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quarta-feira, 15 de maio de 2019

Notícias Ao Fim Da Tarde

>Afinal de quem são as dívidas? E os quadros? A resposta a estas e outras questões sobre a polémica Berardo

Um Paradoxo Destruidor.


“As alterações climáticas estão a ser mais rápidas do que nós. Os últimos quatro anos foram os mais quentes de que há registo, não estão a ser feitos esforços suficientes para limitar o aumento da temperatura de 2 oC em relação aos valores pré-industriais. Quando as coisas parecem estar a ficar pior, a vontade política parece estar a desvanecer”. Um paradoxo destruidor. 

António Guterres 


Quem Sou Eu ?



Eu às vezes não entendo!
As pessoas têm um jeito
De falar de todo mundo
Que não deve ser direito.

Aí eu fico pensando
Que isso não está bem.
As pessoas são quem são,
Ou são o que elas têm?

Eu queria que comigo
Fosse tudo diferente.
Se alguém pensasse em mim,
Soubesse que eu sou gente.

Falasse do que eu penso,
Lembrasse do que eu falo,
Pensasse no que eu faço
Soubesse por que me calo!

Porque eu não sou o que visto.
Eu sou do jeito que estou!
Não sou também o que eu tenho.
Eu sou mesmo quem eu sou!
(Pedro Bandeira)

terça-feira, 14 de maio de 2019

Notícias Ao Fim Da Tarde

>Centeno rebate críticas e assegura que “investimento não contribuiu para a consolidação orçamental”

>Destes já não se livra. Há mais de 100 impostos diferentes em Portugal


Eleições: Esta É A Frase

«Estas eleições (europeias) não se compadecem com a transfusão das lógicas de distribuição de cargos do Largo do Rato, são infinitamente mais do que isso. Foi toda esta miséria que Costa quis esconder ao encenar a crise e baralhar eleições, mas a escolha será sempre entre diferentes projectos para o futuro da Europa e a lista do aparelho do PS. Por muito que dois incautos tenham dado o flanco momentaneamente ao vilão.»

Raul Almeida, JE

Incongruências

Num noticiário, António Costa, o primeiro-ministro, está a ser entrevistado. E ouço-o a dizer “Eu acho é que ninguém tem direito, nem a procurar criar ilusões aos professores, mentir aos professores sobre o que é que está em causa, nem enganar os portugueses. Todos temos o dever de ser claros”.

Engraçado ...

É que uma pessoa vai ao Google – essa moderna ferramenta que, para aparente desconhecimento da nossa classe política (a alternativa é falta de vergonha), nos devolve memórias em 0,3 segundos –, pesquisa “António Costa austeridade” e encontra mais de milhão e meio de resultados. Entre eles, o “Virar a página da austeridade, relançar a economia”, uma carta que António Costa dirigiu aos portugueses.

A umas semanas de eleições legislativas, António Costa defendia que “o aumento do rendimento tem de resultar de um esforço conjunto com o Estado. Não só na reposição dos salários, pensões e mínimos sociais, acabando com os cortes, mas também inovando”. É possível que António Costa não se tenha apercebido, mas estas suas palavras criaram ilusões. Principalmente, quando nessa carta até se garantia existir um cenário macroeconómico a dar cobertura aos compromissos assumidos. 

Já o documento “Uma Década Para Portugal”, o tal relatório produzido por 12 economistas coordenados por Mário Centeno, era um bocadinho mais transparente. O capítulo da política salarial e carreiras afirmava “A partir de 2018, inicia-se o processo de descongelamento das carreiras e de limitação das perdas reais de remuneração que deverão ser avaliadas no cruzamento dos programas orçamentais com as respetivas carreiras e ter e conta o impacto transversal de algumas carreiras em vários programas orçamentai"

Um país que tem uma dívida pública superior a 120% do PIB – o que o coloca no pódio dos devedores da União Europeia – bem pode invocar tal argumento. Um país que tem um défice orçamental de 0,5% do PIB – que quando ajustado do ciclo económico é de 1,1% – bem pode dizer que não tem dinheiro.

A 15 de Dezembro de 2017, aparentemente, a contagem integral do tempo para efeitos de progressão na carreira e da correspondente valorização remuneratória não era nenhum problema. Pelo menos, a bancada socialista votou favoravelmente, ao lado de BE, PCP, Verdes e PAN, a que viria a ser a primeira Resolução da Assembleia da República de 2018, onde se sugeria ao Governo que dialogasse com os sindicatos no sentido daquela reposição. 

Então o PS concordava em recomendar algo que comprometia a estabilidade orçamental?! Ou em Dezembro de 2017 as finanças públicas estavam mais sãs que agora?  

A crise política é estrutural e dura há muito. Consiste em governos e oposições que se demitem de pensar o país a longo prazo, de ter um projecto para ele, de traçar um rumo que sigam sem teimosia, mas com coerência; que decidem em função do soundbyte e do que parecer granjear mais votos no imediato. E faz-se de uma população que se rende a essa cultura do curto prazo, cujo sentido crítico e nível de exigência não vai além do escândalo nas redes sociais.

(excertos do artigo de Vera Gouveira Barros, ECO)  

É Mais Fácil Manter-se Na Zona De Conforto Que Assumir A Condição Louca da Mudança



É sempre mais fácil acreditar na existência de heróis do que arregaçar as mangas e tentar fazer algo. É sempre mais fácil manter-se na zona de conforto do padrão da conformidade do que assumir a condição louca da mudança, pois lembrando Kerouac – “[…] as pessoas que são loucas o bastante para pensarem que podem mudar o mundo são as únicas que realmente podem fazê-lo”.

segunda-feira, 13 de maio de 2019

Notícias Ao Fim Da Tarde

>“Não se pretende que a arbitragem rivalize com o poder dos tribunais”, diz Nuno Pena

Recorde De Carga Fiscal Com Aumento De Receita Dos Impostos 35,4%

Carga fiscal em recorde com aumento de receita de quase todos os impostos. INE confirma valor de 35,4%

A carga fiscal disparou à boleia de um aumento de receita de quase todos os impostos. Portugal continua abaixo da média globalmente, mas o peso dos impostos indiretos continua a ser muito superior.

O Instituto Nacional de Estatística confirmou esta segunda-feira o aumento da carga fiscal em 2018 de 34,4% para 35,4%, apontando um aumento global sensivelmente ao mesmo nível nos impostos diretos, indiretos e contribuições para a Segurança Social, todos a crescer acima de 6%. Destaque vai para a receita com IMT, que cresceu mais de 20% em 2018.

Cobraram-se mais 4,3 mil milhões de euros em impostos em Portugal ao longo de 2018, atingindo um máximo de 71,4 mil milhões de euros de receitas de impostos para o Estado português

(continuar a ler)

Pranto ...


Se choras porque perdeste o sol, as lágrimas não te deixarão ver as estrelas.

Rabindranath Tagore