Pesquisar neste blogue

terça-feira, 9 de junho de 2020

O Bloco Manda Na CML E Medina ...

... Assobia para o lado

Ver o vereador do Bloco a tomar o partido dos ocupantes de um prédio em Arroios, atacando até a polícia, enquanto Medina permanecia em silêncio, faz-nos perguntar sobre quem manda na Câmara de Lisboa.

José Manuel Fernandes, Contra-Corrente 

Coragem!


“Diz-se que, mesmo antes de um rio cair no oceano ele treme de medo. Olha para trás, para toda a jornada,os cumes, as montanhas, o longo caminho sinuoso através das florestas, através dos povoados, e vê à sua frente um oceano tão vasto que entrar nele nada mais é do que desaparecer para sempre. Mas não há outra maneira. O rio não pode voltar. Ninguém pode voltar.Voltar é impossível na existência. Você pode apenas ir em frente. O rio precisa se arriscar e entrar no oceano. E somente quando ele entra no oceano é que o medo desaparece. Porque apenas então o rio saberá que não se trata de desaparecer no oceano, mas tornar-se oceano. Por um lado é desaparecimento e por outro lado é renascimento. Assim somos nós. Só podemos ir em frente e arriscar.”


 (Osho )

segunda-feira, 8 de junho de 2020

Notícias Ao Fim Da tarde

Covid-19: Situação Em Portugal Hoje Segunda-feira

34.885 casos confirmados (+192)
1.485. número de óbitos  (+6 vítimas mortais)
21.156 recuperadas (+161 em relação a ontem)
366 doentes internados (-32)
55 em (UCI) (-3)


Lisboa e Vale do Tejo continua a ser a região que mais preocupa as autoridades sanitárias. Na região, foram registadas mais 149 casos de infecção, o que representa 77,6% dos novos casos detetados pela DGS nas últimas 24 horas.

O Norte continua a ser a região com mais casos registados até ao momento (16.948 casos de infeção e 807 mortes), à frente da região de Lisboa e Vale do Tejo (13.222 casos e 403 mortes), o Centro (3.826 casos e 244 mortes), o Algarve (389 casos e 15 mortes) e o Alentejo (268 casos e uma morte). Nas ilhas, os Açores registam 142 casos e 15 falecimentos, enquanto a Madeira tem 90 pessoas infetadas.

Continuamos A Viver Num limbo Em Que Não É possível Fazer Planos Para O Futuro

«Continuamos a viver num limbo em que não é possível fazer planos para o futuro, nem tão pouco pensar em como será a vida na próxima semana ou no próximo mês. Em suma, tornámo-nos prisioneiros das decisões do governo.»

Teresa Roque, OBSR

O problema agora é: como será que podemos sair do confinamento? As pessoas foram tão eficazmente assustadas que vai ser muito difícil fazer com que saiam para ir trabalhar, ir a restaurantes, ir de férias ou regressar à escola. Uma coisa é abrir os restaurantes; outra, completamente diferente, é persuadir as pessoas a sair para irem comer fora.

Os governos cometem erros. Não são infalíveis. As ideias mudam. Nem sequer há consenso entre epidemiologistas e outros especialistas desta área. Com toda esta incerteza no ar, alguém terá de tomar decisões. Mas deixem que estas se baseiem o mais possível na ciência, nos factos e no senso comum, e não na política.

A Percepção

A percepção é o pensamento do pensamento alheio.

(Fernando Pessoa)

domingo, 7 de junho de 2020

Notícias Ao Fim Da Tarde

Covid-19: Situação Hoje Em Portugal (7-6)

34.693 casos confirmados (+342) 
1.479 vítimas mortais (+ 5 mortes nas últimas 24 horas)
20.995 recuperadas (+188 em relação a ontem) 
398 doentes internados (- 16 que ontem)
58 em unidades de cuidados intensivos (-1 que ontem)

A maior parte dos novos casos: 255 são na Região de Lisboa e Vale do Tejo. A destacar mais 23 em Lisboa, 23 em Odivelas, 18 em Loures, oito na Amadora e zero em Sintra.
Nos últimos 15 dias foram registados:
  • 273 novos casos em Sintra;
  • 187 casos em Lisboa;
  • 171 Amadora;
  • 135 Loures;
  • 88 em Odivelas.

