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sexta-feira, 24 de agosto de 2018

Notícias Soltas


Esta É A Frase

Quem não protege a liberdade arrisca-se a ficar sem ela. Quem ouve, do alto do púlpito, a extrema-esquerda (ou outro qualquer) a ditar quem pode ou não discursar onde quer que seja (sem reação nem indignação), muito provavelmente não merece a liberdade que tem. Num momento em que a invocação dos heróis do 25 de Novembro, que a AR já não comemora, dá lugar a saneamentos no Regimento de Comandos, temos de estar alerta!

Pedro Ferros, Ji   

Desafio ...

Depois de termos conseguido subir a uma grande montanha, só descobrimos que existem ainda mais grandes montanhas para subir.
Nelson Mandela  

quarta-feira, 22 de agosto de 2018

Notícias Soltas

*Taxa de juro do crédito à habitação em máximos dos últimos 12 meses

Gato Escondido Com Rabo De Fora ?

Saber usar desfibrilhador pode ser obrigatório para novas cartas de condução.

Os novos condutores vão passar a ter formação obrigatória no uso do desfibrilhador automático externo (DAE) enquanto tiram a carta, independentemente da categoria. O objetivo do Ministério da Saúde é ter cada vez mais pessoas capazes de socorrer vítimas em paragem cardio-respiratória (PCR), aumentando a possibilidade de sobrevivência.

A notícia avançada pelo Jornal de Notícias (link do artigo não disponível), dá conta de que o número de desfibrilhadores em locais públicos irá aumentar nos próximos anos, depois de o grupo de trabalho ter detetado “importantes lacunas” nos registos dos casos em Portugal. Atualmente existem 2073 DAE licenciados pelo INEM e instalados em 1617 espaços públicos, 122 ambulâncias (não INEM), 108 viaturas e 20 mil operacionais formados. Desse número, apenas 544 pertencem aos quadros do INEM e dos seus parceiros.

O documento refere ainda a necessidade de disponibilizar o equipamento em locais onde passem, em média, mais de mil pessoas por dia. Na prática, centros comerciais, hotéis, monumentos, áreas de diversão, embarcações turísticas, aviões comerciais, comboios, escolas e unidades de saúde deverão integrar a lista de espaços legalmente obrigados a ter programas de DAE.

O exagero poderá ser pernúncia de 'gato (ou gatos) escondido (s) com rabo de fora'
E, claro, nós  -' gatos escaldados de água fria temos medo')

Não Tenho Pressa


Não tenho pressa. Pressa de quê? 
Não têm pressa o sol e a lua: estão certos. 
Ter pressa é crer que a gente passa adiante das pernas, 
Ou que, dando um pulo, salta por cima da sombra. 
Não; não sei ter pressa. 
Se estendo o braço, chego exactamente aonde o meu braço chega - 
Nem um centímetro mais longe. 
Toco só onde toco, não aonde penso. 
Só me posso sentar aonde estou. 
E isto faz rir como todas as verdades absolutamente verdadeiras, 
Mas o que faz rir a valer é que nós pensamos sempre noutra coisa, 
E vivemos vadios da nossa realidade. 
E estamos sempre fora dela porque estamos aqui

Alberto Caeiro

segunda-feira, 20 de agosto de 2018

Férias

Gozar férias tem de significar romper com essa artificial sensação de urgência, quebrar rotinas ou, simplesmente, descansar. Apesar de mal-afamadas, entre os que apenas conhecem a sofreguidão destravada do trabalho que explora os mais pobres, as férias são conquista de homens livres. Descansar é um verbo divino. E o maior elogio das férias e do descanso é invocar o seu divino inventor. É do livro do Génesis (Gn 2, 2-3) que "Deus repousou ao sétimo dia de todo o trabalho realizado. Abençoou-o e santificou-o, visto ter sido nesse dia que descansou de toda a obra da criação". Importa, pois, descansarmos. Para os crentes, como Deus manda. Para esses e para os outros, investigadores de uma universidade finlandesa quiseram apurar o número mínimo de dias de descanso que deveríamos tirar. Acompanharam 54 trabalhadores, de diferentes atividades e em períodos diferentes de férias. E concluíram que só ao oitavo dia é que verdadeiramente começamos a repousar.

Afonso Camões, JN

Nocturno

Espírito que passas, quando o vento 
Adormece no mar e surge a Lua, 
Filho esquivo da noite que flutua, 
Tu só entendes bem o meu tormento... 

Como um canto longínquo - triste e lento- 
Que voga e subtilmente se insinua, 
Sobre o meu coração que tumultua, 
Tu vestes pouco a pouco o esquecimento... 

A ti confio o sonho em que me leva 
Um instinto de luz, rompendo a treva, 
Buscando, entre visões, o eterno Bem. 

E tu entendes o meu mal sem nome, 
A febre de Ideal, que me consome, 
Tu só, Génio da Noite, e mais ninguém! 

Antero de Quental