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sexta-feira, 3 de agosto de 2018

quinta-feira, 2 de agosto de 2018

Notícias Soltas



*Europa: 12% dos migrantes são trabalhadores independentes



O Bloco Que Conhecemos Já Era ...


... [Ou será que só agora estão a mostrar o que sempre foram?]
Durante anos, a ação do Bloco de Esquerda caracterizou-se por uma extrema acutilância na intervenção política e pela concretização de propostas para determinados nichos eleitorais, sempre sob os auspícios de uma pretensa autoridade moral das suas convicções. A cada situação, o Bloco verbalizava um implacável veredito, sem margem para explicações ou desculpas. A sua pretensa autoridade moral conferia-lhe supostas prerrogativas de realização de julgamentos sumários sobre a ação de protagonistas políticos, as iniciativas políticas ou os casos mediatizados. Sem esperar por mais informações ou por explicações, o Bloco tinha dedo rápido no gatilho. Disparava pronto.
O problema é que, no plano político e no plano individual, o Bloco de Esquerda deixou de ser mais rápido do que a sua própria sombra. O Bloco, como o conhecemos, já não mora aqui. (continuar a ler)

O Efeito Da Verdadeira Maturidade

A alternância de amor e ódio caracteriza, durante muito tempo, a condição íntima de uma pessoa que quer ser livre no seu juízo acerca da vida; ela não esquece e guarda rancor às coisas por tudo, pelo bom e pelo mau. Por fim, quando, à força de anotar as suas experiências, todo o quadro da sua alma estiver completamente escrito, já não desprezará nem odiará a existência, mas tão-pouco a amará, antes permanecerá por cima dela, ora com o olhar da alegria, ora com o da tristeza, e, tal como a Natureza, a sua disposição ora será estival, ora outunal. 

Friedrich W. Nietzsche 

quarta-feira, 1 de agosto de 2018

Notícias Soltas (act.)

*Sindicatos exigem recomposição de equipas de obstetrícia do Amadora-Sintra


Esta É A Frase


António Costa e Fernando Medina impediram carros com mais de 20 anos de entrar em Lisboa. Mas continuam a deixar entrar comboios com mais de 60 anos. Isto tem de acabar.»


Carlos Carreira

Questões que se impõem:
A falência da ferrovia nacional está na agenda. O país percebeu que os comboios estão em estado crítico. A pergunta que nos interpelou: é possível que Portugal se afirme no contexto europeu sem uma ligação ferroviária decente? 

Linhas com milhões de passageiros podem fechar de um dia para o outro. Já vimos este filme em Coimbra quando, em 2010, o governo PS fechou o ramal da Lousã. Como tantas outras, a linha desesperava por investimentos mas ainda era capaz de transportar um milhão de passageiros/ano. Temo que a Linha de Cascais tenha o mesmo fim. E que, de um dia para o outro, se perca o movimento pendular Lisboa-Cascais num dos principais eixos demográficos do país. É para aí que nos está a guiar a inércia do ministro Pedro Marques.

Como aqui tinha referido a semana passada, escrevi ao primeiro-ministro António Costa expondo a emergência na linha de Cascais. (…) A degradação da Linha, que tem décadas, agravou-se ao ponto de não haver plano para o presente, quanto mais para o futuro. (…) A inversão de discurso do ministro Pedro Marques anunciando investimentos (que nada resolvem mas são tão bem vindos quanto uma gota de água num deserto) e retificando a supressão de comboios que de permanente passou a temporária com final em setembro.(...)

Com este governo tem sido particularmente mais difícil. Não porque o PM não queira, mas porque o Ministro Pedro Marques não quer ouvir. Ou tem preconceito contra o transporte público ou sofre de um desprezo de classe pelos milhões que o utilizam todos os anos. Mas o fim da linha está a chegar para Pedro Marques. A linha não aguenta mais uma legislatura de procrastinação. Colapsa antes disso.
António Costa e Fernando Medina impediram carros com mais de 20 anos de entrar em Lisboa. Mas continuam a deixar entrar comboios com mais de 60 anos. Isto tem de acabar. Temos tido muito metro e pouco comboio. E os passageiros que se preparem: as obras de expansão do metro no Cais do Sodré vão cair-lhes em cima. É esta a triste sina dos passageiros da Linha de Cascais: penalizados por não ter investimentos para as suas obras e penalizados com os investimentos nas obras dos outros. Até quando?