Os óbitos registam-se nas regiões de Lisboa e Vale do Tejo e Norte, três na primeira e dois na segunda.

Pela segunda vez no boletim aparecem casos sem idade registada. Há 33 pessoas nessas condições.

Descobrimos Um Primeiro-ministro Estranho, Com Receio Da Importância Dos Seus Ministros

É provável que o Primeiro-ministro se dê mal com o êxito de alguns dos seus ministros mais capazes. Acontece… Daí não vem mal ao mundo. A não ser que se ponha em causa o sistema de governo. Que é o que está a acontecer.
Para a democracia, o sistema de governo é tão importante quanto as políticas. Há mesmo quem diga que são os procedimentos que preservam a democracia. Há razão nisso. Basta pensar no que seria uma boa política, mas sem liberdade nem democracia. É aliás essa uma das grandes ambições dos candidatos a ditador. Ou então, pensemos numa irrepreensível democracia, respeitadora dos direitos e do direito, mas com más políticas e muita corrupção. 

António Costa pode também ter o seu estilo. Mas tem de respeitar os seus ministros e as suas competências. Ao requisitar os serviços de uma pessoa exterior ao governo, mesmo se excepcional e talentoso, como parece ser o caso, o Primeiro-ministro está dizer aos seus ministros: “Ocupem-se das bagatelas, do trivial e do curto prazo, porque do essencial vou ocupar-me eu e os meus conselheiros”!Com a excepção de um punhado de ministros, o governo está reduzido a directores de serviços. Ou gestores de produto. Mais de metade do governo nunca se exprimiu publicamente sobre o que quer que seja, o mundo, a paz, a Europa, a sociedade ou o Estado.

Descobrimos um primeiro-ministro estranho, com receio da importância dos seus ministros! Quando tudo fazia crer no contrário, que António Costa tinha orgulho em políticos capazes e em pares de elevado calibre intelectual, começou a perceber-se que ele gosta é de políticos reduzidos a técnicos. 

A decapitação científica do Estado tem vindo a ser concretizada há anos. As capacidades técnicas do Estado estão há muito a ser desnatadas. É um mau sinal dos tempos que correm: um Estado pesado, mas intelectualmente fraco e cientificamente débil. 

Excertos do texto de António Barreto, no Público (via Jacarandá)

Como De Súbito Na Vida

Como de súbito na vida tudo cansa!
e cansa-nos a vida e nos cansamos dela,
ou ela é quem se cansa de nós mesmos,
na teima de existir e desejar?
Porque, neste cansaço, não o que não tivemos,
ou que perdemos, ou nos foi negado,
o que de que se cansa, mas também
o quanto temos, nos ama, se nos dá
a até os simples gozos de estar vivo.
Um dia é como se uma corda se quebrara,
ou como se acabara de gastar-se,
que nos prendia a tudo e tudo a nós.
Não é que as coisas percam importância,
as pessoas se afastem, se recusem,
ou nós nos recusemos. Não. è mais
ou menos que isto- se deseja igual

ao como até há pouco desejávamos.
É talvez mais. Mas sem valor algum.
O dia é noite, a noite é dia, a luz
se apaga ou se derrama sobre as coisas
mas elas deixam de ter forma e cor,
ou se sumir no espaço como forma oculta.
E o que sentimos é pior que quanto
dantes sentíamos nas horas ásperas
da fúria de não ter ou de ter tido.
Porque se sente o não sentir. Um tédio
Não como o tédio antigo. Nem vazio.
O não sentir. Que cansa como nada.
Até dizê-lo cansa. É inútil. Cansa.

Jorge de Sena