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segunda-feira, 4 de maio de 2020

Problemas Significativos ...


"Os problemas significativos com os quais nos deparamos 
não podem ser resolvidos no mesmo nível de pensamento 
em que estávamos quando eles foram criados."
Albert Einstein 

domingo, 3 de maio de 2020

Notícias Ao Fim Da Tarde


Começa O Mais Difícil.


Os resultados de Portugal são bons ou apenas medianos? Se doze países europeus fizeram pior, vinte e cinco fizeram melhor. Mesmo assim, a nossa condição merece atenção. Mas sobretudo explicação. Deve-se a quem, exactamente? Às autoridades? Aos Portugueses? Ao Serviço Nacional de Saúde? Aos médicos e aos enfermeiros? E deve-se a quê? Ao fecho prematuro? À quarentena? À disciplina?

Com tanta gente a saber tanta coisa, não ficámos mesmo a saber nada. Mais tarde, com menos gente a saber tudo, aprenderemos mais. De qualquer modo, fica uma consolação: os que mais ajudaram na explicação e na compreensão foram alguns cientistas. Há qualquer coisa na ciência bem exercida, com escrúpulos e contenção, com dúvida e experiência, com liberdade e cultura, que nos deixa em paz com a humanidade, nem que seja por umas horas…

Já se percebeu que Portugal sofre de dois problemas profundos: a falta de previsão e as falhas de organização. Na saúde, por exemplo. Temos um número considerável de médicos, mas um número ridículo de enfermeiros e técnicos. Um serviço de saúde repousa nos dois, não só nos primeiros, nem só nos equipamentos. Sabe-se que Portugal é um dos países da Europa com mais médicos e menos enfermeiros por habitante. As filas de espera para as cirurgias e as consultas não podem ter como explicação a “falta de médicos”. Não faltam os medicamentos mais modernos, os tratamentos mais caros e os equipamentos mais sofisticados. Mas faltam máscaras, desinfectante, luvas, reagentes e zaragatoas. Em vez de rosnar contra o Serviço Nacional de Saúde ou de querer liquidar a medicina privada, não seria mais interessante e eficaz ocuparmo-nos de simples questões de organização e disciplina?

(ler texto completo) 'Fechar é fácil, abrir é difícil', António Barreto 

A Luz Crua Do Estio Prematuro


A luz crua do estio prematuro                 
Sai como um grito do ar da primavera...
Meus olhos ardem-me como se viesse da Noite...
Meu cérebro está tonto, como se eu quisesse justiça...
Contra a luz crua todas as formas são silhuetas.
Álvaro de Campos (104-1929)

sábado, 2 de maio de 2020

Notícias Ao Fim Da Tarde





Covid-19: Situação Epidemiológica Hoje


"Erro de duplicação" baixa número de casos confirmados

Algumas Regras Para Espaços Comerciais Que Vão Poder Continuar Abertos



As regras para os estabelecimentos que reabrem: só depois das 10h ...
O Governo publicou em Diário da República (eletrónico) o decreto de declaração da situação de calamidade no país a partir de 4 de maio, gizado após resolução de Conselho de Ministros.
O despacho detalha algumas regras para os espaços comerciais que vão poder continuar abertos — caso, por exemplo, de “estabelecimentos de venda de flores”, mas também mercearias, quiosques e alguns outros pontos comerciais específicos que excecionalmente mantiveram atividade — e para aqueles que reabrem na próxima segunda-feira, 4 de maio. É o caso de stands de automóveis e livrarias, independentemente da área, mas também lojas com porta aberta para a rua até 200m2 e estabelecimentos de prestação de serviços de higiene pessoal, como cabeleireiros, barbeiros, manicures, pedicures e similares, que poderão atender clientes apenas com “marcação prévia”.

