Pesquisar neste blogue

terça-feira, 25 de setembro de 2018

Para Quê, Caminhos Do Mundo ...


Para quê, caminhos do mundo, 
Me atraís? — Se eu sei bem já 
Que voltarei donde parto, 
Por qualquer lado que vá. 

Pra quê? — Se a Terra é redonda; 
E, sempre, tem de cumprir-se 
A sina daquela onda 
Que parece vai sumir-se, 

Mas que volta, bem mais débil, 
Ao meio do lago, onde 
A mãe, gota d'água flébil, 
Há muito tempo se esconde. 

Pra quê? — Se a folha viçosa 
Na Primavera, feliz, 
Amanhã será, gostosa, 
Alimento da raiz. 

Pra quê, caminhos do mundo? 
Pra quê, andanças sem Fim? 
Se todo o sonho profundo 
Deste Mundo e do Outro-Mundo, 
Não 'stá neles, mas em mim. 

Francisco Bugalho

segunda-feira, 24 de setembro de 2018

Notícias Ao Fim Da Tarde (act.)

*Táxis: Protesto mantém-se após "manobra de diversão" do gabinete de Costa


Esta É A Frase

«Nos dossiers Infarmed e descongelamento da carreira dos professores, o governo seguiu um mesmo caminho: prometeu por conveniência, avaliou o impacto, e por fim suspendeu, dando o dito por não dito.»

Alexandre Homem Cristo, OBSR

Assim aconteceu:

Poucos episódios serão mais elucidativos acerca do processo de decisão do actual governo do que o da deslocalização (agora falhada) do Infarmed para o Porto. O governo não estudou a viabilidade da medida, mas decidiu. O governo não sabia explicar a medida, mas informou. O governo disse ter decidido há muito tempo, mas ninguém sabia (nem o ministro). O governo não consultou sequer a direcção do Infarmed, mas avançou. O governo ouviu as queixas, mas garantiu serenidade. Milhares aplaudiram, mas ninguém entendeu a viabilidade da medida. O governo estabeleceu prazos, mas depois suspendeu. O governo adiou, mas depois entregou o ónus do fracasso a comissões parlamentares. Eis uma mistura explosiva de propaganda aliada a incompetência.

Aprendi Que O Tempo ...

Aprendi que o tempo cura, que mágoa passa, que decepção não mata, que hoje é reflexo de ontem, que os verdadeiros amigos permanecem e que os falsos, graças a Deus, vão embora. Compreendi que as palavras têm força, que o olhar não mente e que viver é aprender com os erros. Aprendi que tudo depende da vontade, que o melhor é ser nós mesmos e que o segredo da vida, é viver!

domingo, 23 de setembro de 2018

Notícias Ao Fim Da Tarde


*Piloto morre em despiste durante prova no Estoril

*Mais açúcar, mais imposto. Governo quer aumentar taxa sobre o açúcar nos refrigerantes

Estas São As Frases

*Todos os dias à frente dos nossos olhos desenrola-se uma espécie de farsa. Viver num país sob a política dos dois emes – Marx e Marcelo – é possível mas obriga a um enorme esforço não apenas de contenção da indignação mas também e sobretudo de manutenção da lucidez. 

«Afinal a política dos dois emes – Marx e Marcelo – será tão melhor sucedida quanto mais aceitarmos como normal o que antes considerávamos um escândalo; quanto mais justificarmos o que antes inquiríamos; quanto mais desviarmos o olhar daquilo que já quisemos olhar de frente»

*Lembram-se do AIMI (vulgo imposto Mortágua) que ia incidir sobre o património dos ricos muito ricos? Pois como os ricos em Portugal são poucos e o dinheiro dos impostos nunca chega, os impostos criados para incidir sobre os ricos acabam a ter de ser pagos pelos pobres. E assim 

«não contentes em tributar como o AIMI os ditos ricos proprietários de valiosíssimos imóveis o fisco está a intimar as administrações de condomínio de prédios ricos e modestos a também elas pagarem esse imposto não se percebe com que legitimidade pois as administrações de condomínio não possuem património algum e pelos imóveis os proprietários já pagam AIMI.»

Como temos assistido:

*«O PS manda. O PCP governa-se. O BE policia. O PR diverte-se. A democracia apodrece. E, sim, porque havemos de querer contrariar este estado de coisas? Não podemos deixar-nos ir simplesmente?»


Helena Matos, OBSR

Equinócio De Outono - Lunação De Veado

Em 2018 o Equinócio de Outono ocorre no dia 23 de Setembro às 02:54 horas. Este instante marca o início do Outono no Hemisfério Norte. A palavra Equinócio deriva do Latim e significa, literalmente, "noite igual", querendo traduzir o dia em que a noite e o período diurno têm exatamente a mesma duração.

Segundo o calendário natural dos senhores do tempo, os Maias, estamos na Lunação do Veado, que nos trabalha, desafia e inspira a reflectir sobre: qual é o meu serviço?


Tempos de purga em que a clarividência será óbvia e dura, os passos assertivos e conclusivos para os novos prósperos caminhos que tomam o seu lugar. Tempos de análise, escolhas, reestruturação, remates e pontos. Espaço Livre e Fértil. Assim entra o Outono, pé ante pé nas veias da nossa vida, do nosso corpo e da nossa Mãe Terra. Um forte, duro e assertivo reboliço antes de acalmar. O Equinócio está já aqui. E tudo acalmará, a seu tempo.
Naturalmente o que já não é, secou ou seca e a seu tempo cai. Tal como as folhas. O que cai servirá de adubo, conforto e aprendizagem ao solo, à raiz, contribuindo para que fiquem mais fortes, saudáveis, aconchegados e nutridos.
O vento levará as mais teimosas ou apegadas, a chuva nutrirá o que vai e o que fica, para que tudo siga o seu curso natural.
Novas folhas, novos frutos nascem e nascerão no seu tempo.
Que assim seja dentro e fora.
Sugestão: por estes dias vão até à floresta mais próxima, caminhem por aí, vejam como tudo acontece, observem, aprendam. Tentem apanhar uma folha ao cair, mesmo antes de tocar no chão e guardem-na como amuleto de Outono. 
Fonte: Nádia Nadzka

sábado, 22 de setembro de 2018

Notícias Ao Fim Da Tarde

*Privados ameaçam cobrar totalidade dos exames e cirurgias a doentes da ADSE



Esta É A Frase

Na insuspeita opinião dos portugueses, os portugueses são os melhores do mundo no que quer que se disponham a fazer ou a tocar. Enquanto conversa de simplórios, o exercício é apenas ridículo. Quando reproduzido até aos confins do insuportável pelo chefe de Estado, é mais do que ridículo, é a prova da baixíssima conta em que o chefe de Estado leva os seus eleitores. Se se elogia toda a gente, não se revela a mínima consideração por ninguém, e o prof. Marcelo não se limita a achar que o “povo” engole semelhantes patranhas: sobretudo convenceu-se, se calhar com razão, de que o povo o aprecia em função da dimensão das patranhas. Embora esteja por apurar para que serve um presidente da República, devia ser óbvio que não serve para isto.

Alberto Gonçalves, OBSR

Página Aberta ...

"A página aberta da vida é bela; mais bela, porém, é a página lacrada."