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domingo, 12 de agosto de 2018

sábado, 11 de agosto de 2018

Notícias Soltas

*Tabu de Marcelo: diz que não faz mais campanhas “se Deus quiser”; e recandidatura “está nas mãos de Deus”



O Combate Aos Incêndios Não Se Faz Sem Populações Nem Contra As Populações.Faz-se Com As Populações

A ordem é clara: não perder uma vida humana, custe o custar, arda o que arder. Não pode haver vítimas mortais!
E esta ordem foi dada pelo comando - claramente pelo poder político, com o primeiro-ministro à cabeça e com o natural assentimento do Presidente da República - e foi rigorosamente cumprida pela cadeia de comandados.
Com evidente excesso de zelo.
Porque o combate ao fogo, no caso de Monchique, ficou claramente prejudicado.
Os testemunhos de algarvios, de residentes e de turistas - mesmo descontando os naturais e emotivos exageros - são esclarecedores. Com o fogo a consumir a serra de Monchique e a ganhar contornos de descontrolo, os militares da GNR e os bombeiros preocuparam-se quase exclusivamente em evacuar as pessoas das zonas de risco ou de potencial risco para as suas vidas.
Confesso que não percebo nada de incêndios, nem de combate ao fogo.
Mas também confesso que ver militares da GNR e bombeiros em correria e berraria a arrombar portas e a entrar pelas janelas para obrigar o povo a abandonar as suas casas e o povo bem mais calmo a deitar mãos às mangueiras e aos baldes para defender as suas coisas faz-me muita confusão.
Porque, mesmo não percebendo nada de fogos, todos sabemos que os incêndios não se combatem sem as populações nem contra as populações. Combatem-se com as populações.
 É bom que a prioridade das prioridades seja salvar as vidas humanas - e não voltem a repetir-se as tragédias de 2017.
Mas também é bom que as populações saibam que podem confiar no Estado e nas autoridades e nas cadeias de comando, quer do poder político quer em particular da Proteção Civil, para defender o seu património e o do Estado. Se todos desatarem a fugir aos primeiros sinais de fumo...
A obrigação de qualquer cidadão em condições de contribuir para a defesa do seu património, do do vizinho e da respublica é dar o seu contributo na medida das suas possibilidades, não é fugir nem abandonar o vizinho ou deixar de dar apoio e ajuda às autoridades e aos bombeiros.
No ano passado, a maioria das mortes, infelizmente, resultou de pessoas em fuga desesperada, isoladas ou deixadas à sua sorte.
O plano de entregar o combate aos incêndios florestais e rurais a bombeiros profissionais, colocar os bombeiros voluntários a prestar auxílio às populações e os militares na coordenação das operações parecia conduzir no bom caminho.
 Mas o incêndio de Monchique e o descontrolo no comando e na coordenação de meios (o fogo chegou a estar dado como praticamente controlado por diversas vezes, acabando por reentrar em descontrolo repetidas vezes) provou que entre a estratégia anunciada e a sua operacionalização ainda vai longa distância.
Na verdade, continuam a existir ‘vacas sagradas’ que têm tanto de experiência nesta matéria dos incêndios como historial de insucessos e erros crassos no seu combate.
E o poder político, pactuando ou fechando os olhos, quando não mesmo rasgando-lhes elogios para procurar amenizar as suas próprias deficiências e incapacidades, só agrava a desconfiança.
Em Monchique, seja por coincidência seja por outro motivo qualquer, o incêndio descontrolado deixou de ser preocupante dois dias após o comando nacional ter tomado as rédeas do teatro das operações. Por que o fez apenas e só ao fim de cinco dias é que ficou por explicar. Por que deixou o comando entregue a quem já tinha confessadamente falhado em 2012 com consequências igualmente dramáticas, também não tem explicação.
 Marcelo Rebelo de Sousa, de mochila às costas e vagueando de praia fluvial em praia fluvial, não se cansou de elogiar o trabalho da Proteção Civil nos incêndios deste ano. Incluindo com Monchique a arder descontroladamente.
Ficou só agora a saber-se que a Comissão Independente que investigou e analisou os incêndios de Pedrógão Grande teceu críticas ao Presidente da República e a outros altos titulares de cargos políticos por terem ‘invadido’ o teatro das operações e prejudicado as operações de comando.
Era evidente. Como evidentes são muitos outros erros que se repetem. 
Como quando a um Presidente tranquilo se junta um primeiro-ministro que, sempre otimista e pragmático (mas desta vez precipitado), esperou por um momento em que julgava já ter tudo sob controlo para proferir mais uma série de declarações infelizes - como parece ser seu apanágio quando sob a pressão dos incêndios.
O Presidente da República não precisa de meter-se no meio da serra a arder, mas também não precisa de aparecer de mochila, calções e polo a condizer, desdramatizando o que, mesmo sem vítimas mortais, não deixa de ser dramático. E mais dramático se torna quando as autoridades, zelosas cumpridoras das ordens superiores, entram em desvario e descontrolo.
Tudo isto é triste e, pior, parece ser nosso fado.
Mário Ramires, SOL

E Se Este Mundo ...