Uma pessoa por cada 20m2. Máximo de dez em lojas de 200m2

De acordo com a resolução de Conselho de Ministros, há várias as regras a cumprir “em todos os locais onde são exercidas atividades de comércio e de serviços no presente regime”, de estado de calamidade (que começa dia 4 e será reavaliado a cada 15 dias), quer sejam “estabelecimentos de comércio, por grosso ou a retalho, ou grandes superfícies comerciais, conjuntos comerciais, mercados, lotas ou estabelecimentos de prestação de serviços”.
Entre estas regras está a lotação de espaços comerciais. “A afetação dos espaços acessíveis ao público deve observar regra de ocupação máxima indicativa de 0,05 pessoas por metro quadrado de área”, lê-se no diploma do Governo. Ou seja, os espaços comerciais poderão ter no interior até 0,05 pessoas por metro quadrado, o que equivale a uma pessoa por cada 20 metros quadrados, limite que não contabiliza funcionários ou prestadores de serviços que se encontrem a exercer funções nos espaços em causa. Como as lojas que podem reabrir são as que têm até 200 metros quadrados de área, o número de pessoas permitido no interior nunca poderá ir além de 10. Mas a ocupação máxima no interior dependerá sempre da área.
Há outras obrigações a manter. Por exemplo, no interior dos espaços de comércio e serviços que ficarem abertos será preciso manter “uma distância mínima de dois metros entre as pessoas, aquelas que estão efetivamente a adquirir o produto ou a receber o serviço”. E será necessário “assegurar-se que as pessoas permanecem dentro do estabelecimento apenas pelo tempo estritamente necessário à aquisição dos bens ou serviços”.
Prestação de serviços. Espera no interior para ser atendido? Não






Estarão também proibidas as “situações de espera para atendimento no interior dos estabelecimentos de prestação de serviços” que estiverem abertos — por exemplo, barbearias, cabeleireiros e espaços de estética e beleza — e será ainda incentivada a “adoção de códigos de conduta aprovados para determinados setores de atividade ou estabelecimentos, desde que não contrariem o disposto no presente regime”. (saba mais aqui)

Boa Vigília!

Enquanto alguns dormem, outros dedicam essas preciosas horas da noite ao trabalho. Seja pela segurança de todas, pela saúde, pelo bem-estar ou apenas por ser necessário, não é porque será de trabalho que você não pode ter uma boa-noite. Pelo contrário: pode e será uma óptima noite! Receba minha mensagem de uma óptima vigília e que o silêncio da noite possa lhe trazer um período de trabalho tranquilo e proveitoso. Bom trabalho!

sexta-feira, 1 de maio de 2020

Notícias Ao Fim Da Tarde



Covid-19: Situação Em Portugal Hoje Sexta-feira (1-5-2020)

Covid-19: CIRA lança campanha de angariação de equipamentos de ...
O número de vítimas mortais do novo coronavírus no país aumentou para 1.007, mais 18 mortes nas últimas 24 horas.
Em Portugal, há já um total de 25.351 casos positivos de infeção pelo novo coronavírus (Covid-19), mais 306 face ao dia de ontem, segundo o boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde revelado esta sexta-feira. O número de vítimas mortais do novo coronavírus no país aumentou para 1.007, mais 18 mortes nas últimas 24 horas. 

  • 251.269 casos suspeitos 
  • 3.828 pessoas ainda aguardam os resultados.  
  • Existem 892 internados 
  • 154 estão em Unidades e Cuidados Intensivos (UCI). 
  • Casos recuperados 1.647.
  • Existem 222.090 casos não confirmados após as análises  
  • 29.756 encontram-se sob vigilância das autoridades de saúde.

A região norte continua a ser aquela onde se registam mais casos confirmados de infeção pelo novo coronavírus. A DGS indica que existem 15.231 casos registados no Norte, 3.419 no Centro, 5.939 em Lisboa e Vale do Tejo, 218 casos no Alentejo, 331 no Algarve, 127 casos na Região Autónoma dos Açores, 86 na Região Autónoma da Madeira.
Lisboa é o concelho com mais casos confirmados, totalizando 1.496. Seguem-lhe Vila Nova de Gaia com 1.404, Porto com 1.236 casos e Matosinhos com 1.142 infetados. Braga tem casos de infeção 1.079, Gondomar 1010, Maia 870, Valongo 729, Sintra 254, Ovar 565 e Coimbra 416.
O grupo etário com mais casos confirmados é dos 50 aos 59 anos (1.673 homens e 2.634 mulheres), seguindo o dos 40-49 anos (1.681 homens e 2.581 mulheres). Existem 1.167 crianças e adolescentes infetados, entre os 0 e os 19 anos de idade. Atualmente existem 10.368 homens e 14.983 mulheres infetados pelo novo coronavírus.

Em relação às vítimas mortais, foram registadas 578 mortes no norte do país, 201 no centro, 202 em Lisboa e Vale do Tejo, uma no Alentejo, 13 no Algarve e 12 nos Açores. A região autónoma Madeira é a única região do país onde não foram registados óbitos.