A espécie de felicidade que me falta, não é tanto fazer o que quero
mas não fazer o que não quero.
(Jean Jacques Rousseau)
Ao reduzir a frequência do escrutínio parlamentar, o PSD está, como se vê nos dados, a colocar o Parlamento português entre os que, internacionalmente, menos escrutinam o Governo e o Primeiro-Ministro. (Alexandre Homem de Cristo, OBSR)
Que o líder do PSD não entenda que com esta vertigem antiparlamentar e populista alimenta o monstro que ameaça as democracias ocidentais é uma pena. Que o PS o “ajude” a deixar “o primeiro-ministro trabalhar” é igualmente lamentável.Se as propostas de alteração do funcionamento do Parlamento propostas por Rui Rio tivessem sido avançadas por André Ventura caía o Carmo e a Trindade e o PS provavelmente não apoiaria uma. Mas engane-se quem acha que o síndrome Ventura não existia já dentro do sistema antes do inventor do “Chega” ter sido eleito deputado. Rui Rio, com as suas considerações em que equipara o direito/dever de informar a fabricar camisas, a sua visão do Parlamento como um sítio “onde não se trabalha”, a sua ânsia