiais que lhe foi solicitado em tempo oportuno, e por diversas ocasiões, em relação ao combate aos incêndios, nomeadamente os de Outubro de 2017. Na semana passada, num dos seus habituais comícios parlamentares, o líder da frente de esquerda, António Costa, atirou para o ar que "um dos principais problemas do país é a péssima qualidade da informação que só acorda para os problemas nas tragédias". Menos de uma semana depois o relatório mostra que afinal o problema está num Governo que nem nas tragédias acorda. Os peritos que elaboraram o relatório são claros: o Governo ordenou a desmobilização de meios, ignorou alertas que indicavam os perigos dessa desmobilização, não acedeu a pedidos de meios humanos e aéreos quando as chamas já lavravam. A razão de ser disto - assim como, por exemplo, dos sucessivos e graves problemas na saúde - é sempre a mesma: o dinheiro não chega para tudo e quando se trata de escolher entre pagar a presença do PCP e do Bloco no apoio parlamentar ou cuidar dos problemas do país, a escolha recai na manutenção da paz podre dentro da frente de esquerda, através da satisfação das reivindicações corporativas que passaram a ser o seu alimento. Nalgum momento o Presidente da República vai ter de dizer se prefere que existam mais vítimas de catástrofes ou de doenças, ou se quer continuar a permitir a chantagem dessas reivindicações em nome de uma falsa estabilidade. 

Fonte: Manuel Falcão,J Negócios

Viver Interessa Mais Que Ter Vivido ...

Viver interessa mais que ter vivido; e a vida só é vida real quando sentimos fora de nós alguma coisa de diferente.

Agostinho Silva

quinta-feira, 22 de março de 2018

Notícias Soltas

Vivemos Na Era Da Governação Por Ilusionismo

As medidas deste ano no IRS beneficiam mesmo os que têm rendimentos mais elevados, apesar de terem sido apresentadas como atingindo o objectivo exactamente oposto. Decisões destas, sem que se oiça uma palavra do PCP e do Bloco de Esquerda seriam impensáveis noutros tempos. E aqui temos mais um exemplo do ilusionismo que se tem praticado na governação.
Outros dossiers revelam exactamente as mesmas características, de ilusionismo, de expectativas criadas que não se concretizam e, em termos gerais, de infantilização da sociedade. Transformando-nos em incapazes de compreender que o Estado não tem, de facto, dinheiro para fazer aquilo que o Governo está a prometer. Que a ideia de que havia outra alternativa, por contraponto ao não há outra alternativa (retirado da expressão em inglês There Is No Alternative, TINA), é viável em tudo menos quando não há dinheiro.
É nesta ilusão de alternativa que a prometida integração dos precários se vai atrasando, assim como a aplicação as progressões nas carreiras. É por isso que a Saúde se vê congelada e com necessidade de ser chamada aos rigores financeiros das estratégias cativadoras de Centeno. É também por isso que se arrastaram os processos das vítimas de Pedrogão, que só o Presidente conseguiu acelerar para vermos agora em Março o pagamento das primeiras indemnizações às vítimas. Mas faltam ainda os feridos.
Excertos do artigo de Helena Garrido, OBSR

Dois Horizontes Fecham A Nossa Vida


Dois horizontes fecham nossa vida: 

    Um horizonte, — a saudade 
          Do que não há de voltar; 
          Outro horizonte, — a esperança 
          Dos tempos que hão de chegar; 
          No presente, — sempre escuro,— 
          Vive a alma ambiciosa 
          Na ilusão voluptuosa 
          Do passado e do futuro. 

          Os doces brincos da infância 
          Sob as asas maternais, 
          O vôo das andorinhas, 
          A onda viva e os rosais; 
          O gozo do amor, sonhado 
          Num olhar profundo e ardente, 
          Tal é na hora presente 
          O horizonte do passado. 

          Ou ambição de grandeza 
          Que no espírito calou, 
          Desejo de amor sincero 
          Que o coração não gozou; 
          Ou um viver calmo e puro 
          À alma convalescente, 
          Tal é na hora presente 
          O horizonte do futuro. 

          No breve correr dos dias 


          Sob o azul do céu, — tais são 
          Limites no mar da vida: 
          Saudade ou aspiração; 
          Ao nosso espírito ardente, 
          Na avidez do bem sonhado, 
          Nunca o presente é passado, 
          Nunca o futuro é presente. 

          Que cismas, homem? – Perdido 
          No mar das recordações, 
          Escuto um eco sentido 
          Das passadas ilusões. 
          Que buscas, homem? – Procuro, 
          Através da imensidade, 
          Ler a doce realidade 
          Das ilusões do futuro. 
          
          Dois horizontes fecham nossa vida. 

Machado de Assis