Carlos Carreiras, Ji


Em Política ...

"Na política, a verdade deve esperar o momento em que todos precisem dela."   

Bjornstjerne Bjornson 

"Nada é tão admirável em política quanto uma memória curta."
 

John Kenneth Galbraith 

A política de hoje, é a ruína da sociedade do amanhã. A omissão das pessoas hoje...  É a morte da democracia na sua forma sã.

Pablo Danielli

terça-feira, 31 de julho de 2018

Notícias Soltas

*Exército recusa dar ao parlamento lista de material recuperado de Tancos por estar em segredo de justiça





Começou O Descarrilamento Da Geringonça : Também Catarina Martins E Etc ...

A coordenadora do BE detém uma posição minoritária numa empresa de alojamento local gerida pelo marido e pela sogra. Explora unidades no Sabugal. Partido diz que ajuda a combater a desertificação.
A coordenadora do BE fundou a Logradouro Lda. com o marido há quase dez anos e foi sócia-gerente da empresa até final de 2009, altura em que assumiu funções como deputada em regime de exclusividade.Atualmente, a empresa explora quatro empreendimentos turísticos e uma unidade de alojamento local no concelho do Sabugal, distrito da Guarda.
A visão de Catarina Martins é a de que esta atividade representa “turismo em espaço rural” e pode ajudar a fixar habitantes e a combater a desertificação em regiões do interior do país, ao contrário do alojamento local massificado e desequilibrado nas grandes cidades, que acentua o fenómeno da gentrificação, explicou ao ECO fonte oficial do partido.
Em 2008, Catarina Martins e o marido, Pedro Miguel Soares Carreira, fundaram esta sociedade com “atividades comerciais na área do turismo”, no âmbito da “exploração de empreendimentos de turismo no espaço rural”. Nessa altura, cada um detinha uma quota de 50%. Em 2009, a entrada de Catarina Martins no Parlamento, como deputada em regime de exclusividade, levou a alterações na gerência da empresa.
Pedro Carreira manteve-se como gerente e entraram dois novos sócios: Ana Maria Manso Soares e José Manuel Carreira, sogros de Catarina Martins e proprietários de “grande parte” do património explorado pela Logradouro Lda. Catarina Martins e o marido mantiveram uma “participação simbólica” no negócio. Atualmente, a coordenadora do BE tem 4% da empresa.
E que património está aqui em causa? Desde logo, a Logradouro Lda. explora uma unidade de alojamento local com capacidade para quatro pessoas, com dois quartos e duas camas. A unidade, inscrita no Registo Nacional de Estabelecimentos de Alojamento Local (RNAL), é chamada de Casa da Marzagona. No Airbnb, são cobrados 120 euros por cada noite.
O imóvel está registado como alojamento local “por ser a casa dos sogros de Catarina Martins na sua aldeia de origem e onde a família se reúne todos os anos”, explicou ao ECO fonte oficial do BE. “Nos períodos em que não é usada pelos seus proprietários, a casa é disponibilizada para turismo”, acrescentou a mesma fonte. (continuar a ler)

Faz-se Luz ...

Faz-se luz pelo processo 
de eliminação de sombras 
Ora as sombras existem 
as sombras têm exaustiva vida própria 
não dum e doutro lado da luz mas no próprio seio dela 
intensamente amantes    loucamente amadas 
e espalham pelo chão braços de luz cinzenta 
que se introduzem pelo bico nos olhos do homem 

Por outro lado a sombra dita a luz 
não ilumina    realmente    os objectos 
os objectos vivem às escuras 
numa perpétua aurora surrealista 
com a qual não podemos contactar 
senão como amantes 
de olhos fechados 
e lâmpadas nos dedos    e na boca 

Mário Cesariny