"E se este mundo for o inferno de outro planeta? "  

Aldous Huxley

sexta-feira, 10 de agosto de 2018

Notícias Soltas (act.)

*Trump duplica taxas alfandegárias e lira turca afunda 16%

Células Imunológicas Apontadas Como Responsáveis Por Doenças Neurodegenerativas São, Na Verdade, Máquinas De Limpeza E Proteção Do Sistema Nervoso

Células microgliais (verde) acumulam-se e proliferam
(vermelho) ao redor de uma placa de amiloide beta
(azul) 
[Imagem: Universidade de Southampton]
Células imunológicas frequentemente apontadas como responsáveis pela doença de Alzheimer e outras doenças neurodegenerativas são, na verdade, máquinas de limpeza de precisão que protegem o sistema nervoso central.
A descoberta adiciona novas nuances e mais complexidade ao nosso entendimento das células imunes conhecidas como microglia - a microglia já foi apontada como alvo para combater sintomas do Alzheimer.
"O que estamos descobrindo agora é que, em momentos muito precisos, sejam eles na doença ou em lesões, a microglia faz um bocado de coisas. É importante conhecer o papel e a função dessas células especialmente em relação à busca por terapias humanas," disse o professor Geoffrey Norris, da Universidade da Virginia (EUA).
Os novos dados revelam que uma lesão do sistema nervoso central ativa a microglia e as células respondem com precisão notável. "Parece que as microglias são muito receptivas ao trabalho," disse Norris. "Assim, ao invés de serem boas ou ruins, o que estamos basicamente vendo é que elas estão fazendo o que precisam fazer."

Papel da microglia - para o bem e para o mal

O investigador comparou as células a uma equipe de construção derrubando um prédio danificado: "Se você tem um prédio em ruínas depois de um incêndio, geralmente leva o prédio embora, certo? Coloca em caminhões e leva-o embora. Isso é o que a microglia está fazendo com esses destroços."
Mas a pesquisa não descarta a possibilidade de que a microglia possa ser muito agressiva nesse trabalho de remoção de detritos, ou talvez algo possa dar errado durante a remoção e contribuir para a doença.
Para continuar a analogia da casa, talvez a equipe de demolição esteja derrubando uma casa levemente danificada, em vez de simplesmente consertá-la. "Se a atividade da microglia é prejudicial ou não é algo que está apenas começando a ser compreendido," disse Norris.
Dependendo da progressão de uma doença, como Alzheimer ou Parkinson, "pode ser que a microglia já tenha feito muito trabalho e você precisaria de outra abordagem," acrescentou Norris.

Fonte:DS

De Uma Só Vez Recolhe

 De uma só vez recolhe
Quantas flores puderes.
Não dura mais que até à morte o dia.
  Colhe de que recordes.
   A vida é pouco e cerca-a
       A sombra e o sem remédio.
     Não temos regras que compreendamos,
Súbditos sem governo.

Goza este dia como
 Se a Vida fosse nele.
             Homens nem deuses fadam, nem destinam
      Senão o que ignoramos.

   Ricardo Reis (24-10-1923)

quinta-feira, 9 de agosto de 2018

Notícias Soltas

*Tempestade em Berlim cancela cerimónias de medalhas nos Europeus de Atletismo





Estas São As Frases

Costa aparece primeiro como expert de gabinete, a exibir-se no controlo via Twitter. E depois a mostrar-se especialista insensível a 200 km de distância. Mas ainda não explicou o negócio SIRESP.
(Filomena Martins, OBSR)

Temos um primeiro-ministro com tendência para a encenação e a graçola. O ridículo e o obsceno convivem bem e ele, honra lhe seja dada, sabe harmonizá-los como ninguém. A plasticina mental é invencível.(Paulo Tunhas, OBSR)

NotaFoi às 13.32 do dia 3 de agosto, sexta-feira, que o incêndio na serra de Monchique começou. Hoje, no sétimo dia de chamas, o fogo já não é só de Monchique. Os concelhos de Portimão e Silves foram atingidos, com este último a viver uma madrugada de ansiedade devido à proximidade das chamas, situação que obrigou ao final da tarde de ontem a evacuação dos habitantes de Enxerim e de CumeadaHoje é mais um dia de combate.

O Hábito E O Monge ...

O hábito não faz o monge, e há quem, vestindo-o, seja tudo menos um frade.  (François Rabelais)